Ícaro Italo Gomes dos Santos

Ícaro Italo Gomes dos Santos

n. 2004 BR BR

Ícaro Ítalo Gomes dos Santos,pseudônimo;Italo_poetrix. Descobriu sua paixão por livros ao ler"A Árvore Generosa" (The Giving Tree) e desde então tornou-se súdito da palavra poética e busca entender seus conhecimentos através dos caminhos líricos .Nascido em Aquidabã,do agreste Nordestino ,vêm se destacando com seus poemas com temas múltiplos .

n. 2004-07-01

Perfil
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Cortesia as pedras


Pedra por pedra, molda-se esse caminho onde os pés trilham nuances sozinhos, onde não existe gravidade, apenas a inevitabilidade do sorrir, do agir como um clássico moderno à Atração Magnética, impulsionando-nos a sermos o paciente de Jasper DeWitt, assimilado à própria existência da Erica, deixando-nos levar pelo desejo em êxtase ao cortejo da nossa lúdica...

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Poemas

52

Ao ar cultural , cavalgada.

​Ao ar a poeira sobe;
Nesse lar, o solo que tudo sabe.
Representatividade em demonstração do quão valioso é o nosso sonho.
Antes dos oito segundos, somos o templo do tempo,
Por isso já não nos cabe lamentar.
Carimba que é golpe...
De cultura, não no parlamentar!
​No dia em que eu saí de casa, minha mãe me disse:
"Esse mundo é seu, então explora".
E lá fui eu, com botina e sonhos no alforje,
Um cinto e uma impecável espora.
Vivenciando situações das quais ninguém espera,
Espelha sua imagem de antes ao agora.
O quanto mudou e o quanto você não gostaria que mudasse
É um palíndromo transcendental da evolução mental existencial.
Nesse paradoxo do agora,
Antes de estar dentro do meu primeiro evento,
Eu já aplaudia muitos do lado de fora.
​Aprendi que a felicidade também mora onde o sol não brilha.
E toda, toda chuva que cai do céu molha meu chapéu,
Regando a essência do meu Ser,
Resgatando a transparência do meu amadurecer.
Regrando-me antes do amanhecer para não esquecer da noite passada,
Formada pelo meu renascer.
Bebi da dádiva da dúvida em lágrimas;
Tempestades de verdades forjaram penumbras de vaidades.
Minhas maiores conquistas jamais serão vistas nos livros;
De páginas em páginas, quando cessei o fôlego,
Fiz uma apneia em respiração na transição, da introspecção à inspiração.
​Hoje, em pasto vasto, avisto a felicidade pairando ao vento.
Invisto no tempo.
Sou exemplo de quem fui, exceto quem sou,
Pois o meu rio de glórias ainda flui.
Aprendi que, ao jogar o laço, eu estava capturando fragmentos de mim
Na resiliência de cada passo.
Abençoado seja cada tropeço;
Abençoada seja essa sinfonia da cavalgada,
Que ao longo da estrada é o meu patrimônio cultural desde o berço.
​Ciente dos lugares onde coloquei os pés, onde estribo;
A sela é o selo que sela o elo do meu destino.
Faço-me Teresa de Benguela ao próprio Chico Arino,
E é assim que me defino:
Gênero forte, para alguns amargo.
"Cá" fé dentro da xícara do chakra, com a mente em estado de sítio;
Meu livre-arbítrio na simplicidade dentro de uma chácara.
Nesta vida desembestado, sem freio, sem sela,
Na busca bruta da minha versão mais sincera.
​Foi em meio ao rodeio que encontrei o Brasil em que creio,
E o meu novo "Eu" veio com uma receita sem receio de divisão de cores e classes.
O recheio que me alimenta é a competitividade no olhar em melhorar cada recorde;
Ainda que o adversário o quebrasse, nunca deixei que os obstáculos por mim falassem.
Por mais que me parassem, sempre fiz o bloqueio:
Do meu CPF ao CNPJ, para nunca decair aos males alheios.
​Divina inspiração que me brinda;
Resplandecente luz para o mundo, Barretos.
Quem guia minhas rédeas me blinda.
Troféus de verdade é família;
Faço valer cada segundo da minha vida.
Vitórias e derrotas são bem-vindas,
E a maior batalha, dentro ou fora da arena, é aquela que eu não enfrentei ainda.
​Ao ar a poeira sobe;
Nesse lar, o solo que tudo sabe.
É apenas eu e o meu sonho de viver intensamente pelo que amo e acredito
Quando as porteiras se abrem...
​Carimba que é golpe!
​Eu faço parte do descobrimento de cada arte.
Muito antes do 244,
Mentalidade de Lincoln pelos arados 275.
Íntegro ao íntimo agro;
Nossa história, nosso povo.
Valor insubstituível, inestimável ao mercado pago.
Terra ao adubo da persistência;
Reforma agrícola, agrária.
Não é coincidência que a República Federativa é referência quando o assunto é riqueza em solo.
Trabalho braçal em sol ou chuva;
Não há adversidade párea que pare a nossa força recôndita.
Olha um pouco as mãos do povo:
Linhas ancestrais de um passado atrás em evolução a um mundo novo.
​Ao ar, a poeira sobe...



