Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
o sonho
desejo ornamentado
borda no sono
íntimos alinhavos
pedaços da vida
ainda apartados
unem no homem
seus bordados
a onírica oficina
em seu trânsito
arruma no peito
a vontade de tanto
ao estar comigo
assim outro
me definitivo
abraço da matéria
na humana lida
do infinito
os limites do tempo
em que milito
são os pedaços da vida
que infinito
a saudade
é inteiro armistício
essa vontade íntima
de guardar o infinito
trazê-lo abraçado
no largo dos sentidos
a saudade
rio caudaloso
nasce na lembrança
e deságua nos olhos
como fora um mar imenso
que o tempo trouxe
a bailarina
em sua trama
ainda pássaro
dá-se humana
a bailarina
inunda o palco
com todas as ondas
de seus saltos
a bailarina
como astronauta
pisa as estrelas
quando salta
a pipa
era um sonho amarrado
navegando a vida
como astronave
o menino
pilotando o tempo
jogava destinos
pelo pensamento
o céu
displicente
beijava a pipa
com a boca do vento
o futuro
tempo em curso
dá-se à vontade
como recurso
escondida tração
de atos e discursos
ainda vindouro
avença da esperança
é quase passado
na lembrança
o futuro é só trejeito
da matéria em sua dança
o tempo
posto na paisagem
dá-se à vida
como madrugada
o homem
posto humano
arquiva o tempo
no seu sono
a matéria e o homem
postos em cena
dão-se ao poeta
no vão do poema
na terra
minúscula nave
como divisar
os infinitos em que cabe?
na terra
transcurso da matéria
como não sentir
os futuros que encerra?
no universo
matéria em seu rito
como não vislumbrar
o destempo do infinito?
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.