Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
cada vez mais,
a cada outubro,
Guevara presente
habita o mundo
é que a vida
posta em jogo
transborda sempre
o tempo do povo
as datas
doem na saudade
afrontas do tempo
nesgas de escravidão
na liberdade
quando postas
no amor vivido
é um míssil volátil do passado
agora solto no infinito
resta conte-lo ainda no peito
como um privado grito
o caminho
nunca é dizente
de todos os destinos
que consente
sua direção
vige reticente
solta na vontade
espalhada na gente
as pedras do caminho
são só discursos
que a história espalha
nas vias do futuro
no palanque
a fala intentava
as veias do tempo
no colo das palavras
no meio de tanto
o jovem pulsava
todas as contingências
plantadas na alma
a história
deitada na praça
jogava no mundo
a vontade dos braços
a manhã
arquivada na paisagem
boiava nos olhos
como lúdica frase
o homem desabraçado
arquivava o mundo
na instável complacência
de viver-se em tudo
esperava o tempo
em que a noite mostrasse
o piscar das estrelas
postas na saudade
o futuro
meio lógico
deixa-se estar nos braços
quase óbvio
pegada da vontade
no âmbito da história
gesto da liberdade
nada utópico
da sanha do povo
como invólucro
o vento
beliscando o tempo
arrastava a vida
pelo pensamento
o sonho
ainda dormindo
tentava acordar
o sono do menino
a noite
ainda entardecida
esperava anoitecendo
os sonhos da vida
meu dogma
é viver o riso,
mesmo na tristeza,
quando coletivo
a senda privada
resta presumida
instância de todos
quando consentida
deixar-se no mundo
generalizar a vida
é substrato vivente
do lapso indivíduo
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.