Ícaro Italo Gomes dos Santos

Ícaro Italo Gomes dos Santos

n. 2004 BR BR

Ícaro Ítalo Gomes dos Santos,pseudônimo;Italo_poetrix. Descobriu sua paixão por livros ao ler"A Árvore Generosa" (The Giving Tree) e desde então tornou-se súdito da palavra poética e busca entender seus conhecimentos através dos caminhos líricos .Nascido em Aquidabã,do agreste Nordestino ,vêm se destacando com seus poemas com temas múltiplos . Atualmente reside em Luz,uma pequena cidade de Minas Gerais . Suas escritas são fisioterapias para a alma .

n. 2004-07-01

Perfil
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Fraco

Dentro dessa fonte ,
Afogo-me nessa sede.

Sobre essa ponte,
Revogo-me ao que me "remede".

Fraco.

Por ícaro Ítalo Gomes dos Santos 




 

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Poemas

46

Vórtices viram versos (part.2)

Nesse céu da dúvida
Nesse véu da vida
Nessa luz da lua que me traz a transparência 
Nessa luz do sol que me faz ser essência
Faço _me de freestyle 
Valorizando cada momento 
Memórias póstumas sobre minhas vivências
E são nos  detalhes
Que eu começo a desacelerar o tempo
Vejo que no vértice do retrato auto humanidade
A bondade se fez em maldade 
Já que foi desgastante usar o afeto de forma degustante
A saudade se sentiu saudável quando abraçou o seu imaginável
Todo vazio improvável foi provado
Filósofos , nós somos ótimos em sermos péssimos por enxergar o cenário caótico
Filósofos ,nós somos péssimos em sermos ótimos por se cegar ao imaginário melancólico

Sem respirar o hoje ,sufocada na angústia
Solidão paga o preço por muitos sem saber quanto custa a luz que ofusca toda busca da semântica recíproca brusca 
Talvez eu seja o fruto da árvore cronológica
E todo meu batimento cardíaco é apenas um relógio que conta os  meus minutos finais ou uma reprise de todas as vivências ancestrais
Talvez eu seja o fruto 
Dessa árvore genealógica 
Onde a lógica foge do comum 
E eu fico com um fruto  colhido para o amadurecimento bruto 
Do solo sem vida 
Da nuvem em partida de outro formato 
De uma simples gotícula vívida 
A lágrima que ao cair molha a poeira e de imediato toma por si a lembrança da inocência que pagamos fiança para libertarmos  nosso jeito criança
E quanto mais eu desacelero o tempo mais o tempo avança. ..


Disseram-me quê eu não era o suficiente
Pois é....
Apenas disseram-me....

 

Por ícaro Italo Gomes dos Santos

10

Ao corte da adaga (part.2)

Olhos de águia 
Ferida aberta ao corte da adaga 
Molho os olhos de lágrimas 
Me cego desses pensamentos curvos 
Julgamentos cujo são dádivas 
Me permitem sofrer e ver quem são os verdadeiros humanos 
No mundo do medo 
O amor se transformou em um holograma de danos 
Projéteis de mágoas 
Retorno retórico da inquisição ao fogo da falácia mais sábia 
Veneno nos lábios 
Na pele do lobo ,somos a lua escura na selva do sono 
Quem clareia nossa alma é o nosso reflexo no olhar do tempo retratado por um quadro no templo pinturas Caravaggio 
A sensação do  poder eu quero perder 
Mas como podar algo que não posso prender ?
Ansiedade 
Rubrica que rouba toda assinatura da essência do meu ser e consequentemente mata a minha idade 
Quero verdades que não sejam totalmente reais 
Fábrica de vontades que não sejam totalmente imaginárias 
Linhas que mesclam os desejos concretizados 
Não muito longe dos dias atuais 
Obter paz na guerra da dualidade é algo improvável e provavelmente não serei capaz de entender essa força motriz
A todo momento sou sempre o errado 
Faço aquilo que acredito ser certo 
Independente do resultado 
O resumo é o meu eu sendo cerrado 
Já não sei em quantas partes fui dividido 
Existem vários modelos de mim  por aí
Senta-se na mesa e descobrirá qual do meu eu falará contigo 
Quero abrigo dentro de um abraço sincero 
Uma conversa que me diga o quanto sou ciclo desse círculo do choro seco e o quanto sou valioso mesmo sendo um mero desprezível 
Queima do fusível 
Tô precisando queimar a função acessível do meu cérebro frutífero 
Essa colheita de memórias aflita é a Colheita Maldita 
Sempre em expansão 
Hectares de expressão 
Terra ao adubo da opressão 
Horas vagas se transformam em  horas pragas 
E eu me pergunto,
O quanto vale tudo isso ?
Quem é que me paga ?
Será que me cobro demais por algo de menos ?
E se tudo isso se apaga?
Se eu começasse tudo do nada 
Ainda assim iria me afogar nessa incitação à ilusão altamente intoxicada?

