nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Sistêmica ilação
o sistema,
incapaz e moribundo,
vomita farpas
no colo do mundo
terra e homens
desabraçados
dormem em si as curvas
do imenso fardo
tarda a manhã
em que seremos todos
um abraço recorrente
das armadilhas do novo
incapaz e moribundo,
vomita farpas
no colo do mundo
terra e homens
desabraçados
dormem em si as curvas
do imenso fardo
tarda a manhã
em que seremos todos
um abraço recorrente
das armadilhas do novo
214
Do poema e sua infringência teológica
o poema
não se mede
com a régua volátil
das preces
suas léguas
resumidas
parcelam os infinitos
do que digam
não há céus dispostos
a arcar com seus arbítrios
não se mede
com a régua volátil
das preces
suas léguas
resumidas
parcelam os infinitos
do que digam
não há céus dispostos
a arcar com seus arbítrios
106
Matutina reflexão com atemporais perfomances
o esgarçar da manhã,
desabraçando-se da noite,
é um caminhar dolente
das luzes em que coube
o tempo, em cambulhadas,
nos espaços e nas horas,
debulha seu desenrolar
pelos ombros da história
e os homens recolhem a vida
nos futuros em que apostam
desabraçando-se da noite,
é um caminhar dolente
das luzes em que coube
o tempo, em cambulhadas,
nos espaços e nas horas,
debulha seu desenrolar
pelos ombros da história
e os homens recolhem a vida
nos futuros em que apostam
219
Estradas de nós em campo largo
no transverso da vida
alinhavado à vontade
o mundo grita em nós
os surtos da liberdade
tatuados no tempo
como uma semente
pulsam todos os ancestrais
largados em nossas mentes
o mundo caminha em nós
como um atalho recorrente
alinhavado à vontade
o mundo grita em nós
os surtos da liberdade
tatuados no tempo
como uma semente
pulsam todos os ancestrais
largados em nossas mentes
o mundo caminha em nós
como um atalho recorrente
183
Do maleável cérebro em decantadas poses
o cérebro
estático
lança infinitos
em nossos braços
máquina,
o corpo deflagra
tudo que lhe tange
pela alma
vivê-lo em invenções
é cometê-lo como arma
na construção ainda humana
de todas as jornadas
estático
lança infinitos
em nossos braços
máquina,
o corpo deflagra
tudo que lhe tange
pela alma
vivê-lo em invenções
é cometê-lo como arma
na construção ainda humana
de todas as jornadas
227
Do coração em bites declarados
o coração
é uma rede imensa
tudo que lhe cabe como virtual
é a paciência
eis que em seus bites
como uma insistência
acampa a luta de todos
nas praças dessa sentença
o coração é sempre um povo
de todos fios da consciência
é uma rede imensa
tudo que lhe cabe como virtual
é a paciência
eis que em seus bites
como uma insistência
acampa a luta de todos
nas praças dessa sentença
o coração é sempre um povo
de todos fios da consciência
221
Quântica resenha de elétrons em flash
quântico
o elétron saltita
entre a realidade
e a contradita
farto
de estar ubíquo
larga-se no tempo
como um indício
tudo que lhe comporta
é um eterno exercício
de construir a contradição
em todos seus armistícios
o elétron saltita
entre a realidade
e a contradita
farto
de estar ubíquo
larga-se no tempo
como um indício
tudo que lhe comporta
é um eterno exercício
de construir a contradição
em todos seus armistícios
232
Do poema transeunte de sinapses e tramas
à noite, como um rio,
o poema inteiro transita
entre as sinapses que tenta
e os ombros da notícia
tudo que lhe forma
no aval das palavras
é a vontade de ter verbos
que amanheçam as almas
e diluir-se nas manhãs
como uma intensa madrugada
o poema inteiro transita
entre as sinapses que tenta
e os ombros da notícia
tudo que lhe forma
no aval das palavras
é a vontade de ter verbos
que amanheçam as almas
e diluir-se nas manhãs
como uma intensa madrugada
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.