Fraco
Dentro dessa fonte ,
Afogo-me nessa sede.
Sobre essa ponte,
Revogo-me ao que me "remede".
Fraco.
Por ícaro Ítalo Gomes dos Santos
Ícaro Ítalo Gomes dos Santos,pseudônimo;Italo_poetrix. Descobriu sua paixão por livros ao ler"A Árvore Generosa" (The Giving Tree) e desde então tornou-se súdito da palavra poética e busca entender seus conhecimentos através dos caminhos líricos .Nascido em Aquidabã,do agreste Nordestino ,vêm se destacando com seus poemas com temas múltiplos . Atualmente reside em Luz,uma pequena cidade de Minas Gerais . Suas escritas são fisioterapias para a alma .
n. 2004-07-01
Dentro dessa fonte ,
Afogo-me nessa sede.
Sobre essa ponte,
Revogo-me ao que me "remede".
Fraco.
Por ícaro Ítalo Gomes dos Santos
Nesse céu da dúvida
Nesse véu da vida
Nessa luz da lua que me traz a transparência
Nessa luz do sol que me faz ser essência
Faço _me de freestyle
Valorizando cada momento
Memórias póstumas sobre minhas vivências
E são nos detalhes
Que eu começo a desacelerar o tempo
Vejo que no vértice do retrato auto humanidade
A bondade se fez em maldade
Já que foi desgastante usar o afeto de forma degustante
A saudade se sentiu saudável quando abraçou o seu imaginável
Todo vazio improvável foi provado
Filósofos , nós somos ótimos em sermos péssimos por enxergar o cenário caótico
Filósofos ,nós somos péssimos em sermos ótimos por se cegar ao imaginário melancólico
Sem respirar o hoje ,sufocada na angústia
Solidão paga o preço por muitos sem saber quanto custa a luz que ofusca toda busca da semântica recíproca brusca
Talvez eu seja o fruto da árvore cronológica
E todo meu batimento cardíaco é apenas um relógio que conta os meus minutos finais ou uma reprise de todas as vivências ancestrais
Talvez eu seja o fruto
Dessa árvore genealógica
Onde a lógica foge do comum
E eu fico com um fruto colhido para o amadurecimento bruto
Do solo sem vida
Da nuvem em partida de outro formato
De uma simples gotícula vívida
A lágrima que ao cair molha a poeira e de imediato toma por si a lembrança da inocência que pagamos fiança para libertarmos nosso jeito criança
E quanto mais eu desacelero o tempo mais o tempo avança. ..
Disseram-me quê eu não era o suficiente
Pois é....
Apenas disseram-me....
Por ícaro Italo Gomes dos Santos
Olhos de águia
Ferida aberta ao corte da adaga
Molho os olhos de lágrimas
Me cego desses pensamentos curvos
Julgamentos cujo são dádivas
Me permitem sofrer e ver quem são os verdadeiros humanos
No mundo do medo
O amor se transformou em um holograma de danos
Projéteis de mágoas
Retorno retórico da inquisição ao fogo da falácia mais sábia
Veneno nos lábios
Na pele do lobo ,somos a lua escura na selva do sono
Quem clareia nossa alma é o nosso reflexo no olhar do tempo retratado por um quadro no templo pinturas Caravaggio
A sensação do poder eu quero perder
Mas como podar algo que não posso prender ?
Ansiedade
Rubrica que rouba toda assinatura da essência do meu ser e consequentemente mata a minha idade
Quero verdades que não sejam totalmente reais
Fábrica de vontades que não sejam totalmente imaginárias
Linhas que mesclam os desejos concretizados
Não muito longe dos dias atuais
Obter paz na guerra da dualidade é algo improvável e provavelmente não serei capaz de entender essa força motriz
A todo momento sou sempre o errado
Faço aquilo que acredito ser certo
Independente do resultado
O resumo é o meu eu sendo cerrado
Já não sei em quantas partes fui dividido
Existem vários modelos de mim por aí
Senta-se na mesa e descobrirá qual do meu eu falará contigo
Quero abrigo dentro de um abraço sincero
Uma conversa que me diga o quanto sou ciclo desse círculo do choro seco e o quanto sou valioso mesmo sendo um mero desprezível
Queima do fusível
Tô precisando queimar a função acessível do meu cérebro frutífero
Essa colheita de memórias aflita é a Colheita Maldita
Sempre em expansão
Hectares de expressão
Terra ao adubo da opressão
Horas vagas se transformam em horas pragas
E eu me pergunto,
O quanto vale tudo isso ?
Quem é que me paga ?
Será que me cobro demais por algo de menos ?
E se tudo isso se apaga?