"Essa poesia surgiu após uma boa conversa com a Radialista Ana Mendes ;Luz MG."
Dedicatória a " Menina dos versos ,Ana Mendes ".

140

Olhos de águia . " Dívidas".

Olhos de águia;
Ferida aberta ao corte da adaga.
Mentiras descaradas,
Verdades compradas,
Vendidas à ilusão fascínia falsificada.
O guia do cinismo é a fome perfeita do ilusionismo;
Traições do mesmo egocentrismo em cada ato ao corte da adaga.
​Vejo quem fere e profere ódio e discórdia:
Ao longo dos dias, se propaga.
Propagandas sobre um futuro incrível apenas para quem paga;
Dívidas no olhar da esperança se alagam.
Mercadorias humanas esquecidas conforme o tempo;
Desvalorização da ética demonstra o exemplo.
Desgosto da honra exemplar.
​O relógio não diz nada sobre qual o melhor momento;
Esgoto da cobiça exposto expele o devastamento de pensamentos.
Clímax rústico nas areias de Marte:
Uma única vida é pouco após a morte na arte.
​Divisão de fatos,
Visão e atos de tempos atrás;
Futuro distante em um presente conturbado entre nós.
Essa voz ainda permanece na minha mente:
Exclusivamente quero ser excluído permanentemente.
Petrificado por residir em um inalcançável destino de resistir;
Coagido por ter agido diferente e ágil.
Ríspido, sádico, dentro do campo minado do desespero,
Desesperadamente eu fiz estágio.
​Olhos de águia,
Cântico guia,
Garras afiadas,
Voos adulterados.
Um novo mundo, sem retorno para casa;
Penas que caíram, apenas presságios passados.
Tempos de caça:
Vejo a carcaça de quem conspira contra mim.
Jamais atingido novamente por meras falácias;
Quero deslumbrar de um voo livre sem fim.
​São:
Olhos de águia,
Milhas e ventos fortes,
Tempestades ou secas;
Resultados virão com aventuras ainda não sancionadas.
​Olhos de águia,
Cântico guia,
Garras afiadas,
Voos adulterados.
Olhos... olhos... olhos...
Olhos de águia...

 

 

 

