Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
insisto
curvas de mim
existo
retas que me curvam
transito
móvel humano
irrestrito
amores e matéria
em que me admito
a vida confabula o mundo
em todos seus indícios
o rio
em sua andança
tangia a paisagem
e a infância
o menino
já dado à velhice
acorrentava o tempo
na correnteza
sonhando o futuro
envelhecendo as certezas
o rio, inocente,
molhava o sonho
como presente
o poema gravita
entre o verbo
e a vida
tudo que o tem palavra
respira
o coração do poeta
em contradita
joga-se estrofe
em gramática lida
tudo que lhe conjuga
é o verbo em que acredita
cada um é palestino
nos solavancos do mundo
na construção do destino
toda Palestina
é uma madrugada
das ruas do povo
das veias, dos risos,
que o futuro desenha
na luta coletiva
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.