1971
Lista de Poemas
SÚPLICA I
Dobro os meus joelhos, impossível conter as lágrimas, suplico a Deus forças para honrar, ser leal, fiel e verdadeiro, quantas aflições nos pesam o dia inteiro! Sinceridade Senhor, sinceridade em meu coração que está de portas alargadas para uma nova canção. Meu riso se tornou em pranto, minhas alegrias em espanto, a força que há em mim já não move o meu corpo, prostrado estou sobre o meu rosto, isto posto, minha alma destila desgosto. Ah Senhor! Traz de volta um sorriso largo e enxuga as minhas lágrimas, coloca em minha boca um cântico de dádivas, erga o meu tronco e acelere os meus passos para onde os meus olhos possam ver e eu encontre verdes pastos. Te exaltarei e engrandecerei o Teu nome, pois o Senhor faz maravilhas continuamente àqueles que aceitam e obedecem os teus preceitos, se humilham e te buscam sinceramente.
375
SÚPLICA II
Senhor transforma a minha vida, ilumina-me e condiciona-me para andar em teus caminhos, para fazer a tua vontade e Te adorar em espírito e em verdade, pois são tantos os teus favores, a tua misericórdia que me livra e me adorna e me deixa viver para obedecer teus preceitos, seguir a tua justiça e a tua verdade, faz-me andar em sinceridade e santidade, Pois todos os meus caminhos entrego a Ti confiando na tua bondade. Abrirei a minha boca e confessarei os meus pecados ao Deus que fez os Céus e a Terra, apregoarei a justiça e a retidão e conservarei em meu coração o temor e o arrependimento para que os meus pés não tropecem e a minha alma seja redimida e descanse em paz.
344
NUDEZ
Digo que um corpo vestido é sem graça, a roupa serve muito de grande trapaça, a dúvida pelo que está escondido às vezes rechaça a curiosidade do olho que passa.
Um corpo é belo em sua nudez, não dá para esconder o que é natural, há para todos os gostos silhuetas reais. Não se engane com vestimentas legais, modas atuais.
O nu é a transparência que aguça os sentidos, evidenciando aos olhos todos os detalhes, na tez descoberta encontramos a essência, sem termos na imaginação aludida indecência.
Há a cultura sensual da seminudez, aqueles corpos femininos deslumbrantes, os olhos secantes olham mais de uma vez, na lubricidade da exposta tez.
Um corpo é belo em sua nudez, não dá para esconder o que é natural, há para todos os gostos silhuetas reais. Não se engane com vestimentas legais, modas atuais.
O nu é a transparência que aguça os sentidos, evidenciando aos olhos todos os detalhes, na tez descoberta encontramos a essência, sem termos na imaginação aludida indecência.
Há a cultura sensual da seminudez, aqueles corpos femininos deslumbrantes, os olhos secantes olham mais de uma vez, na lubricidade da exposta tez.
562
A PAZ QUE HÁ EM MIM
A paz que há em mim suporta toda tristeza e angústia, pois não é a que o mundo dá, e sim a que vem do alto deixada por Aquele que subiu aos Céus e está entronizado nas alturas e que virá julgar os vivos e os mortos. A paz que se resume em amor e fraternidade, que exprime compaixão e a bênção ao inimigo concertada com perdão. A paz que te leva e te traz e te faz junto a todos os homens instrumento eficaz de união ante a discórdia, do ódio cego a um coração puro e quebrantado, a paz que reina em mim acalma o meu coração e refrigera a
minha alma, a paz de Deus, do Espírito Santo, a paz que em mim transborda.
Ipatinga, 02/09/2018
Erimar Lopes.
minha alma, a paz de Deus, do Espírito Santo, a paz que em mim transborda.
Ipatinga, 02/09/2018
Erimar Lopes.
3 749
AMIGA SOLIDÃO
Como és meiga e dócil oh, solidão! Faz-me prudente, me disciplina, me ensina a ser mais gente, temente, abre os meus olhares, sigo em frente.
Sua fala me cala calmamente, seus conselhos absorvo mansamente, seus juízos executo atentamente, quando me abraça tudo passa rapidamente.
Solidão não te apartes de mim, as nossas conversas são assuntos afins, estou bem acompanhado contigo, em ti me abrigo, me suporte até o fim.
Ipatinga, 07/09/2018
Erimar Lopes.
Sua fala me cala calmamente, seus conselhos absorvo mansamente, seus juízos executo atentamente, quando me abraça tudo passa rapidamente.
Solidão não te apartes de mim, as nossas conversas são assuntos afins, estou bem acompanhado contigo, em ti me abrigo, me suporte até o fim.
Ipatinga, 07/09/2018
Erimar Lopes.
2 967
AMANTES
Amantes! Como satisfazem aos caprichos de outrem, como se subjugam aos perigos das coloridas aventuras em quadros negros de profundas amarguras.
Ah! Sem medos, quantos segredos escondem os desejos dos amantes: mentiras, falsidades tudo em um teatro protagonizado por renomados atores e meros coadjuvantes.
