nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Das ilações poemáticas
o poema
é um falar dançante
tudo de seus passos
vive seus rompantes
o poema
é um falar gritante
das rasuras da vida
das ranhuras do homem
o poeta
nos verbos que consome
é um astronauta verbal
tentando abraçar o horizonte
é um falar dançante
tudo de seus passos
vive seus rompantes
o poema
é um falar gritante
das rasuras da vida
das ranhuras do homem
o poeta
nos verbos que consome
é um astronauta verbal
tentando abraçar o horizonte
61
Da luta inacabada
todas as vias
rastros do povo
marcam o mundo
em alvoroço
a fome nas veias
senda intransigente
mascara o tempo
da sanha do sistema
atos da matéria
nessa guerra intensa
de construir a vida
com a consciência
rastros do povo
marcam o mundo
em alvoroço
a fome nas veias
senda intransigente
mascara o tempo
da sanha do sistema
atos da matéria
nessa guerra intensa
de construir a vida
com a consciência
7
Quixotesca trama I
Cervantes
no vão da energia
habitante na memória
procura outros quixotes
nos braços da história
os moinhos do dia
tanques do lucro
alvoroçam as lembranças
nas trilhas de tudo
a prontidão da luta
é a certeza do futuro
8
Gaza em trânsito
Gaza
ainda ferida
intromete a vontade
pela vida
o povo
imitando o tempo
adormece as horas
nos sentimentos
as bombas
apenas vomitam
a face apodrecida
da farsa sionista
ainda ferida
intromete a vontade
pela vida
o povo
imitando o tempo
adormece as horas
nos sentimentos
as bombas
apenas vomitam
a face apodrecida
da farsa sionista
47
Das vazões humanas
o pensamento, a vida
declaram
as veias das ruas
são os caminhos da alma
trazê-los consumidos
assim irrestritos
é inventar os modos
de construir o infinito
declaram
as veias das ruas
são os caminhos da alma
trazê-los consumidos
assim irrestritos
é inventar os modos
de construir o infinito
11
Búracas da vida
a bola de gude
planeta colorido
transitava a infância
pelos sentidos
sonho avaro
de dono do infinito
jogo do universo
búracas do menino
a ilusão do universo
era um sonho medido
nos palmos das mãos
nas léguas dos sentidos
planeta colorido
transitava a infância
pelos sentidos
sonho avaro
de dono do infinito
jogo do universo
búracas do menino
a ilusão do universo
era um sonho medido
nos palmos das mãos
nas léguas dos sentidos
43
Usina recorrente
o homem engenha
monta o poema
balbúrdia de verbos
neurônios em moenda
flui em rios e mares
verbais correntes
como nado idoso
ainda adolescente
o homem usina a vida
matéria recorrente
necessidade lúdica
de postar a consciência
monta o poema
balbúrdia de verbos
neurônios em moenda
flui em rios e mares
verbais correntes
como nado idoso
ainda adolescente
o homem usina a vida
matéria recorrente
necessidade lúdica
de postar a consciência
14
Híbrida jornada
híbrida
a guerra exercita
morrer a morte
na notícia
o homem
no meio das letras
transita o engano
pela cabeça
Quixote redivivo
ataca nas telas
dúvidas e genocídios
a guerra exercita
morrer a morte
na notícia
o homem
no meio das letras
transita o engano
pela cabeça
Quixote redivivo
ataca nas telas
dúvidas e genocídios
7
Comentários (10)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.