Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
a meta é o verso
a humana condução,
nas costas do tempo,
da matéria em manifesto
ao da-lo intenção
das larguras da vida
a matéria tem de si
todas as medidas
o homem é só o protesto
dos verbos que consiga
a nuvem no tempo
era um grande circo
que o espaço inventava
para estar consigo
deitado nos olhos
o menino desenhava
com o pincel do sonho
os céus que habitava
a vida esquecia o mundo
voando todas suas naves
os alvoroços da matéria
doem na vida
até nos voos imaginários
dos pássaros que consiga
é que a saudade borda os ares
nos ilimites em que viva
bandeira escancarada no tempo
tremulando todas suas vias
deixar-se em si
é larga tarefa
da humana senda
no curso da matéria
querê-la privada
como protesto
é desentende-la
como simples manifesto
dessa multidão infinita
em que a vida se testa
o poema
é um grito
tentativa inata
de cócegas no infinito
a matéria humana
grava o verbo
no músculo virtual
de seu interno
lança a palavra
como lúdico manifesto
do abraço material
do seu protesto
a fumaça
navegava o tempo
como nuvem clara
no céu do pensamento
o jovem
largava-se na memória
soprando a vida
tragando a história
o charuto
apontando a vida
lembrava Cuba
em todos os cohibas
gendarme do tempo
dou-me à deriva
em todas as passeatas
que transitem a vida
assim como breve pássaro
de ninhadas infinitas
a vida
nunca é rasa
quando soletra
o vão da alma
a consciência
é um rastro
que a matéria deixa
no sonho, nos braços
mistura-los no tempo
é só um espaço
a que se dá o pensamento
a fome
se(mente)
quando planta(da)
impune(mente)
rói a vida
intrusa endemia
noite arquitetada
da sistêmica via
os rastros do mundo
pegadas da vida
passeiam a humana matéria
na luta que decida
que a vida em nós esteja tanta
derramada assim pela avenida
como um jato de povo nessa dança
que a luta constrói quando se diga
construída no vão da liberdade
como um pássaro assim esvoaçante
dê-se ao tempo assim como uma nave
que tente navegar as léguas do horizonte
e o rumo da multidão seja a estrada
da construção urgente arquitetada
como tangente exata desse curso
que teima em levar o homem à alma
como transeunte de toda sua calma
no abraço coletivo das praças do futuro
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.