Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
e quando fosse possível
essa permanência
a matéria deu a ver-se
pela consciência
construída no homem
como insistência
a aparência de domo
de olhar-se apartado
ao homem deu-se a noção
de conter-se unidade
até saber que era um todo
sutilmente disfarçado
quando a vida
fosse tanta
pudesse escorrer
pela garganta
cair nos braços
como dança
gesto na história
humana trança
no construir assim
todas as vias
em que o povo dance
o amor
ainda resta
como infinito
ainda flor
mar consentido
da matéria genérica
pulsa
como a tarde
no tempo objetivo
da saudade
o amor ainda é grito
em que a vida cabe
a balsa construída
era argumento
de nadar os açudes
do pensamento
navegar as águas
e os sentidos
jogava na vida
os trejeitos do infinito
o menino
solfejando o sonho
cantava nas águas
seu encanto
meu sonho
saudade prematura
joga a história
no colo do futuro
violar o tempo
na onírica fala
transborda o mundo
no vão da alma
o sonho arquitetado
mais que um desejo
é arma
meu teorema
é estar em curso
com os braços postos
no corrimão do futuro
rês humana
matéria infinda
dou-me ao tempo
no vão da vida
cumpro o espaço
de ter-me coletivo
alinhavo da matéria
no vestido do infinito
quando a fala
solta na alma
deixe-se dardo
como palavra
quando a arma
embutida na fala
jogue-se nos braços
gesto da alma
quando a vida
posta na palavra
sustente a razão
de ser a fala
o poema amplifica
a mais-valia verbal
em que transita
jogo de cena
teatro da palavra
o verso tensiona
o curso da seara
o poeta, explorado,
tange o verbo na mente
como humano arado
leirões de si consumidos
luta de classes privada
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.