28

Janela de vozes

O peso da ausência soa sussurrando em mim
O piso da consciência sujo ,muros murmurando em incitações  à decepções 
Abre a janela da alma, julgamentos sem fim 
dizem que são processos ,

Eu não quero promessas à acessos restritos da penumbra sombra da imagem da vida
Fora da margem de erros de lembranças doloridas 

Autópsia da vida vira vozes vindas de um jardim onde a folha em branco tem tantas flores a serem coloridas 
Porém o incolor tornou-se tão lindo de ser ver ,
Que até  o tormento achou mais formidável continuar assim 

Já não tenho certeza se quero essa sonhada liberdade 
Quero realizar minhas vontades indo contra as vontades da verdade 
Forjando pactos com a mentira , toda minha criação me faz ser  súdito da enganação 
Não quero ser livre do esquecimento 
E sim saber o porquê somos tão evoluído ao ponto de nunca evoluirmos o esclarecimento 
Porque toda matéria,ainda que estudada, transcende o nosso conhecimento?

Eu me pergunto,
Quando eu vou vencer na vida ?
Acho que esse tema é uma imagem distorcida 
Ninguém nunca vence 
O sistema quer que você pense 
Ou melhor , não pense 
Viva com esse suspense 
Acredito que no próximo ano seja tudo melhor 
Esse romance ilusório faz poli dance 
A gente cresce em meio a sonhos e preciso estudar para obter um bom emprego 
Meu terreno,meu sossego 
Um pedaço de terra que será meu enquanto eu estiver vivo
O problema é que eu já nem me sinto tão vivo 
Sei que o sucesso é relativo 
Huns na beira da morte do hospital 
Eu na beira da morte do estado mental 
O porquê viver ?

Alguém explica para um mero mortal que querer entender sobre viver é sobreviver em um singelo espiral de dúvidas e emoções fora do porcentual do  raciocínio cerebral 
Chega de buscar entender 
É melhor atender o que se vê no agora 
Se o passado nos condena e futuro não existe 
Apenas cada segundo presente nos revigora 
Chora ,em cada lágrima mora o sorriso da alegria 
Agradeço aos tesouros da memória 
As lágrimas de tristeza  que me trouxeram redenção e  a recordação dos  bons momentos que eu não sabia o quanto valiam
É nas lágrimas que vemos o quanto tudo era valioso e nem pareciam
As mesmas lágrimas também apreciam o luto 
Afinal , existem melancolias que merecem um fim absoluto 

33

Obra de arte perdida ,encontre_me ...

A arte está presente em cada palavra que nesse momento eu escrevo e apago 
A arte está presente em todo pensamento vago

Não se define a palavra arte 
Pois a mesma se comparte 

Parte dos nossos sonhos e ideias que ainda não concretizamos 
São obras de artes ocultas
Silenciadas pelo elo do medo da concepção de pessoas ao mundo que nos multa

A arte é um despertar de um relâmpago 
Tocá-la,pode nos retirar o fôlego 

Não sei se é algo do qual eu   creio
Mas nas minhas próprias palavras,
 eu leio  que antes de tudo ,
O nada nunca foi nada pois sempre foi arte 

E na  dúvida da vida após  a morte
Eu vivo   a dívida da dádiva que na arte da morte a vida existe 

A arte está presente em todo momento, ainda que o seu olhar não a registre 

Antes eu queria aprender a desenhar 
Me prender , moldar 
E depois de tantas tentativas vazias
Parei para escrever um pouco do que eu sentia 
Naquele dia eu percebia que eram nos mínimos detalhes ,
Que a arte surgia .
Hoje eu deixo que a arte me ilustre ...
Por : Ícaro Italo Gomes dos Santos 
Pseudônimo: Italo_Poetrix

22

Ao corte do caule

A depressão é silenciosa
Em harmonia melancólica como uma gota de orvalho na pétala  da rosa

Roubando sua alegria de viver
te faz crer em uma ilusão
que o fim de toda a sua decepção 
é a corta do caule

Nessa fotossíntese a foto síntese do retrato que retrata
o desconhecimento do Seu Ser,
No oxigênio do medo, deixando que a angústia o
enjaule

Toxina que se diz ser generosa,
O envenenamento do pensamento que causa o
falecimento dessa rosa,
mas,
Não consegue destruir suas raízes
E ainda que em solo árido é válido lembrar que sempre há,
O ressurgimento de suas origens...


