Lista de Poemas

Era incerta II




A peste que investe e silencia 
causa dano humano
e não se avalia ,
 a pele de ovelha 
que nunca aquece a maioria 
e para o lobo 
só importa a carne 
com sangue e quente ainda ,
a plebe da cidade
que não se anima nem tanto 
com o foguetório 
impróprio ao meio dia ,
viver não deve ser 
um poema sem rima ,
nem todo choro 
tem alegria,
nem toda alegria
é alegria ,
nem toda simpatia 
é amiga ,
todo mundo aproveita a vida,
mas eu já perdi um tanto dela 
e não desisti da minha infância ainda
por ser adulto ,
num estado de melancolia, 
fantasia em pais de duendes 
numa nação de doentes ,
de atenção de super heróis 
aos mais carentes.



 
 
2 018

Como a Teia de Aranha



Eu sou como a teia de aranha
No lustre desta morada
Estática, incolor.
Faço dos meus dias solidão
Fico em constante marasmo
Não procuro os muitos bares movimentados
Existentes neste bairro
Reservo-me no mais simples e próximo
Sou um boêmio anônimo
Meu convívio é um vicio
De sempre servir camaleões nesta terra
Minha raça de amigos é clandestina neste plano
Meu cotidiano é um sorriso amarelo
Casa-trabalho
Infinda responsabilidade de viver
E dar vida a quem amo.
Bendigo a natureza pouca
Bendigo aos poucos pássaros
Qualquer lugar interiorano me
Fascina e conforta
Da saturação desta cidade que é bela e rude
Tento transformar minha vida
Mas aqui nada é completo nem absoluto
Exceto CRISTO
Nada é completo nem absoluto logo,
Adiamos a trajetória imposta para o bem
Mas nos foi concedido liberdade
E confundimos tudo.
Preciso ganhar mais dinheiro?
Até que ponto?
Se eu sou como a teia de aranha
Sou um pingo no mundo
E de coração, meu pão não ameniza apenas
Minha fome sangrenta
Só não passa tantas dores sempre vindas.
Não admiro quem muda como o camaleão.
Olho a foto dos meus tenros dois anos
E a poeira do passado ainda se faz presente
Só não passa tanta escassez de felicidade.
Amo minha familia, pois morreriam por mim.
Amo uma coisa ausente,
Mistura de esperança, bem –estar.
Amo todo aquele a quem me entreguei de coração
E fui apunhalado.
Admito meus horrores, uma certa incapacidade
Na ausência de ser perfeito
Peço perdão a plenitude de DEUS
Por meus pecados.
 
2 148

Eu sou

Eu sou hábito 
Um habitat
A solução  de quem escuta 
A marcha solitária e   certeira  dos cavalos 
Um afago, uma consequente cura 
Que até tem  misericórdia
Dos ratos do porão 
Eu sou trato perfeito, a justiça 
Em gotas temperadas de quem sabe esperar 
Eu sou a paz 
De todo aquele que permite abrandar !
Eu sou arte , até o terrível trovão 
E sou a flecha que se  desvia do alvo planejado 
Eu sou árvore frondosa 
A madeira do machado 
Não permito o alvo da morte 
Daqueles bem treinados 
Que me ajudam a combater a dor
Tenho dó dos injustiçados!
Eu sou toda exatidão 
Que aceita a imperfeição 
Eu sou as dores do parto 
Das mulheres queridas 
E sou o fim das guerras 
Que não preparei 
Eu sou o metal da espada 
Que espera não ser usada 
Eu sol o sol 
E a divindade da lua 
Eu sou parceiro de toda felicidade 
Eu não criei a maldade 
Em minhas cercanias 
Eu juro por mim , 
Um de muitos olhos 
Julga pela lealdade 
Para muitos que de meu nome 
Fazem  sua segurança 
Eu sou a esperança 
Amém .

230

SaudadeII


Saudade

Passa a vida apressa a dor
Saudade que levou o toque do
Meu amor
Que oprime o choro
Reprimiu o nosso calor!
Mas por favor,
Algum doutor
Que tenha propriedades curativas
Pois Deus ,não cura dor ou devolve
O tempo
Que perdemos, por más investidas
Em estradas que percorrermos
E hoje a saudade tornou as bem vivas
Caminhos perdidos
Estradas esburacadas
Por onde não queremos mais passar!
Serão sempre marcadas
E doloridas para sempre
Ficar.
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Bôemia


Queria ser mais um
Como os boêmios faceiros
Que não tinham tempo para morrer.
Não contavam o tempo da decadência

Ter uma inclinação
Para o amor
Eu,um ser mortal
Um tempo de amor, de inocência

Queria ser mais um
Como aqueles boêmios distantes
Que não tinham tempo para morrer
Beber, cantar toda poesia

