Desejos em arrazoada latência
simbólico o caminho argumenta todas as estradas que os desejos tentam fluem em doses intensas como uma cachoeira enorme na consciência e desembocam em trilhas e medos como um pensamento baldio perdido pelos becos ainda bem que há deles em que dirigimos seu enredo
Do povo em marcha resumida
e no roldão das ruas cerzido às horas o povo caminha a vida em faltas e demoras esmagado pelas vias permite-se em licenças e ri um rito atônito de quem vive em urgências e há dias tantos em que acorda e dá um laço enfeitado nos cabelos da história
País dizente das pátrias gerais da vida
o país é só um mapa que traçamos no peito como marca na verdade é confluência dos enredos que a vida constrói na consciência o verdadeiro país é o infinito a pátria geral dos homens em todos os sentidos vive-lo agora é só um momento enquanto o futuro não vingue
Nacional tramitação de povo e liberdade
à deriva o país aderna como uma nau envergonhada e introspecta os homens nessa viagem naufragam em si e trôpegos engolem a realidade e o tempo ainda novo constrói a moenda da verdade adivinhando no povo as quilhas da liberdade nesses mares tempestivos em que só a luta nade
Das inadimplências focais
o olho em ondas cronometra a paisagem como um labirinto indigente das culpas da imagem joga ao cérebro como uma ciranda os verdes do mundo e todas suas sombras a mente, exausta, procura o jeito da vida e no peito da mata foca, sombria e dividida, o retrato queimado de todas suas vistas
Vivências em hodierna trama
era um tempo tão sempre que me deixei para depois as horas de mim são futuros vividos nas esquinas das ruas e dos meus sentidos nada do que vivo deixa de ser preciso a vida é só o laço dos cabrestos do infinito.
Cordel de viver frequente
há que girar o mundo como navega a mente e em cosmos encontrar um dorso competente para balançar os futuros de todos esses viventes e assim como uma ciranda das coisas que se sente possa o tempo alinhavar as horas em que assente como um bemol esparramado na pauta de toda gente e viaje todos os rumos em sentido consequente frutificando a razão com a luta nos dentes como se fosse um sertão saindo dessa nascente e que os homens sejam, enfim, uma alegria somente
Impetrações da vida em ritmo corrente
lavro a petição em verbos urgentes ante todos os embargos que a vida apresente e nesse pugnar eis que me advirto que o sonho é ação impetrável e decido: sonhar é um direito de estar sempre comigo ao próximo reste a luta e as ações que construo como ofício
Remanso do povo em clara sinergia
meu povo pulsa o país como uma enchente dos rios todos da vida em que se consente voa por ares que nem sabia e pousa sempre liberto no peito da ventania é que o futuro ri o mundo mesmo que agora grite assim como quem em tudo mantém a vida em riste
Das andanças do tempo com a paz em trama
e nas madrugadas boiando no povo o futuro argumenta um mundo novo resvala nas ruas num comício exato de palavras e gestos de inventos e atos e a paz, guerreira, sobe aos ombros da noite e tremula um canto como bandeira e, por fim, acostumada dorme com o futuro pelas calçadas
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.