Poema por; Ícaro Italo Gomes dos Santos
Pseudônimo; Italo_Poetrix

187

A seda da sede

Sou um aracnídeo lírico 
Com o tecido do que foi esquecido

E a cada verso a alma alivia

A alma ali via que o corpo sentia que já não pertencia aquele mundo que habitava 
Por isso ,
Naquele momento em que o tecido era destruído 
A aranha se moldava 
Mas não mudava

Persistência  na sua residência não por  acaso
Proteção a casa da causa que amava

Ela caiu 
E no cair
Pode sorrir

Pois em poucos segundos,

Ela planava ...

Ícaro Italo Gomes dos Santos

15

Vórtices viram versos (part.1)

Nesse céu da dúvida
Nesse véu da vida 
Vejo que velejo no vórtice de versos que veste -me
Nesse abismo literal 
Nesse mesmo ritual onde a escrita é meu refúgio dessa sombra que assopra o existencial 
Dizeres que tudo isso é um teste

Fujo ,da minha mente 
Cujo,com minha morte 
Ao lado lido na aula do colírio lírico
Aprendo com a disciplina da superstição
Formigas na parede e os pés formigando no chão
O inusitado é inusitante 
Se comentando ,o comentário  parece ser algo entediante feito por um principiante comediante 
Quer ganhar risada da plateia 
Sem nunca ter parado para escutar seu próprio choro antes 
Cuidado com pensamentos farsantes

Faço_me antes um principiante
Acredito que a vida é uma oscilação constante
Quero manter minha alma em conserva longe desses derivantes 
Nessa Queima de arquivos
Entendi quem são os fornecedores  intoxicantes 
Criadores de fontes sem fontes 
Por essas vielas tem de monte 
A paisagem é bela quando não mostrada abaixo da ponte

Nesse céu da dúvida
Nesse véu da vida
Neblina ,curva fechada,alta madrugada
Plena segunda feira com a quarta marcha
Retrovisores embaçado e um Vôo Rasante
Os Fora do Eixo ,tudo fora da faixa 
Tropa da "Vents"  , blitz de neurônios subconsciente
Simbologias metalúrgicas de cirurgias master Gold canetadas por mãos poéticas 
Sistema operacional de Panchs
Surgimento de novos Heráclitos 
Selvagens devoradores de livros ,talvez  triceratops
Entendendo que nem todo conhecimento é válido
Não há porquê eu querer desenvolver tão rápido
Mas fui obrigado a entender que o ponteiro do relógio não me espera 
Clara correnteza com certeza é a natureza simples e com samples na junção de Aristóteles e Cora Coralina 
Hoje "carburando" escritas 
Eu me desligo mais um pouco dessa intensa  rotina ..

61

Códices cósmicos de jazz

Num ritmo clássico jazz 
Somos , um livro de romance perdido nos arquivos de Graciliano Ramos 
Seu corpo são formatos de versos 
Tão simples,mas tão elegante dos fios de cabelos aos  pés
Tu és,
Uma canção do Dicky Farney em meio ao deserto  do amanhã 
Uma mordida na maçã que gera o nosso pecado
De corpo colado no quarto trancado 
A autêntica fórmula do  amar  em enigmas criando paradigmas a serem decifrados são relatórios retratados de suor ao corpo  no fôlego trocado 
E ainda que de coração trincado ,

Acreditar no amar 
Vislumbrar o futuro 
A queda do muro de Berlim 
Ou melhor,
A quebra dessas paredes 
Você me faz enxergar o que ainda há de bom em mim
Você me faz enxergar o que ainda há de bom em mim


Num ritmo clássico jazz 
Nosso amor nasce através de um simples olhar e atravessa a sinapse perfeita do amar 
Nessa sinopse do Luar você é minha conexão cósmica
Nem o Sol consegue comparar essa nossa órbita química

E olha só 
Estamos juntos a pouco tempo mas me parece que são séculos 
Da nossa amizade se faz um receituário médico 
Contando com doses de verdades 
União recíproca,não importa as dificuldades 
Nossas vivências, são muito mais que métodos

Nem os Quasares 
Suportarão nossas temperaturas quando nossos átomos casares 
Com  você eu tiro férias até no sofá da sala 
Desconheço o tédio 
É algo inédito 
Capítulo 18
Versículo 22
Provérbios 
Nosso afeto destrava o arquétipo 
Não sou um Príncipe Pérsico 
E mesmo se tivesse as areias a temporal 
Saiba que valorizo cada milésimo ao seu lado
Pois sei que mesmo se eu voltasse ao tempo
Nada nunca seria igual

Você é a mudança que eu preciso

 

