Lista de Poemas

Dancing in the sunset



- Para a Noemi, filha primeira

Sonolenta pujante e congratulada
A escuridão desvela este poente sem alarido
Perpetua as últimas luminescências que
Valsam sobre as arestas deste silêncio contido

Frederico de Castro
167

Entre os rios



Ficou por desenhar na longa
Margem deste rio aquela saudade
Veemente, indesejável e premente

Entre os rios navega um barquinho
Sulcando as arestas deste silêncio diligente
Afoga-se a jusante de cada cascata imergente

Frugais luminosidades flertam a manhã
Que avidamente se empoleira nos galhos
Do tempo descontroladamente indulgente

No gavetão das memórias já empoeiradas
Inundam-se tantas horas com interjeições poéticas
Ali onde late uma milimétrica caricia tão estética

Frederico de Castro
163

À janela com a solidão



Entre brisas vadia a manhã que
Se espreguiça alimentando uma
Mixórdia de palavras quase promíscuas

Espevita a luz que renascida namorisca
Mil e uma caricias tão profícuas…oh doce dengo
Desarrumando tantas paixões quase iniquas

No apogeu dos tempos a esperança habitará
A alma ainda que muito carente e mais sedenta
Pois a fé essa é-me intrínseca e tão opulenta

Frederico de Castro
215

Caleira dos silêncios



Devagarinho, gota a gota, escorre
Da caleira um silêncio profundo
Alenta somente um aguaceiro que
Excessivamente compassivo fenece
Além tão vagabundo e depressivo

A alma farta de penar nesta solidão
Espantosamente colossal divaga agora
Numa súplica trajada de lágrimas graúdas
Onde se saúda esta simbiose de
Emoções tão resolutas…tão astutas

Frederico de Castro
152

Um arco Íris no bosque



Ladeira abaixo alimentando a solidão
Telecomandada por esta ilusão combalida
Segue a vida prostrada no catre dos
Silêncios mais descartáveis, quase infindáveis

Porém surge no bosque um arco iris elegante
E tão inescrutável, degustando na quietude dos
Silêncios o sabor desta emoção inimaginável, onde
Cada hora decifra um segundo que fenece inexorável

Frederico de Castro
214

Manhã translúcida



Transversal à solidão o silêncio percorre
Todas as avenidas desta ilusão confinada
A tantas versáteis emoções indisciplinadas

Invocando a manhã que chega translúcida cada
Sombra pintalga o tapume do tempo onde resguardo
Cada caricia ovacionada, cada gargalhada afortunada

Numa simbiose de súplicas tão fascinadas e com
Requintes de uma malvadeza indiscriminada, inspiro
Cada palavra personificando a vida gritando apaixonada

E assim se alimenta o desejo ardente da poesia
Transcrevendo em cada verso, estrofe ou rima os vocábulos
Que aliciam a alma e os sonhos mais esdrúxulos

Na linha do tempo viajam memórias esplêndidas
Deixam o coração a palpitar com saudades descomedidas
Emprestam à esperança uma impetuosa fé quase sem medida

Frederico de Castro
145

Butterfly



Já saciada a escuridão dá à luz
Uma luminosidade incandescente
É a noite já rendida suplicando beijos a esmo
De mil afagos se entranhando em mim mesmo

Sob o efeito de hilariantes gargalhadas
A solidão espezinha uma brisa oriunda do além
Onde além a alma se metamorfoseia apaixonada
Qual corte de caricias pairando ali tão bem adornadas

Frederico de Castro
189

Matar a sede



Sede de beber….de viver…de pensar
Tantos sonhos ornamentar
Embebedar-se de cada sorriso ou de
Muitas palavras repletas de rimas a adornar

Matar a sede e reinventar o tempo com goles
De alegria sequiosa , ávida de tanto acalentar
Uma gargalhada prestes cada eco adentrar
Mesmo que o silêncio fique quedo e prestes a rebentar

Sede de amar…de orar e apaixonar
Açucarar os dias com festejos e cânticos lunáticos
Matar a sede à fé cada vez mais enfática
Colorir todas as alvoradas com beijos…ah tão fanáticos

Frederico de Castro
300

Aguaceiro solitário



Nas bermas do lago passeia este

Aguaceiro aborrecido e atribulado
Desfaz-se em gotas de chuva que de mansinho
Escoa pelos beirados do tempo redimensionado

Embutida numa solidão tridimensional cada brisa
Pomposa, ovacionada e assombrosamente mitigante
Esquadrinha o tempo que brame feliz e estonteante
Regando a terra ávida…enlouquecidamente embriagante

Frederico de Castro
154

Equestre silêncio



Sobre as crinas da solidão cavalga
Este silêncio cordialmente fogoso
Galopa, galopa ansioso, até se
Perder juntinho ao poente tão grandioso

Na sela das emoções fascinantes relincha
Uma ilusão assustadoramente admirável
Lidera a cavalaria de valentes potros
Cavalgando um equestre sonho insaciável

Frederico de Castro
193

Comentários (3)

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asdfgh

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

asdfgh

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

ania_lepp

Poeta...li e reli vários de teus poemas e só tenho que te agradecer por compartilhar teu talento...muito obrigada!