Por ícaro Italo Gomes dos Santos

118

O sol sob a Grécia

Hoje, nossa casa completamente decorada.
Duas alianças.
Somos adultos felizes como crianças, cheios de sonhos e conquistas,
Contra os temporários temporais da vida.
Duas almas unidas numa só jornada.
​Parece surreal cada dia com você;
Te vivenciar me faz reviver.
É o livro que eu não canso de ler;
Sempre me emociono a cada página.
Nossos corações trabalham na função fática;
Nem é Nani Darnell, mas parece mágica.
​Hoje, nossa casa completamente decorada.
Duas alianças.
Somos adultos felizes como crianças, cheios de sonhos e conquistas,
Contra os temporários temporais da vida.
Duas almas unidas numa só jornada.
​Já compramos um móbile, já!
Para que alguém do berço possa olhar.
E por falar em olhar,
Cada vez que te vejo é como se fosse nosso primeiro contato físico;
Cada vez que te beijo, tenho a sensação de que o tempo para...
​Para dizer: paradisíaco é o seu corpo magnífico.
​Hoje, nossa casa completamente decorada.
Duas alianças.
Somos adultos felizes como crianças, cheios de sonhos e conquistas,
Contra os temporários temporais da vida.
Duas almas unidas numa só jornada.
​O sol sob a Grécia...
Suas carícias,
Vinho nas taças...
Reacendemos a chama do Olimpo.

346

Quebrando alguns versos

E para os inimigos que desejam ver meu corpo em chamas
Saiba que eu sou um Policarpo de Esmirna 
 E Se essa versificação termina 
Outra verificação em rima na genética ótica sem termo de lógica temporal se dissemina ...

 Italo_poetrix ....

297

Ao corte do caule

​A depressão é silenciosa,
Em harmonia melancólica como uma gota de orvalho na pétala da rosa.
​Roubando sua alegria de viver,
Faz você crer em uma ilusão:
Que o fim de toda a sua decepção
É o corte do caule.
​Nessa fotossíntese, a foto-síntese do retrato que retrata
O desconhecimento do seu Ser,
No oxigênio do medo, deixando que a angústia o enjaule.
​Toxina que se diz ser generosa,
O envenenamento do pensamento que causa o falecimento dessa rosa,
Mas
Não consegue destruir suas raízes.
E, ainda que em solo árido, é válido lembrar que sempre há
O ressurgimento de suas origens.

197

Juízo perdido

Olhar sombrio.
Presencio ,
O prenúncio próspero 
Aventura com  vida útil de um fósforo 
Aprecio ,
O deslumbrante medo que crio
Renuncio,
A morte vívida sem desafio oxímoro 
Ao corte do caule ,
Antes que lindas gotículas de orvalho me enjaule 
Dentro da oxidação em minhas raízes 
Quero desfragmentar o empório empírico e abdicar de novas origens 
Ser um ambulante anônimo 
Mas do qual todos se perguntarão se contêm significado no acrônimo do meu túmulo 

Preciso ir para longe 
Longe ...
Longe ...
Longe ...
Lá ,eu me encontrarei no meu juízo mais perdido

9

Pecados

Eu sei o quanto são nojentos e cruéis.
Arrependo-me constantemente; porém, há alguns que me perseguem
e, por mais que eu tente evitá-los, acabo sendo vencido por mim mesmo.
​Eu os crio, eles se proliferam.
Eu os mato, eles ressurgem de diferentes formas.

