Lista de Poemas
Pedra filosofal

- para a Carla
Brilha na noite um luminescente breu efusivo
Simbiose perfeita colorindo a alquimia de
Muitas ilusões se promiscuindo tão compassivas
Paira nesta escuridão magistral um manto
De fluorescências tão harmónicas, quase platónicas
Profética eternidade para tantas caricias tão icónicas
Em mil fanicos a luz veste toda esta imensa emoção
Orla o céu fantasmagórico com luminescências deslumbradas
Até enxugar duas lágrimas saindo na peugada da noite ali prostrada
Frederico de Castro
196
Na mente do tempo

Na mente do tempo rola uma hora
Incauta, abstraída, quase irascível
Mordisca todo o silêncio que vadia
Camuflado num lamento tão invisível
Na mente do tempo a escuridão unta a
Solidão com lembranças quase imperceptíveis
Degola a saudade metastizada pela memória
Que ainda convalesce esperançosa e receptível
Na mente do tempo a cada fracção de segundo
Desfalece este silêncio que agoniza quase indefectível
Definha e hiberna velozmente num breu tão indivisível
Aninhadas numa oração fragrante a manhã escorre
Silenciosamente pelas caleiras desta solidão inacessível
Até deixar uma desmazelada emoção afogar-se num eco iniludível
Frederico de Castro
183
Maresias vulneráveis

Fecharam-se as cortinas a este silêncio abominável
Desejaram-se tantos beijos avidamente insaciáveis
Desenharam-se caricias supremamente memoráveis
Na rota da silêncio vadia uma hora que imutável
Descredibiliza tantas emoções sucumbindo vulneráveis
Colide com meras solidões convergindo tão inexoráveis
Sobre os caixilhos das lembranças repousam muitas
Saudades inalienáveis quais sussurros amamentando
Aquela brisa que navega em tantas maresias inescrutáveis
Frederico de Castro
180
Luminescências nocturnas

A noite sei que chegará envolta num
Profuso silêncio quase perfeccionista
Deixará ali reflexos de um olhar dormitando
Num eco acolhedor e tão ilusionista
O luar terno e caloroso, apascenta toda
Esta escuridão pousada entre as ombreiras
De uma ilusão absolutamente primorosa qual
Silêncio migrando numa luminescência tão esplendorosa
Esta escuridão pousada entre as ombreiras
De uma ilusão absolutamente primorosa qual
Silêncio migrando numa luminescência tão esplendorosa
Frederico de Castro
169
Silêncio em su sítio

Em su sítio o silêncio depura cada sentido
Dormita no enclave das nossas cumplicidades
Cronometrando o tempo trajado de efemeridades
Em su sitio a solidão quase frívola e eluvial
Desagua qual aguaceiro primordial, regando a Terra
Que sôfrega se embebeda de beijos tão torrenciais
Em su sitio cada palavra recobra os sentidos de
Uma estrofe inspirada e sem tutorial, deixando a
Choramingar um lamento absurdamente confidencial
Frederico de Castro
190
Plano de voo

Eleva-se além uma brisa elegante
Plana neste silêncio quase sagrado
Flui vagarosamente num eco tão domesticado
Nas asas do tempo, no limite dos céus virtuais
Em cada ilusão reina uma esperança esmerada
Liberta no horizonte a fé fincada numa oração confortada
Nos planos deste voo estende-se a solidão quase domada
Silenciam cada lágrima que migra numa onda sussurrante
Dormitando feliz ao longo das margens deste silêncio depurante
Frederico de Castro
251
Noite exorbitante

A noite exorbitante apascenta um luar
E uma escuridão absolutamente redundante
Alimenta até este implacável silêncio
Esgravatando um breu felino e intimidante
Ao relento dormitam luminescências quase
Fantasmagóricas, deixando no epicentro
Da alma um lamento ruir tão alegórico qual
Osmose de prazeres colossais e meteóricos
Frederico de Castro
118
Pegadas no silêncio

A manhã envolta numa bruma volátil
Deixa tantas pegadas desmaiando vulneráveis
Enfeitam o dia engalanado com brisas tão maleáveis
A maresia elegante e ruidosa banha agora as
Margens da minha solidão sempre confortável
Qual devoluta onda fenecendo além quase descartável
Duas lágrimas imensas naufragam desalentadas
Esbanjam palavras impelidas por tantas rimas desconcertadas
Desfilam exaustas ao sabor de mil caricias assim exaltadas
Mastigo os derradeiros silêncios que famintos, desfilam
Diluídos num aguaceiro emoliente e revoltado, qual aventureiro
Eco remasterizado num cântico fiel, destemido e tão matreiro
Frederico de Castro
183
Dont Walk

Silenciado cada segundo ansioso
Pare, escute e olhe… e avance cioso
Decerto seu sonho crescerá audacioso
Afagando a manhã que se empoleira
Entre os semáforos do tempo astuto e vicioso
Ilumina-se a esperança verdadeiramente preciosa
Em cada centímetro da razão enxerga-se ao
Longe a radiante fé patrocinar esta minha
Oração reverberante e plena de emoção
Servida numa bandeja de sorrisos fartos
Apascenta-se esta ilusão tão ambiciosa
Até se deglutir cada inimaginável caricia grandiosa
Frederico de Castro
153
Além mar

Fecharam-se as cortinas a este silêncio abominável
Desejaram-se tantos beijos avidamente insaciáveis
Desenharam-se caricias supremamente memoráveis
Na rota do tempo, além mar vadia uma hora
Que imutável apascenta tantas emoções vulneráveis
Colide com meras solidões convergindo tão inexoráveis
Sobre o poente ígneo e majestoso repousam muitas
Lembranças inalienáveis quais sussurros navegando
Por uma brisa que dormita pelas maresias inescrutáveis
Frederico de Castro
190
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