AurelioAquino

AurelioAquino

n. 1952 BR BR

Deixo-me estar nos verbos que consinto, os que me inventam, os que sempre sinto.

n. 1952-01-29, Parahyba

Perfil
312 621 Visualizações

Das larguras do tempo

Teço a vida
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
 
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
 
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
Ler poema completo
Biografia
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.

Poemas

3560

Amor mundano


ao amor

dê-se a feição de luta

nas costas da pátria

nos indícios da rua

e se queira farto

como um abraço

que a gente dá no tempo

em todos os compassos

13

Materna

minha mãe

tem caminhos

por onde ando displicente

como se fosse uma romaria

de passados e presentes

jogados no coração

assim tão constantemente

como a razão do amor

que cai dos olhos da gente

13

De Portugal e as flores do povo

 

Pelos ombros da vida

ao redor destes fados

caminha um jeito lusitano

de inventar esses cravos

 

assim  deixados na história

nas curvas da alegria

constroem a grande saudade

dos tempos em que haviam

13

Reminiscências do futuro

 

o futuro,

constantemente,

inventa minha saudade,

de repente

 

é como assim um desembrulhar

do sonho que se sente.

14

Ode ao PCR nos caminhos da história  

 

                      Aos Camaradas Manoel Lisboa de Moura e Selma Bandeira

 

o partido inventa o tempo

como uma usina de luta

e camaradas serão todos

no futuro exato dessas ruas

 

o partido ecoa nos muros

como uma frase explosiva

e tange o coração do povo

nos ombros largos da avenida

 

o grito urgente do discurso,

no seu jeito singular diz-se tão vário

que ressoa no peito como certeza

um Partido Comunista Revolucionário

 

enfim, dê-se-lhe a vazão

de parecer-se na luta

uma fornalha grávida da revolução.

25

Da metragem da vida

 

Das léguas de mim

sei os passos

e a estranha sensação

de que me faço

das léguas todas de todos

em que me abraço.

 

meus metros

adredemente

são caminhos de todos

os que se consentem .

12

Da direção do porvir e suas entrelinhas

 

a distância

entre nós e o futuro

é só a decisão

de derrubar o muro

 

gente mede mais

que qualquer lucro

o grito é a prontidão

de inventar o mundo.

13

Do riso em mim com mares e correntezas

 

Meu riso

é um jeito

explícito

de ficar comigo

 

é que me consinto

mesmo baldio

atravessar todas as léguas

do que desafio

 

nada como nadar meus mares

nas jangadas do que rio.

19

Das andanças ainda oníricas do tempo

 

na garupa do sonho

sitiado pela vida

o homem adormece

todas as feridas

 

nada do que lhe é bastante

o é em tal medida

que não se farte dos infinitos

que alinhava em sua lida

 

sonhar é só ordenar

os futuros que se tem em vista

13

À espera do passado com nesgas do vindouro

 

A esperança

é só uma dança

que o futuro inventa

pela lembrança

é como se fora um panfleto

redigido no peito de quem avança

 

sua imanência

é só aviso

de quem sabe montar

seu infinito.

13

Comentários (8)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.

Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.

Carlos Marques
Carlos Marques

Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.

Pinto
Pinto

Abração !

AurelioAquino

Honrado