Lista de Poemas

Misiva del tiempo

 

alrededor del mundo

por supuesto

habrá humanos

en manifiesto

vuelo de golondrinas

en el cielo de las manos

juego del infinito

tarde o temprano

el futuro es solo sonrisa

de la voluntad construida

57

Dos rumos reticentes

 

o caminho

nunca é dizente

de todos os destinos

que consente

sua direção

vige reticente

solta na vontade

espalhada na gente

as pedras do caminho

são só discursos

que a história espalha

nas vias do futuro

14

Temporal vivência

 

as datas

doem na saudade

afrontas do tempo

nesgas de escravidão

na liberdade

quando postas

no amor vivido

é um míssil volátil do passado

agora solto no infinito

resta conte-lo ainda no peito

como um privado grito

54

Das vigas da saudade

 

a manhã

arquivada na paisagem

boiava nos olhos

como lúdica frase

o homem desabraçado

arquivava o mundo

na instável complacência

de viver-se em tudo

esperava o tempo

em que a noite mostrasse

o piscar das estrelas

postas na saudade

28

laço temporal

 

largar o tempo

como divisa

entre o sonho

e o jeito da vida

a vontade premedita

braços correntes

artefatos vigentes

nos fatos que habita

largar o tempo

privado arquivo

na ação genérica

do sonho coletivo

67

Traslados vitais

 

meu voo

é estar sem asas

flutuar no tempo

as ondas da alma

trazê-la avulsa

pela vontade

vivê-la de tanta

no vão dos fatos

contê-la militante

de cada voo

construindo em mim

um jeito do outro

138

Reminiscência L

 

na varanda dos olhos

a manhã vigia

sentinela do tempo

carregando o dia

a vida,

meio esquecida,

abraçava o vento

atravessando a avenida

de repente, a passeata

explodindo os passos

derramou o comício

no peito da praça

tudo que era povo

plantava história nos braços

67

Reminiscência LI

 

no palanque

a fala intentava

as veias do tempo

no colo das palavras

no meio de tanto

o jovem pulsava

todas as contingências

plantadas na alma

a história

deitada na praça

jogava no mundo

a vontade dos braços

14

Gaza ensaiada

 

Gaza

atravessada

na garganta

é grito, dor e lança

apontada no futuro

como dança

vaga recorrente

que o povo ensaia

com a faca nos dentes

passos que instala

nas escaramuças do tempo

53

Óbvia sanção

 

o futuro

meio lógico

deixa-se estar nos braços

quase óbvio

pegada da vontade

no âmbito da história

gesto da liberdade

nada utópico

da sanha do povo

como invólucro

70

Comentários (10)

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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.

AurelioAquino

abraço

Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.

Carlos Marques
Carlos Marques

Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.

Pinto
Pinto

Abração !

nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.