Sei que são ignorantes, como são! Bestas alienadas, malfadadas, arrogantes. Nos encontros às ocultas em seus labirintos, se entregam às loucuras, nas doçuras, nas fantasias realizam seus instintos.
Duradouros ou brevemente, muitos são os prementes rompimentos dos elos dos matrimônios sólidos, decorrentes dos extras conjugais relacionamentos de infiéis casais.
Amantes que me intrigam vossas sortes, pois poucos são os casos de mortes nesse ofício - vício atribuído aos insensatos, pois trata-se de assaltos na sabida alma desamada, vilipendiada, mataria por nada.
E assim segue a vida dos amantes, com ou sem remorsos, sempre envidarão esforços, pois a cobiça nunca cessará por um novo caso que virá, olho faminto, a carne e os desejos, mesmo que os outros beijos amarguem feito absinto.
Ipatinga, 09/08/2018
Erimar Lopes.
Ah! Sem medos, quantos segredos escondem os desejos dos amantes: mentiras, falsidades tudo em um teatro protagonizado por renomados atores e meros coadjuvantes.
Sei que são ignorantes, como são! Bestas alienadas, malfadadas, arrogantes. Nos encontros às ocultas em seus labirintos, se entregam às loucuras, nas doçuras, nas fantasias realizam seus instintos.
Duradouros ou brevemente, muitos são os prementes rompimentos dos elos dos matrimônios sólidos, decorrentes dos extras conjugais relacionamentos de infiéis casais.
Amantes que me intrigam vossas sortes, pois poucos são os casos de mortes nesse ofício - vício atribuído aos insensatos, pois trata-se de assaltos na sabida alma desamada, vilipendiada, mataria por nada.
E assim segue a vida dos amantes, com ou sem remorsos, sempre envidarão esforços, pois a cobiça nunca cessará por um novo caso que virá, olho faminto, a carne e os desejos, mesmo que os outros beijos amarguem feito absinto.
Ipatinga, 09/08/2018
Erimar Lopes.
3 442
PLEBEU SONHADOR
Como um perfeito plebeu sonhador não posso olhar nos teus olhos se não tem por mim amor, se tem não manifesta gratidão ante tanta servidão de um frágil coração.
Como podes ser assim tão fria e insensata, tuas atitudes são rudes e quase mata todo amor que há em mim, afeição, pureza, impossível sufocar sua beleza.
Quisera eu um dia te tocar, por milésimos de segundos suportar a emoção tamanha em te beijar, sentir teus lábios e num breve sussurrar, quatro fonemas entoar.
Como acreditar seguramente que podes ser minha amada, que podes me querer se tropeças em mim e finge que não vê, nem se escusa, me ignora, se verazmente da culpa me acusa.
Por que faz-me sofrer assim por querê-la tanto, implorando por notórias percepções de quem ama, tanto doces quanto amargas e, tão sobre as minhas ilhargas não alivia as minhas cargas?
Nem considera o pranto vertido por um santo ante a flecha algoz, deixado para sucumbir-se a sós no vazio da morte calafrio, assim fatidicamente meus nobres sentimentos serão levados aos ventos nas catadupas dum rio.
Como podes ser assim tão fria e insensata, tuas atitudes são rudes e quase mata todo amor que há em mim, afeição, pureza, impossível sufocar sua beleza.
Quisera eu um dia te tocar, por milésimos de segundos suportar a emoção tamanha em te beijar, sentir teus lábios e num breve sussurrar, quatro fonemas entoar.
Como acreditar seguramente que podes ser minha amada, que podes me querer se tropeças em mim e finge que não vê, nem se escusa, me ignora, se verazmente da culpa me acusa.
Por que faz-me sofrer assim por querê-la tanto, implorando por notórias percepções de quem ama, tanto doces quanto amargas e, tão sobre as minhas ilhargas não alivia as minhas cargas?
Nem considera o pranto vertido por um santo ante a flecha algoz, deixado para sucumbir-se a sós no vazio da morte calafrio, assim fatidicamente meus nobres sentimentos serão levados aos ventos nas catadupas dum rio.
565
A ESSÊNCIA DOS EUS
O Eu cômico rindo de si mesmo, o trágico venerando a morte, o rico exaltando a sorte, o Eu pobre chorando a miséria, o Eu político enganando as massas, o palhaço sorrindo nas praças, o Eu pastor ensinando o caminho, o doutor tratando com carinho, o Eu policial guardando as leis, o Eu marginal de encontro às leis, o Eu justiça julgando as leis, o Eu pai educando, o professor agregando conhecimento, o Eu poeta pensando, o compositor compondo, o Eu artista representando, o Eu vida doando, o Eu amor-espírito-alma, exprimindo amor, o Eu ciência descobrindo, o Eu tecnologia inventando e alienando. Quantos Eus, nenhuns são iguais, tantos tanto faz, nem todos do mundo se aprazem no que fazem, poderiam ser Eus diferentes, máquinas ou gentes, agentes do bem ou do mal. E o seu Eu que tal?
Ipatinga, 06/09/2018
Erimar Lopes.
Ipatinga, 06/09/2018
Erimar Lopes.
