nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Pássara manhã em canto desatado
ao dar-se à manhã
no sibilar da garganta
o passarinho edita o tempo
nos jornais da vizinhança
aos ouvidos do povo
como bemóis compassados
o canto enche a cidade
de todos os compassos
e o pássaro nem percebe
que dentro dessa cantiga
inventa um jeito displicente
de abraçar-se com a vida
no sibilar da garganta
o passarinho edita o tempo
nos jornais da vizinhança
aos ouvidos do povo
como bemóis compassados
o canto enche a cidade
de todos os compassos
e o pássaro nem percebe
que dentro dessa cantiga
inventa um jeito displicente
de abraçar-se com a vida
108
Das notícias em debandada
as notícias
caminham lúdicas
em busca de neurônios
e de culpas
arrastam fatos
como arapucas
e desdizem direções
nas suas curvas
e os verbos
em revoada
laçam o homem
pelas calçadas
a notícia é quase um ato
de criar razões e fatos
caminham lúdicas
em busca de neurônios
e de culpas
arrastam fatos
como arapucas
e desdizem direções
nas suas curvas
e os verbos
em revoada
laçam o homem
pelas calçadas
a notícia é quase um ato
de criar razões e fatos
47
Da permanência das ruas e dos sentidos
de tua face
pende a vida e o riso
e o jeito imenso
dos sentidos
engoles o mundo
quase à vista
em prazos do amor
em que tramitas
e assim transeunte
dos sentidos e das ruas
deixas tuas pegadas
nos verbos que discursas
deixar-se inteiro no tempo
é o exato apelo da luta
pende a vida e o riso
e o jeito imenso
dos sentidos
engoles o mundo
quase à vista
em prazos do amor
em que tramitas
e assim transeunte
dos sentidos e das ruas
deixas tuas pegadas
nos verbos que discursas
deixar-se inteiro no tempo
é o exato apelo da luta
59
De rumos em simetria coletiva
tuas pernas
são estradas internas
que alinhavam destinos
pelas costas da terra
caminham
sob a governança
das certezas avulsas
e das esperanças
bota-las em marcha
é intuir como rumo
aquilo que o peito inventa
como caminho de tudo
e juntá-las ao caminho do povo
é descobrir-se no mundo
são estradas internas
que alinhavam destinos
pelas costas da terra
caminham
sob a governança
das certezas avulsas
e das esperanças
bota-las em marcha
é intuir como rumo
aquilo que o peito inventa
como caminho de tudo
e juntá-las ao caminho do povo
é descobrir-se no mundo
134
Pandêmica jornada
e o ar da noite
nas costas do tempo
infla a solidão
no pensamento
a pandemia
impede a vida
consumida no povo
e nas avenidas
o futuro só espia
pelas frestas da luta
a proximidade intensa
da imensa alegria.
nas costas do tempo
infla a solidão
no pensamento
a pandemia
impede a vida
consumida no povo
e nas avenidas
o futuro só espia
pelas frestas da luta
a proximidade intensa
da imensa alegria.
106
Do futuro como presente
nas manhãs do futuro
estarei presente
nos ombros de todos
apesar de ausente
é que pedaços da gente
perambulam no tempo
como íons intrometidos
em memórias viventes
e o futuro começa hoje
na luta de quem o sente
é assim como uma cachoeira
caudalosa e recorrente
estarei presente
nos ombros de todos
apesar de ausente
é que pedaços da gente
perambulam no tempo
como íons intrometidos
em memórias viventes
e o futuro começa hoje
na luta de quem o sente
é assim como uma cachoeira
caudalosa e recorrente
104
Pandemia em ritmo e amostras
a morte expurga
os detalhes e indícios
de prorrogar a vida
em claro genocídio
bestas tangidas
como humanas cópias
atravessam as ruas
como falsas lógicas
e os homens
tangem a história
na exatidão dos tempos
abraçados à demora
os detalhes e indícios
de prorrogar a vida
em claro genocídio
bestas tangidas
como humanas cópias
atravessam as ruas
como falsas lógicas
e os homens
tangem a história
na exatidão dos tempos
abraçados à demora
75
Da chinesa menção da luta
a luta
é um ba-guá recorrente
pinta todas as cores
do futuro que se sente
e ainda inventa bandeiras
com as certezas das gentes
e quando solta nas ruas
joga o mundo lá na frente
é um ba-guá recorrente
pinta todas as cores
do futuro que se sente
e ainda inventa bandeiras
com as certezas das gentes
e quando solta nas ruas
joga o mundo lá na frente
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.