Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
do meu exílio
volto armado
de todos os eus
em que me largo
a fuga no tempo
quando exilado
apenas resvala
no imo da vontade
o exílio é só um modo
de ter-me revoltado
nas guerrilhas da vida
nos sonhos que guardo
virtual
o poema enquadra
o poeta e as palavras
nas telas da alma
metaverso
de humana lavra
o verbo dá-se a tanto
por quase nada
enfeitar a vida parece
sinapse desgarrada
solilóquio do homem
embrulhado na palavra
pela rua
a fome gravita
e vige crua
no que consome
tripas e sonhos
vias do homem
ainda vida encena
em falso ato
a cena capital
do que lhe causa
o teatro do tempo
navega a matéria
como arma
nas entrelinhas
o sonho divisa
desejos transeuntes
postos à deriva
dá-los ao mundo
rastros de liberdade
dize-los nos braços
discurso da vontade
os desejos vigem no tempo
como sonho embrulhado
o tanto de cabe-los livres
é o jeito de sonha-los
ponto nodal
do que se viva
guardem-se os laços
postos na vida
os que privados fluam
da saga coletiva
ou que estejam dados
pelo indivíduo
no estar laçado no tempo
fluxo intenso da matéria
nas bordas do infinito
meu rumo
é estar em riste
apontando a matéria
em que existo
laivo humano
de átomos e desejos
curso de mim
como enredo
a volúpia de ser
comício coletivo
palavra de ordem
do partido da vida
quando fosse riso
a vida bastaria
nos metros do tempo
em que se media
quando fosse triste
a vida restasse
nos risos arquivados
nas rugas que montasse
nessa romaria
de neurônios abraçados
a vida permaneça humana
enquanto coletiva baste
sin embargo
hay que tener el alma
como arma
y jugarla golondrina
en las palabras
el poema es solo un vuelo
suelto de los sentidos
en busca de sus aires
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.