Se eu começasse tudo do nada
Ainda assim iria me afogar nessa incitação à ilusão altamente intoxicada?
O peso da ausência soa sussurrando em mim
O piso da consciência sujo ,muros murmurando em incitações à decepções
Abre a janela da alma, julgamentos sem fim
dizem que são processos ,
Eu não quero promessas à acessos restritos da penumbra sombra da imagem da vida
Fora da margem de erros de lembranças doloridas
Autópsia da vida vira vozes vindas de um jardim onde a folha em branco tem tantas flores a serem coloridas
Porém o incolor tornou-se tão lindo de ser ver ,
Que até o tormento achou mais formidável continuar assim
Já não tenho certeza se quero essa sonhada liberdade
Quero realizar minhas vontades indo contra as vontades da verdade
Forjando pactos com a mentira , toda minha criação me faz ser súdito da enganação
Não quero ser livre do esquecimento
E sim saber o porquê somos tão evoluído ao ponto de nunca evoluirmos o esclarecimento
Porque toda matéria,ainda que estudada, transcende o nosso conhecimento?
Eu me pergunto,
Quando eu vou vencer na vida ?
Acho que esse tema é uma imagem distorcida
Ninguém nunca vence
O sistema quer que você pense
Ou melhor , não pense
Viva com esse suspense
Acredito que no próximo ano seja tudo melhor
Esse romance ilusório faz poli dance
A gente cresce em meio a sonhos e preciso estudar para obter um bom emprego
Meu terreno,meu sossego
Um pedaço de terra que será meu enquanto eu estiver vivo
O problema é que eu já nem me sinto tão vivo
Sei que o sucesso é relativo
Huns na beira da morte do hospital
Eu na beira da morte do estado mental
O porquê viver ?
Alguém explica para um mero mortal que querer entender sobre viver é sobreviver em um singelo espiral de dúvidas e emoções fora do porcentual do raciocínio cerebral
Chega de buscar entender
É melhor atender o que se vê no agora
Se o passado nos condena e futuro não existe
Apenas cada segundo presente nos revigora
Chora ,em cada lágrima mora o sorriso da alegria
Agradeço aos tesouros da memória
As lágrimas de tristeza que me trouxeram redenção e a recordação dos bons momentos que eu não sabia o quanto valiam
É nas lágrimas que vemos o quanto tudo era valioso e nem pareciam
As mesmas lágrimas também apreciam o luto
Afinal , existem melancolias que merecem um fim absoluto
A arte está presente em cada palavra que nesse momento eu escrevo e apago
A arte está presente em todo pensamento vago
Não se define a palavra arte
Pois a mesma se comparte
Parte dos nossos sonhos e ideias que ainda não concretizamos
São obras de artes ocultas
Silenciadas pelo elo do medo da concepção de pessoas ao mundo que nos multa
A arte é um despertar de um relâmpago
Tocá-la,pode nos retirar o fôlego
Não sei se é algo do qual eu creio
Mas nas minhas próprias palavras,
eu leio que antes de tudo ,
O nada nunca foi nada pois sempre foi arte
E na dúvida da vida após a morte
Eu vivo a dívida da dádiva que na arte da morte a vida existe
A arte está presente em todo momento, ainda que o seu olhar não a registre
Antes eu queria aprender a desenhar
Me prender , moldar
E depois de tantas tentativas vazias
Parei para escrever um pouco do que eu sentia
Naquele dia eu percebia que eram nos mínimos detalhes ,
Que a arte surgia .
Hoje eu deixo que a arte me ilustre ...
Por : Ícaro Italo Gomes dos Santos
Pseudônimo: Italo_Poetrix
A depressão é silenciosa
Em harmonia melancólica como uma gota de orvalho na pétala da rosa
Roubando sua alegria de viver
te faz crer em uma ilusão
que o fim de toda a sua decepção
é a corta do caule
Nessa fotossíntese a foto síntese do retrato que retrata
o desconhecimento do Seu Ser,
No oxigênio do medo, deixando que a angústia o
enjaule
Toxina que se diz ser generosa,
O envenenamento do pensamento que causa o
falecimento dessa rosa,
mas,
Não consegue destruir suas raízes
E ainda que em solo árido é válido lembrar que sempre há,
O ressurgimento de suas origens...
Poema por; Ícaro Italo Gomes dos Santos
Pseudônimo; Italo_Poetrix
Sou um aracnídeo lírico
Com o tecido do que foi esquecido
E a cada verso a alma alivia
A alma ali via que o corpo sentia que já não pertencia aquele mundo que habitava
Por isso ,
Naquele momento em que o tecido era destruído
A aranha se moldava
Mas não mudava
Persistência na sua residência não por acaso
Proteção a casa da causa que amava
Ela caiu
E no cair
Pode sorrir
Pois em poucos segundos,
Ela planava ...