2 466
CRACK DEPENDÊNCIA
Darias à tua vida tamanha estupidez? Seria insensato com tanta altivez? Sairia dos trilhos por inconsequência? Morreria mais cedo em tanta demência? Perderia o sono por abstinência?
Provaria do mal que te leva à falência?
Ele acontece e diz que não fez nada, jura de pés juntos centenas de vezes, não importa as consequências, satisfaz suas demências. Noites e mais noites no abandono, somente te afirma: parei foi este ano.
O que ainda esperar? Anda tateando nas paredes, esse é o teu fim, a droga que te influencia de ti não se aparta, te fere, enche-te de chagas, sangrando-te quase te mata.
Mas é o que a tua fraca carne mais almeja, o que a tua alma negra mais peleja, o que os teus olhos turvos contemplam com nitidez, quando está em ti desperta altivez, perde a lucidez.
Faz-te revolver na imundícia, com os loucos segue no caminho, pés descalços pisa em espinhos, mas quer voltar, quer sair, dá-me a tua mão não deixo-te partir.
Acendo a luz em teus olhos, livro-te do inferno que te chama, no teu corpo, no esqueleto, pele e ossos na lama, ela levou, ela sugou a tua carne, tua dignidade, mas no espírito a esperança ainda clama.
Provaria do mal que te leva à falência?
Ele acontece e diz que não fez nada, jura de pés juntos centenas de vezes, não importa as consequências, satisfaz suas demências. Noites e mais noites no abandono, somente te afirma: parei foi este ano.
O que ainda esperar? Anda tateando nas paredes, esse é o teu fim, a droga que te influencia de ti não se aparta, te fere, enche-te de chagas, sangrando-te quase te mata.
Mas é o que a tua fraca carne mais almeja, o que a tua alma negra mais peleja, o que os teus olhos turvos contemplam com nitidez, quando está em ti desperta altivez, perde a lucidez.
Faz-te revolver na imundícia, com os loucos segue no caminho, pés descalços pisa em espinhos, mas quer voltar, quer sair, dá-me a tua mão não deixo-te partir.
Acendo a luz em teus olhos, livro-te do inferno que te chama, no teu corpo, no esqueleto, pele e ossos na lama, ela levou, ela sugou a tua carne, tua dignidade, mas no espírito a esperança ainda clama.
504
INCÓGNITA
Olho pra você e não consigo entender quem sou eu, onde estou, para aonde vou, o que aconteceu, o por quê. Pessoa intrigante, desafiante não obstante difícil de ler, palavras cruzadas, emaranhadas nas bocas caladas nada a dizer.
Nada provado, quase tudo ocultado com receio apegado, de olhos bem fechados ainda consigo ver, sentir com o coração na palma da mão os caminhos em vão, vazios a percorrer.
Neles não há delícias feito as primícias nos dias das primeiras carícias, são acinzentados e desfigurados, sepulcros caiados cheios de malícias.
Estão todos doentes sem médicos e medicamentos, morrerão na mediocridade e nos desalentos, na negrura do medo talvez tarde ou bem cedo em tudo haja sentido para tanto segredo.
Mesmo com o coração esmiuçado, sangrando e chorando, assim sigo andando num dilema sem fim, porque a razão fala mais alto que a emoção dentro de mim.
Leva-me então à esperança de sobreviver como num dia de matança quando os covardes submetem seus criados ao mais duro castigo para depois atravessá-los com uma lança.
Cresce a ânsia de ter tudo revelado não sabendo se o preço é alto ou apenas uns trocados, apenas digo que os valores já foram dados.
Obstinado coração altivo em questão de permanecer na dureza surreal dos acontecimentos, que estão a transtornar a vida e os sentimentos de um amor injustiçado que segue lado a lado a essa incógnita de ventos.
Nada provado, quase tudo ocultado com receio apegado, de olhos bem fechados ainda consigo ver, sentir com o coração na palma da mão os caminhos em vão, vazios a percorrer.
Neles não há delícias feito as primícias nos dias das primeiras carícias, são acinzentados e desfigurados, sepulcros caiados cheios de malícias.
Estão todos doentes sem médicos e medicamentos, morrerão na mediocridade e nos desalentos, na negrura do medo talvez tarde ou bem cedo em tudo haja sentido para tanto segredo.
Mesmo com o coração esmiuçado, sangrando e chorando, assim sigo andando num dilema sem fim, porque a razão fala mais alto que a emoção dentro de mim.
Leva-me então à esperança de sobreviver como num dia de matança quando os covardes submetem seus criados ao mais duro castigo para depois atravessá-los com uma lança.
Cresce a ânsia de ter tudo revelado não sabendo se o preço é alto ou apenas uns trocados, apenas digo que os valores já foram dados.
Obstinado coração altivo em questão de permanecer na dureza surreal dos acontecimentos, que estão a transtornar a vida e os sentimentos de um amor injustiçado que segue lado a lado a essa incógnita de ventos.
390
Comentários (3)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
parabéns
amei parabéns
Bárbara Pinardi
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
Belo poema