nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Poemeto em gramatical aclive
os adjetivos
substantivam
quando em mim
estou escrito
pesco a razão
nos estribilhos
e distribuo verbos
em armistício
o poema é só um tempo
de estar comigo
montando advérbios
nas letras que consigo
substantivam
quando em mim
estou escrito
pesco a razão
nos estribilhos
e distribuo verbos
em armistício
o poema é só um tempo
de estar comigo
montando advérbios
nas letras que consigo
131
Das direções do medo e outras vias
as manhãs do medo
nascem vadias
nas entrelinhas das horas
em que não se vivia
tangendo a memória
por passadas vias
e a ânsia desborda
a simples monotonia
de quem sonha um tempo
em que não se dizia
lembrar adredemente o futuro
é consumo exato da alegria
nascem vadias
nas entrelinhas das horas
em que não se vivia
tangendo a memória
por passadas vias
e a ânsia desborda
a simples monotonia
de quem sonha um tempo
em que não se dizia
lembrar adredemente o futuro
é consumo exato da alegria
98
Provecta ilação
idoso
dou-me ao tempo
como um passarinho
nas costas do vento
tudo que me conta
é o futuro que invento
dos anos
sei apenas da história
da cordilheira de sonhos
que vivi nessas horas.
dou-me ao tempo
como um passarinho
nas costas do vento
tudo que me conta
é o futuro que invento
dos anos
sei apenas da história
da cordilheira de sonhos
que vivi nessas horas.
120
Das enchentes de vida e viventes
os rios de todos
em enchentes
desaguam nos mares
como nascentes
um oceano maior
de humana consistência
como se fosse um vendaval
das brisas da consciência
é que só se é tanto humano
quando todos são tanto
que naveguem a vida nos rios
que todos navegamos
em enchentes
desaguam nos mares
como nascentes
um oceano maior
de humana consistência
como se fosse um vendaval
das brisas da consciência
é que só se é tanto humano
quando todos são tanto
que naveguem a vida nos rios
que todos navegamos
96
Dos degraus vigentes da lei
a lei
solta nas ruas
é uma ordem avessa
ao que pontua
é que faze-la
é só um tempo
de remendar o poder
e seus intentos
a lei
quando só palavra
é apenas um indício
dos futuros em que acaba
solta nas ruas
é uma ordem avessa
ao que pontua
é que faze-la
é só um tempo
de remendar o poder
e seus intentos
a lei
quando só palavra
é apenas um indício
dos futuros em que acaba
60
Da virtualidade e seus prospectos
virtual
a vida prolata
todos os desejos
como uma máquina
o olho
é só instrumento
de alinhavar pixels
no pensamento
e a vida
boia em eletrons
como se fora um barco
de fluidos projetos
e o homem segue como mouse
de todos seus infernos
a vida prolata
todos os desejos
como uma máquina
o olho
é só instrumento
de alinhavar pixels
no pensamento
e a vida
boia em eletrons
como se fora um barco
de fluidos projetos
e o homem segue como mouse
de todos seus infernos
65
Da mulher em grávida menção humana
a condição mulher
diga-se grávida
das coisas do humano
em tudo que declara
as que venham do corpo
as que tenham da alma
é que usina do mundo
em fêmea estrutura
é um parto até de si
nessa humana urdidura
a mulher alinhava a vida
como uma jornada lúdica
em que constrói os homens
na vastidão de suas ruas
diga-se grávida
das coisas do humano
em tudo que declara
as que venham do corpo
as que tenham da alma
é que usina do mundo
em fêmea estrutura
é um parto até de si
nessa humana urdidura
a mulher alinhava a vida
como uma jornada lúdica
em que constrói os homens
na vastidão de suas ruas
111
Paisagem II
Por trás das nuvens
o sol olhava escondido
as luzes que havia posto
nos ombros do infinito
o sol olhava escondido
as luzes que havia posto
nos ombros do infinito
103
Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.