nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Artifícios luzentes de olhares e fatos
as luzes artificiais
não apontam
todas as paisagens
do que contam
antes adormecem
os olhos incautos
deitados ansiosos nos clarões
das artimanhas dos fatos
a escuridão, às vezes,
no seu viés mais farto
aponta todos os futuros
das luzes de seus atos
não apontam
todas as paisagens
do que contam
antes adormecem
os olhos incautos
deitados ansiosos nos clarões
das artimanhas dos fatos
a escuridão, às vezes,
no seu viés mais farto
aponta todos os futuros
das luzes de seus atos
121
Estradas em invenção desatada
caminhar
é só um passo
das estradas que pulsam
em nossos braços
espalhá-las
pelos caminhos
é como consumir
todos os destinos
transeuntes
de nossas direções
o vento desarruma
os arrepios das emoções
inventar estradas
é só arrumar o nosso vão
é só um passo
das estradas que pulsam
em nossos braços
espalhá-las
pelos caminhos
é como consumir
todos os destinos
transeuntes
de nossas direções
o vento desarruma
os arrepios das emoções
inventar estradas
é só arrumar o nosso vão
110
das leis e armas e privado canto
minha lei
é a vida
e tudo que a diga
coletiva
minha arma
é a luta
e tudo que a grite
pelas ruas
minha fala
é o tempo
e a palavra de todos
em que me tenho
meu viver é tanto
o quanto de mim eu canto
é a vida
e tudo que a diga
coletiva
minha arma
é a luta
e tudo que a grite
pelas ruas
minha fala
é o tempo
e a palavra de todos
em que me tenho
meu viver é tanto
o quanto de mim eu canto
100
Histórica vazão em rasa conversa
a história a cada dia
pousa na verdade
como uma andorinha tenaz
da liberdade
pousada
nos ombros da razão
dói os quilos de vergonha
de quem a tem em vão
e seus reclamos
na pauta da vida
resgatam os viventes
em suas investidas
cavalga-la a cada momento
é percebê-la pelas esquinas
pousa na verdade
como uma andorinha tenaz
da liberdade
pousada
nos ombros da razão
dói os quilos de vergonha
de quem a tem em vão
e seus reclamos
na pauta da vida
resgatam os viventes
em suas investidas
cavalga-la a cada momento
é percebê-la pelas esquinas
72
Do vazio em declarada sugestão
o vazio
é só um indício
dos esconderijos
do infinito
pesa
no indivíduo
todas as montanhas
que estão consigo
palmilha-lo
é artifício
de quem é transeunte
de seus precipícios
ao homem cabe brincar
todos seus infinitos
é só um indício
dos esconderijos
do infinito
pesa
no indivíduo
todas as montanhas
que estão consigo
palmilha-lo
é artifício
de quem é transeunte
de seus precipícios
ao homem cabe brincar
todos seus infinitos
107
Da passeata em corrente pulsação
na passeata
o coração procura
inventar as pulsações
no ritmo da luta
a marcha
como uma bandeira humana
drapeja todos os risos
como uma intensa chama
e o homem
trazendo-se à vida
acaricia o futuro
no peito da avenida.
o coração procura
inventar as pulsações
no ritmo da luta
a marcha
como uma bandeira humana
drapeja todos os risos
como uma intensa chama
e o homem
trazendo-se à vida
acaricia o futuro
no peito da avenida.
86
Vivências em hodierna trama
era um tempo
tão sempre
que me deixei
para depois
as horas de mim
são futuros vividos
nas esquinas das ruas
e dos meus sentidos
nada do que vivo
deixa de ser preciso
a vida é só o laço
dos cabrestos do infinito.
tão sempre
que me deixei
para depois
as horas de mim
são futuros vividos
nas esquinas das ruas
e dos meus sentidos
nada do que vivo
deixa de ser preciso
a vida é só o laço
dos cabrestos do infinito.
108
País dizente das pátrias gerais da vida
o país
é só um mapa
que traçamos no peito
como marca
na verdade
é confluência
dos enredos que a vida
constrói na consciência
o verdadeiro país
é o infinito
a pátria geral dos homens
em todos os sentidos
vive-lo agora é só um momento
enquanto o futuro não vingue
é só um mapa
que traçamos no peito
como marca
na verdade
é confluência
dos enredos que a vida
constrói na consciência
o verdadeiro país
é o infinito
a pátria geral dos homens
em todos os sentidos
vive-lo agora é só um momento
enquanto o futuro não vingue
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.