Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
assim esquerdo
arremesso
meu coração
dentro do verso
como não lutar
adredemente
quando teima a paz
em ser ausente?
o futuro é sempre
o tempo
da luta que se tente
O palhaço
chora no riso
seu abraço
e ri seu pranto
no aplauso
tudo que lhe move
é seu contrato
e uma leve possibilidade
do acaso
Nos ombros do tempo
navego horas e envelheço
até nas mocidades
em que me esqueço
vivente dos meus egos
nas vezes que nem me perco
o meu fim, adredemente,
é só um disfarce do começo
a velhice é só um jeito
de me inventar pelo avesso.
A liberdade
é fática
tudo que lhe mede
é a prática
e nem se conta
por unidades
seu corpo é a forma
da variedade
A liberdade
é relativa
por ter-se absoluta
pela vida
a utopia
é um sonho
que se leva na mão
embrulhado na luta
tudo que seja povo
lhe disputa
os metros todos de futuro
a que se ajusta
O infinito
é só um salto
que o tempo teima em dar
pelo espaço
tudo que lhe tange
é passeata
e a exata compleição
do que prolata
com esse jeito de tanto
e a certeza de nada.
é que quando o tempo avança
o passado só encurta
e parece que foi ontem
o que o futuro custa
é que o tempo só se gasta
na lembrança de quem o usa.
viver é guardar o tempo
na exata proporção da luta.
as palavras da menina
fabricavam a luz do dia
como se fossem um brinquedo
de inventar alegria
e giravam seus sonhos tanto
pelas mãos desenfreadas
como um tempo que se perdia
nos olhos de quem olhava
é que a infância sempre teima
em desabotoar as palavras
como se fosse moenda
dos verbos de quem fala.
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.