Brindar o amor
Com a imortalidade
Beber o último cálice
Tinham a alegria como preferência

Que os tornavam embriagados de amor
E que mantinha acesa
A chama dessa razão e vivência

E por isso,
A morte não era real
Já que não se havia tempo
Existia alegria, amor sem malevolência

O amor era a essência da canção
Onde as noites eram mais belas
E a vida regada pelo romantismo
Tornava-se tênue.
302

Minha tristeza



O tempo que vinha
as duras penas e cantarolado
trouxe o amor em medidas pequenas
que brevemente acena.
horas e tempo, em viagem insana.
Se o tempo bom, ainda vier
vou preparar mais um lugar à mesa,
esquecer toda rapinação ao meu castelo
ao meu império de sobrevida e fortaleza
Esperança de viver tão grande amor?
Não, os tempos são dores anormais
e o amor é um antídoto, em frasco vazio
Agora não o encontro tão facilmente
Eu sonhava durante anos ,
Quando então me acordaram,
Nesta vida ainda sou aprendiz
na arte de ser feliz
Às vezes as pessoas
me olham como alguém sem nenhuma raiz!
Os vivos e os mortos deixaram
um abismo em mim.
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Paraíso chegar


Vem, faz uma façanha leal comigo
Um pacto de sangue, de amor indolor
Informa aos teus pais, junta o teu coração amigo
Ele será testemunha de eterno amor

Carece sim oh meu grande amor ,um pacto de lealdade
Em uma viagem, em pequeno barco me acompanhar
Mas garanto em toda vida, leal fidelidade.
Vem! com toda tranquilidade viajar

Amor, vem por este oceano, saudades não levar
Tem provisões garantidas a bordo
Nem flores para ti nesta viagem vão faltar

Chegaremos em definitivo a nos felicitar
Ao nosso lindo paraiso ,em uníssono concordo
Sol é vida e tem fecidade para acreditar.
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Tripice cordão



Algo bento, que possa abençoar
O paradigma santo no novo amanhecer
A carne enfraquecida precisa de alento
Aliviar sofrimento.
Vamos juntos, fazer de nossas asas
Instrumentos de viagem
Voar abraçados!
Desafiar precipícios que
Foram para sonhos
O carmim da mortalha.
Vamos meu anjo e amor
Elevar belos sentimento.
Ar fresco, liberdade branda
Temos um ao outro
Amor apaziguado,
Como criança numa feliz ciranda
Além de voarmos intensamente juntos
Aceito caminhar com você pela eternidade
Caminhos ladrilhados por Deus
Para santificar os caminhos nossos
Ah amor! Não sou egoísta e deixo
Registrado em pergaminho
A nossa história prazerosa
E contar a outras gerações
Que o nosso amor não seguiu
Por linhas tortas.
Vimos até nas tempestades da vida,
O amor nos preparar muitos milagres.
Abismos mortais que deixamos
Na eternidade de nossos esquecimentos
Viveremos sempre atentos
Colheremos neste jardim
Apenas belos sentimentos
Perfeita a beleza do nosso paraíso
Agradecidos por tantas provisões,
Pois, Deus é entre nós
Um tríplice cordão.


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Para sermos menores



Para sermos menores



Hoje o invencível tornou-se ultimo colocado,

Hoje postura de combatente condecorado,

Juntou -se ao seu pais derrotado .


Para sermos maiores um palmo de uma criança

Hoje o mundo se desencorajou do amor, esperança

Onde há mais felicidade em receber uma grande herança


Amigo leitor, quero informar

Esta é uma antiga dor a analisar

Descarte um resumo pessimista, e voz a gritar


Hoje estou tatuando e sempre o coração a relembrar

Nadinha desta vida mesmo,que com sacrifício conquistei vou levar

Nem a platina valiosa implantada no joelho que me faz andar



Hoje seguirei pensando não o que pensam da minha presença.

Hoje a postura de prepotente, e que a muitos pervença

Penso apenas, se sou a Deus além de pó benquerença.









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Caravana




A vida é uma caravana
Eu sou seu seguidor chorão...
Lágrimas caladas..
Mas...
O  passado já não impera o momento
Creio que o poder em viver feliz é sincero
Alegria  é refrão:
E que no meu peito alimento.
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Comentários (11)

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parabéns
parabéns

amei parabéns

rosalinapoetisa

Gratidão por sua gentil observação de minha escrita poética, agora sou eu que vim observar suas produções literárias, abraços.

thaisftnl

Um grande poeta, amo suas poesias, sempre estou lendo-as! Genial, profundo e atemporal!

fernandoarroz

show de bola wilson

ngm_liga

seus poemas nos convidam para uma conversa interna