Lista de Poemas
Além do universo

Nas profundezas do universo imenso
Resplandece a luz viajando num radical
Quântico silêncio quase hipertenso
Na mais extensa órbita elíptica gravitam
Ilusões unindo quais forças atractivas
A fé, o amor e a esperança ali tão imperativas
Com um trilhão de emoções brilha o grande
Cometa das paixões intergalácticas, arrastando
Na sua cauda uma subliminar luminescência tão enfática
Frederico de Castro
255
Alinhavando a solidão

Costurada numa cambraia alva, manuseio
O silêncio quase planisférico e lunático
Colorindo todos os estáticos lamentos
Alinhavados por um eco tão simétrico
Sob custódia a noite venera a escuridão
Que na urna das solidões deposita seus breus
Atribulados até fenecer ali horrivelmente
Vítima de um silêncio tão lubrico…tão abruptamente
Pelas fendas da memória desamarram-se emoções
Soltam-se paixões trajando um vocabulário quase lascivo
Atiça-se o fogo onde dormita aquele desejo que nem adjectivo
Nas suas fiéis translações a Terra embelezada
Por ilusões quânticas e disruptivas apadrinha a esperança
Que compulsiva esmifra cada gomo desta fé tão paliativa
Frederico de Castro
219
O léxico do silêncio

Sob um parabólico silêncio distende-se
A noite cravejada de emoções autênticas
Desvela cada hora que excêntrica mendiga
Resignada uma palavra esbelta e tão egocêntrica
Nas suas alegorias nocturnas a esperança vocifera
Entre o léxico linguístico e esta fé audaz e teocêntrica
Cobrindo com cânticos veementes o altar onde
Repousam lembranças infindas…preces nunca desavindas
Frederico de Castro
169
Riacho da noite

Pelo riacho da noite escorre um silêncio
Exorbitante que reverbera tão tenaz
Tempera a escuridão que dilacerada
Se refugia em cada sombra obliterada
Brisas vadias reencontram-se numa virtual
Ilusão prostrada nos algerozes deste
Silêncio absurdamente eficaz, até resgatar
Um gomo de luz ondulando além tão pertinaz
Frederico de Castro
195
Em queda livre

Sem paraquedas o poente despenca
Da colina dos silêncios e estatela-se
À beira da solidão que tanta emoção elenca
Entre brisas celestiais esvoaça agora a
Escuridão tão marginal, quase ilusionista
Truque de prestidigitação para uma palavra iluminista
Réstias de muitas ilusões ainda acalentam a
Esperança fiel e tão perfeccionista, abalroando toda
E qualquer lembrança do qual sou o protagonista
Ao longe a luz coando um silêncio indestrutível
Flameja entre loucas caricias quase irrascíveis
Até por fim se diluir num desejo perene e aprazível
Frederico de Castro
165
Luares do Tejo

A lua despontou disseminando na
Noite luminescências sempre elegantes
Deixou a escuridão aperaltar-se tão extravagante
Lisboa adornada por sorrisos ternos
Apascenta o Tejo navegando apaixonado
Numa onda fiel, suturna e bem emulcionada
Além, qual brisa plena de candura
Queda-se este luar tatuando a noite que
Se esvai com tamanha brandura
Frederico de Castro
136
Pousio do tempo

Sob um estrondoso silêncio o poente resigna agora
Colorindo a solidão com emoções autênticas
Resvala no leito da noite que ergométrica, pousa além
Dormitando qual caricia excelsa e tão excêntrica
No marasmo da maresia que dormita ali refastelada
Deixo em epígrafe este verso apaziguante e alucinado
Atiçando a alma que desnudada amamenta com acuidade
Os sentidos reverberando neste silêncio sorvido com serenidade
Frederico de Castro
154
Nas margens do oceano

Nas margens deste oceano navegam
Solidões apaixonantes, acolhendo no
Atol das profundas emoções coligadas
Tantas maresias imperturbavelmente subjugadas
Nas margens deste oceano vadia um fictício
Silêncio quase empertigado, afagando as dunas
Daquela praia onde desaguam ondas desafugadas
Sussurrando entre brisas perfumadas…ah tão intrigadas
Frederico de Castro
198
Malmequeres

Sorri o dia enquanto à janela
Um ramo de malmequeres matura
O silêncio recostado aos beirais
De muitas ilusões intemporais
Esbatida entre sombras endógenas
A solidão decifra um eco fogoso
Enquanto a manhã se estatela
Contemplativa, avassalada e dengosa
Frederico de Castro
212
Devaneios da alma

Respinga de tristeza um aguaceiro intermitente
Reflecte no lajedo do tempo que desfalece uma
Submissa excitante caricia quase remissa
São os devaneios da alma carente adormecida
Entre o ócio dos dias e das horas caindo impotentes
Qual empatia para tantos intuitivos afagos tão eminentes
Padecendo de uma solidão quase impenitente a
Saudade balouça e sucumbe no meio da manhã colorida
Por silêncios e muitas luminescências tão clementes
Rodeiam-me agora brisas perfumadas que se dissipam
Além numa maresia assustadoramente irreverente para que
Não mais usurpem e corrompam minhas meditações tão latentes
Frederico de Castro
158
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