nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Ferroviária jornada
o trem,
pisando os trilhos,
anunciava caminhos
em seus ritmos
a paisagem
surpreendida
pintava quadros
nas janelas da vida
o menino
adiantando o destino
palmilhava todo o trem
com os passos do riso
pisando os trilhos,
anunciava caminhos
em seus ritmos
a paisagem
surpreendida
pintava quadros
nas janelas da vida
o menino
adiantando o destino
palmilhava todo o trem
com os passos do riso
15
Sonho a sono e salto
na calada da noite
o coração cogita
embrenhar-se no tempo
afagando a vida
deixar-se militante
nos sonhos que tramita
pela madrugada
no ventre das horas
o tempo derramado
espalha a história
nos degraus do sono
no colo da memória
o coração cogita
embrenhar-se no tempo
afagando a vida
deixar-se militante
nos sonhos que tramita
pela madrugada
no ventre das horas
o tempo derramado
espalha a história
nos degraus do sono
no colo da memória
6
Imagens
o espelho, imparcial,
dá-se ao conforto
de mostrar-se imagem
sem alvoroço
as ilações
que os olhos pintam
são apenas comentários
gravados nas retinas
a tentativa
de ver-se diferente
é só uma ilusão
de quem só sente
dá-se ao conforto
de mostrar-se imagem
sem alvoroço
as ilações
que os olhos pintam
são apenas comentários
gravados nas retinas
a tentativa
de ver-se diferente
é só uma ilusão
de quem só sente
6
Espacialidade das horas
assanhando o tempo
tentativas de tamanho
dá-se o pensamento
dialética em decanto
no contradizer as horas
nos minutos que ganha
as hipóteses geridas
em espaciais dividendos
entornam pelos anos
os tempos que cometemos
tentativas de tamanho
dá-se o pensamento
dialética em decanto
no contradizer as horas
nos minutos que ganha
as hipóteses geridas
em espaciais dividendos
entornam pelos anos
os tempos que cometemos
54
Das metragens subjetivas
há indícios:
as poucas quantidades
dão-se a infinitos
tudo que as medem
em claro arbítrio
constroem largos
todos seus milímetros
há que dize-los tanto
o homem a seu juízo
sentindo o que de vasto
caiba nos degraus do seu ofício
as poucas quantidades
dão-se a infinitos
tudo que as medem
em claro arbítrio
constroem largos
todos seus milímetros
há que dize-los tanto
o homem a seu juízo
sentindo o que de vasto
caiba nos degraus do seu ofício
7
25 de Maio em África posta
a África
entorna o mundo
nas veias de todos
nas vias de tudo
ressoa contundente
na pele conclusa
de todos os filhos
embrenhados na luta
a África, enfim,
é o humano rito
de conjugar o tempo
com as léguas do infinito
entorna o mundo
nas veias de todos
nas vias de tudo
ressoa contundente
na pele conclusa
de todos os filhos
embrenhados na luta
a África, enfim,
é o humano rito
de conjugar o tempo
com as léguas do infinito
16
Dos pincéis da vida
na Praça da Pedra
o pincel discursava
tinta e coração
formando palavras
em cada um
saltando da vida
o futuro sentido
em todas as medidas
tangendo a noite
a tarde inaugura
no peito dos homens
o sabor da luta
o pincel discursava
tinta e coração
formando palavras
em cada um
saltando da vida
o futuro sentido
em todas as medidas
tangendo a noite
a tarde inaugura
no peito dos homens
o sabor da luta
27
Da amplidão do pensar em restrito senso
a galáxia
ensimesmada
arrumava estrelas
pela madrugada
comportada
nos anos de seu tamanho
criava seus astros
na poeira de tanto
o homem
intensamente restrito
dava-se ao consolo
de poder pensar o infinito
ensimesmada
arrumava estrelas
pela madrugada
comportada
nos anos de seu tamanho
criava seus astros
na poeira de tanto
o homem
intensamente restrito
dava-se ao consolo
de poder pensar o infinito
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.