Ícaro Italo Gomes dos Santos
Nesse céu da dúvida
Nesse véu da vida
Vejo que velejo no vórtice de versos que veste -me
Nesse abismo literal
Nesse mesmo ritual onde a escrita é meu refúgio dessa sombra que assopra o existencial
Dizeres que tudo isso é um teste
Fujo ,da minha mente
Cujo,com minha morte
Ao lado lido na aula do colírio lírico
Aprendo com a disciplina da superstição
Formigas na parede e os pés formigando no chão
O inusitado é inusitante
Se comentando ,o comentário parece ser algo entediante feito por um principiante comediante
Quer ganhar risada da plateia
Sem nunca ter parado para escutar seu próprio choro antes
Cuidado com pensamentos farsantes
Faço_me antes um principiante
Acredito que a vida é uma oscilação constante
Quero manter minha alma em conserva longe desses derivantes
Nessa Queima de arquivos
Entendi quem são os fornecedores intoxicantes
Criadores de fontes sem fontes
Por essas vielas tem de monte
A paisagem é bela quando não mostrada abaixo da ponte
Nesse céu da dúvida
Nesse véu da vida
Neblina ,curva fechada,alta madrugada
Plena segunda feira com a quarta marcha
Retrovisores embaçado e um Vôo Rasante
Os Fora do Eixo ,tudo fora da faixa
Tropa da "Vents" , blitz de neurônios subconsciente
Simbologias metalúrgicas de cirurgias master Gold canetadas por mãos poéticas
Sistema operacional de Panchs
Surgimento de novos Heráclitos
Selvagens devoradores de livros ,talvez triceratops
Entendendo que nem todo conhecimento é válido
Não há porquê eu querer desenvolver tão rápido
Mas fui obrigado a entender que o ponteiro do relógio não me espera
Clara correnteza com certeza é a natureza simples e com samples na junção de Aristóteles e Cora Coralina
Hoje "carburando" escritas
Eu me desligo mais um pouco dessa intensa rotina ..
Num ritmo clássico jazz
Somos , um livro de romance perdido nos arquivos de Graciliano Ramos
Seu corpo são formatos de versos
Tão simples,mas tão elegante dos fios de cabelos aos pés
Tu és,
Uma canção do Dicky Farney em meio ao deserto do amanhã
Uma mordida na maçã que gera o nosso pecado
De corpo colado no quarto trancado
A autêntica fórmula do amar em enigmas criando paradigmas a serem decifrados são relatórios retratados de suor ao corpo no fôlego trocado
E ainda que de coração trincado ,
Acreditar no amar
Vislumbrar o futuro
A queda do muro de Berlim
Ou melhor,
A quebra dessas paredes
Você me faz enxergar o que ainda há de bom em mim
Você me faz enxergar o que ainda há de bom em mim
Num ritmo clássico jazz
Nosso amor nasce através de um simples olhar e atravessa a sinapse perfeita do amar
Nessa sinopse do Luar você é minha conexão cósmica
Nem o Sol consegue comparar essa nossa órbita química
E olha só
Estamos juntos a pouco tempo mas me parece que são séculos
Da nossa amizade se faz um receituário médico
Contando com doses de verdades
União recíproca,não importa as dificuldades
Nossas vivências, são muito mais que métodos
Nem os Quasares
Suportarão nossas temperaturas quando nossos átomos casares
Com você eu tiro férias até no sofá da sala
Desconheço o tédio
É algo inédito
Capítulo 18
Versículo 22
Provérbios
Nosso afeto destrava o arquétipo
Não sou um Príncipe Pérsico
E mesmo se tivesse as areias a temporal
Saiba que valorizo cada milésimo ao seu lado
Pois sei que mesmo se eu voltasse ao tempo
Nada nunca seria igual
Você é a mudança que eu preciso
Pois é ,
{Se tiver fé
{Não há quem nos derrube
{Axé
{Que a dúvida se faça a dádiva que meu Ser deslumbre{2×}
E nessas águas do mar
Minhas células se encontram nas partículas das areias lá
Vejo a queda do raio solar
Sobre o oceano
Eu sou lá,
Um simples humano a sonhar
Um simples humano a mergulhar
{Um simples humano a mergulhar}
Mesmo com os braços e pés cansados
Resiliente, um tanto quanto resistente
Mergulhando profundamente
O Oceano é gelado mas o batimento cardíaco frequentemente é sempre quente
O olhar Fragmentado é referente
A múltiplos desafios que só quem vive disposto a morrer pelo o que acredita é quem sente
