Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
dou-me aos versos
com a certidão exata
de quem sempre criou
os cartórios da alma
os que viajam coletivos
pela madrugada
dizendo a noite oficina
de soletrar a calma
até que o dia cometa
a prontidão do discurso
em dizer-se passado
atravessado de futuro
até que a vida
em sua trama
invente-se a razão
por que se ama
até que todos
inventem nas ruas
os passos exatos
de quem luta
até que o mundo
em seu curso
dê-se à construção
de todos em tudo
o poema
desce do poeta
rapel semântico
sináptica cachoeira
verbos em trânsito
o poeta, sonolento,
ainda atado
calcula as rampas
dos seus brados
o poema discursa a vida
como um contrato unipolar
nos rapéis que decida
os desejos
como indivídua saga
inventam vontades
na madrugada
o gesto indivíduo
de pô-las em atos
é trânsito coletivo
na intervenção dos braços
necessidade intrínseca
lúdica perspectiva
a conjunção de todos
é o bioma da vida
trabalhador,
dê-se ao ofício
de perder-se da vida
em sacrifício
máquina humana
cumpra o turno
remoendo a senda
de ser lucro
fardo monetário
isento do futuro
moenda de si
perverso teorema
nesse dar-se insano
ao sistema
a filosofia é,
quase sempre,
duvidar do infinito
impunemente,
guardada a proporçāo
do que se sente
nas veias da matéria,
na verdade displicente,
nas contrações da vida
que a dialética consente
filosofar é ter o mundo
embrulhado na gente
como se fora um livro
nas páginas do tempo
a filosofia é,
quase sempre,
duvidar do infinito
impunemente,
guardada a proporçāo
do que se sente
nas veias da matéria,
na verdade displicente,
nas contrações da vida
que a dialética consente
filosofar é ter o mundo
embrulhado na gente
como se fora um livro
nas páginas do tempo
o sonho
vige no desejo
fluência formal
de cada enredo
dá-lo a constância
virtual e quântico
usina a matéria
na razão de tanto
as léguas de si
postas no homem
avivam a vontade
de tê-los impunes
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.