Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
à vontade
oficina consentida
de-se a construção
das reticências da vida
joga-la nos braços
sonho à deriva
arquiteta de fatos
conjuração desmedida
metragem toda dos homens
conjugados nas avenidas
o menino tinha no rio
um mar transeunte
na estrada dos sonhos
como latente navegante
as águas fingiam
edredons urgentes
abraçando a emoção
pela corrente
no colo do tempo
o menino, em si vagando,
inventava o mundo
e vigia o privado oceano
a bomba
na sua ogiva
chafurda o capital
suas premissas
farsa monetária
adredemente explosiva
pólvora das bolsas
de valores e divisas
arranjo capital
da farsa capitalista
envelheço
todas as juventudes
que me cabem
as que venham do tempo
as vindas da vontade
a ciranda dos anos
quando navegados
apenas incorporam
as infâncias que sabem
a saudade
é só um tempo
do passado
em que se cabe
voos do futuro
pela vontade
nos braços da vida
como nave
pulsar o presente
em memória exata
do tempo arquivado
nas brechas da alma
alvoroço verbal
o poema transita
no beco do poeta
as ruas que grita
palavras calçadas
calcadas nas pistas
estradas flutuantes
nas costas do dia
veias recorrentes
de suas avenidas
as que teimam o verbo
as que sonham a vida
a vida
é um comício
pelo vão da alma
no palanque do corpo
como uma fanfarra
as idéias gritam
à procura da fala
ao homem
como arma
cabe organizar
a passeata
no colo do verso,
ávida, a palavra
finge no poeta
rastros da alma
pisadas consentidas
no palco da memória
a vida dá-se verbo
teatro da fala
atravessada no tempo
como lúdica arma
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.