Na queda da lágrima ocorre a quebra do dogma em transição para se revigorar
Reivindicar,
Talvez a inocência roubada
O tempo da alma que foi perdido ao longo da jornada e consequentemente
Esse mal nos leva lá
A cortar as asas de Malévola
Por isso é necessário se renovar
Diariamente
Parado lá na parábola
Vemos que o roteiro do destino não é perfeccionista e o protagonista da cena mesmo sem medir esforços na trena e com convicção no treino ,mesmo dominando o reino
Nunca será apenas sobre você
Sobreviver
É obrigatório um obrigado
Ter direção do que se fala
O que se pensa é um confessionário
E se não pode agir para confeccionar o ato
De imediato jogamos segredos ocultos no porta mala
Damos partida na nossa vida sem chave
Porque desde pequenos fomos forçados no tranco
O combustível ao trampo é uma melhoria na moradia , não é preciso considerar carteira assinada desde que a geladeira não se demonstre vazia
Não teme a luta fria quem vem descalço ao sucesso sem saber onde os próprios punhos batiam
Revidando com a silhueta da sombra
Na caverna da introdução à introspecção a iluminação se faz ao assovio que assombra
Dispensar o conhecimento de um novo elemento
É um corte no próprio pulso
Às vezes vale a pena morrer para não ter que ver nascer um promíscuo inescrúpulo impulso
Mesmo sendo expulso da plateia
Temos que fazer nossa ausência valer permanentemente
Aproveitar o tempo presente
O passado é precioso ainda que doloroso
Mas o barco rema rumo em frente ao fronte do Horizonte
Bebemos da fonte do erro de ontem
Do ciclo de outrem
Saudades do saudável tempo nosso
Já passou da hora de criar o poço
Pra matar a sede
Não vivo de rede
Fazer o que ?
O tempo não rende !
A vida me assalta e a morte nos prende
Ou
Talvez ela nos liberta
Na força de Odin eu posso
Encontrar-me a fraqueza certa
Estado de alerta
Vive o enigma da arte
Meu hipocampo celeste
O Cinturão de Órion e as Irmãs de Tamaran
Pintura rupestre
Um verso de Adoniran
Rupert com vida própria
Family Guy na queima da inquisição
O drama de quem vive sem drama
A lenda dos que não são vistos como lendas
Acredita que é capaz ?
ou vai se prender a sua própria crença limitante que não passa de uma superstição que você já não consegue mais ?
Nesse ar puro o purpúrio sem folga do fogo que afoga e nos afaga
E nos afasta
Seu beijo ,
Seria fastígio ou castigo ?
Viver contigo é viver contido
O abranger do abrigo em abraços
O presente escondido numa manhã tão linda
Entregue ao passado de uma noite tão longa
A linha do Horizonte brinda a vinda das linhas da vida
O que te torna mais linda ainda
Não é maquiagem que usa
É como ousa
De short curto com mini blusa
Ou estilo social
Ela sempre usa
A maneira mais romântica e confusa
Petrifica me ao olhar Medusa ....
Nesse rio de purpúrio de flores em seu corpo quente e abraço frio,me induza
Ao afogamento do momento sem pausa
Que no nosso distanciamento sempre exista a lembrança de quando usávamos aliança
Que nunca cortemos as asas ,
Dos sonhos nossos
Somos ,
Um paradoxo do próximo
Se conectados ficamos distantes
Longe verdadeiramente a gente sente que nos amamos
E ,
Já parou para refletir o qual evoluímos no hoje
Por isso nunca podemos esquecer do que veio antes
Mesmo sabendo que o futuro é "inexistivel"
Planejamos cada fruto de uma árvore que nunca brotou e mesmo sendo imaginável
Tornou-se impossível não imaginar junto com você
Espero que nesse momento exato
Você esteja bem
Nem que seja com outro alguém dividindo o mesmo prato
Sei que nem tudo será felicidade
Obstáculos são iguais as ondas do mar
Vem e volta
Por isso aprenda a ser o próprio Oceano
Acreditar que é capaz
São nos intensos contramão da vida
Que transcende a nossa paz
É necessário acreditar no Ser Humano
E eu acredito em você,
Ainda que seu abraço não me dê mais o conforto
Eu sou apenas um cara que escreve sem vaidade
E se eu parar de acreditar na humanidade
Serei apenas um verso qualquer,
Em um livro vívido, porém morto
Nesse ar puro o purpúrio sem folga do fogo que afoga e nos afaga
E nos afasta....
Oi sou a Ellen