6

Aparições

Males indébitos, incrédulo ao meu ascético,
Mares em déficits, acético, profundamente calma.
Instrucionais sais, particularidades da alma,
Mil sóis, uma única Lua.
​A redenção refletida em um breve olhar adere a uma sensação concebida,
Cicatriz invisível na pele.
Uma dose da morte, embriaguez do sopro de vida ao que se perdeu, mal que se perdua.
​Sinta-se sintaxe, intoxique-se do existe;
Faces de Hefesto remetem ao seu eu triste.
Eu disse,
Muitas vezes sem pensar, deixando que meus sentidos fossem os olhos dos sentimentos que me cobrissem.
​Confesso:
O quanto me resta deste denso ar eu não sei, mas assumo o risco.
Cobiço
Uma embarcação rumo a cada tesouro da memória que desperdiço.
Não fixo
Toda a minha fé em um crucifixo;
A alegria também advém do luto:
Descubra-se nisso.
​Se for mergulhar no que é capaz de acreditar, afogue-se;
Não seja percebido, e então note-se.
Há noites em que Nietzsche
Não conseguia dormir com as aparições de Ilse Koch.
​De um futuro não muito distante,
Dentro de um presente conturbante,
Um anonimato não descrito de diálogos restritos,
Filosofias opostas com palavras semelhantes.
​Nunca coube
Proferir, proporcionar mentoria e ser propagado como coach;
Existem duas maneiras de acabar com a guerra, e nem sempre será retirando o Colt Paterson do coldre.
​Nunca soube
Queimar na própria gratificação da luz,
Resplandecer na penitência de ser livre na prisão que o conduz à retificação do caminho asqueroso e nefasto.
​Dentro de um portfólio, um desenho antigo de um mastro.
O gosto
De aventurar-se sem medo;
O gesto
De sorrir em meio ao fracasso tornou-se um emendo
Para navegar diante da neblina escura e de um frio tremendo.
​O rosto
De uma figurante que para as pessoas nunca foi considerada importante,
Vivenciando descobertas fascinantes, onde até mesmo as derrotas se tornaram exuberantes.
Uma criança, humilde menina sem relatos do seu passado,
Perguntando-se:
"O que veio antes?"
​Com face confusa, conversa com Confúcio;
Ouve-se o prenúncio:
Um futuro próspero, tributário existencial do próximo.
​O rastro
De uma lágrima desfigurada;
O resto
De uma íntima sátira destilada;
A réstia
De uma vítima, rubrica de fé desconfigurada.
​Males indébitos,
Mares em déficits,
Fúnebre febre.
Males indébitos,
Mares em déficits,
O que o impede?
​O quanto dessa intoxicação o rege?
​Acredito que todo Ser é poeta, pois todos nós temos uma página que foi bruscamente arrancada.
Em gotículas de poesia, vi a chuva cair, molhar a calçada, fertilizar o árido solo, mas também provocar um sórdido dolo.
A doença que se espalha e nos divide se espelha em esperança, para que a cura nos convide a acreditar que, na próxima renascença poética, o verso mude.
​Poemas também são rudes:
Hitler escrevia em atitudes o mundo que moldava;
Páginas vívidas foram queimadas,
Letras soltas, capturadas.
​A poesia é o jeito de viver,
O que transborda em dúvidas, o que transpira no ato simples do que se crê.
Cada poema é único:
Escreva em si e leia-se ao público;
Escreva ao público e lerá em si o seu maior súdito.

5

Barco

Convenhamos:

Você não foi conveniente quando conversamos.

Convém a ambos reconhecer

que hoje no término estamos,

mas lembre-se de onde começamos.

 

E dizem por aí

que não se pode ouvir o sopro do viver...

Deixe-me adoecer nesse seu eu;

para sempre comigo, fiquei sem você.

 

Convenhamos:

a vida é linda demais,
porém magoa bem mais quando me lembro do que convivemos.
Convém a ambos:
era para sermos nós dois para sempre,
mas o para sempre dependia dos dois —
e acho que você não tinha isso em mente.

Belas palavras me magoaram bem mais
que atitudes fatais.
Danos psicológicos...
Todos os dias sou obrigado a vivenciar esses traumas melódicos.

Se eu não durmo à noite
é devido às consequências do seu amor,
todas as consequências do seu amor.

Vejo o barco afundar com minhas lágrimas.
Vejo o barco afundar com minhas lágrimas.
Vejo o barco afundar com minhas lágrimas.

7

Mo l d a m o l d a mol da m o l d a mol da

Já  fui pra longe 
Agora retorno para o mais próximo de mim...


Essa letra ainda não está completa 
Pois o mais próximo de mim continua cada vez mais longe 
E o mais longe cada vez mais perto 
E a cada suspiro o paradoxo é mais complexo 
Enxergar essa verdades são  como encarar espelhos sem reflexos 

Sou eu quem molda essa mentira
Dou o meu ar a essa mentora 
Só assim minha imaginação respira 
Em um simples acreditar ela respawna
"A fé se faz em diferentes formas,
Mas com  intermédio de uma única alma"

Sou eu quem molda essa mentira 
Dou o meu ar a essa mentora 

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