122

Âncora aromatizante

Pois é ,
  {Se tiver fé 
  {Não há quem nos derrube 
  {Axé 
  {Que a dúvida se faça a      dádiva que meu Ser deslumbre{2×}

E nessas águas do mar
Minhas células se encontram nas partículas das  areias lá 

Vejo a queda  do raio solar 
Sobre o oceano 
Eu sou lá,
Um simples humano a sonhar 
Um simples humano a mergulhar 
{Um simples humano a mergulhar}


Mesmo com os braços  e pés cansados 
Resiliente, um tanto quanto resistente 
Mergulhando profundamente 
O Oceano é gelado mas o batimento cardíaco frequentemente é sempre quente 
O olhar Fragmentado é referente 
A múltiplos desafios que só quem vive disposto a morrer pelo o que acredita é quem sente 
Na queda da  lágrima ocorre  a quebra do dogma em transição para se revigorar 
Reivindicar,
Talvez a inocência roubada 
O tempo da alma que foi perdido ao longo da jornada e consequentemente 
Esse mal nos leva lá 
A cortar as asas de Malévola 
Por isso é necessário se renovar 
Diariamente 
Parado lá na parábola 
Vemos que o roteiro do destino não é perfeccionista e o protagonista da cena mesmo sem medir  esforços na trena e  com convicção no treino ,mesmo dominando o reino 
Nunca será apenas sobre você 
Sobreviver 
É obrigatório um obrigado 
Ter direção do que se fala  
O que se pensa é um confessionário 
E se não pode agir para confeccionar o ato 
De imediato jogamos segredos ocultos no porta mala 
Damos partida na nossa vida sem chave 
Porque desde pequenos fomos forçados no tranco 
O combustível ao trampo é uma melhoria na moradia , não é preciso considerar carteira assinada desde que a geladeira não se demonstre vazia 
Não teme a luta fria quem vem descalço ao sucesso sem saber onde os próprios punhos  batiam 
Revidando com a  silhueta  da sombra 
Na caverna da introdução à introspecção a iluminação se faz ao assovio que assombra 
Dispensar o conhecimento de um novo elemento 
É um corte no próprio pulso 
Às vezes vale a pena morrer para não ter que ver nascer um promíscuo inescrúpulo impulso 
Mesmo sendo expulso da plateia 
Temos que fazer nossa ausência valer permanentemente 
Aproveitar o tempo presente 
O passado é precioso  ainda que doloroso 
Mas o barco rema rumo em frente ao fronte do Horizonte 
Bebemos da fonte do erro de ontem 
Do ciclo de outrem 
Saudades do saudável tempo nosso 
Já passou da hora de criar o poço 
Pra matar a sede 
Não vivo de rede 
Fazer o que ?
O tempo não rende !
A vida me assalta e a morte nos prende 
Ou
Talvez ela nos liberta 
Na força de Odin eu posso 
Encontrar-me a fraqueza certa 
Estado de alerta 
Vive o enigma da arte 
Meu hipocampo celeste 
O Cinturão de Órion e as Irmãs de Tamaran 
Pintura rupestre 
Um verso de Adoniran 
Rupert com vida própria 
Family Guy na queima da inquisição
O drama de quem vive sem drama 
A lenda dos que não são vistos como lendas 
Acredita que é capaz ?
ou vai se prender a sua própria crença limitante que não passa de uma superstição que você já não consegue mais ?

 

70

Purpúrio

Nesse ar puro o purpúrio sem folga do fogo que afoga e nos afaga 
E nos afasta 
Seu beijo ,
Seria fastígio ou castigo ?
Viver contigo é viver contido 
O abranger do abrigo em abraços 
O presente escondido numa manhã tão linda 
Entregue ao passado de uma noite tão longa 
A linha do Horizonte brinda a vinda das linhas da vida 
O que te torna mais linda ainda 
Não é maquiagem que usa 
É como ousa 
De short curto com mini blusa 
Ou estilo social 
Ela sempre usa 
A maneira mais romântica e confusa 
Petrifica me ao olhar Medusa ....

Nesse rio de purpúrio de flores  em seu corpo quente e abraço frio,me induza 
Ao afogamento do momento sem pausa 

Que no nosso distanciamento sempre exista a lembrança de quando usávamos aliança 

Que nunca cortemos as asas ,
Dos sonhos nossos 
Somos ,
Um paradoxo do próximo 
Se conectados ficamos distantes 
Longe verdadeiramente a gente sente que nos amamos 
E ,
Já parou para refletir o qual evoluímos no hoje 
Por isso nunca podemos esquecer do que veio antes 

Mesmo sabendo que o futuro é "inexistivel"
Planejamos cada fruto de uma árvore que nunca brotou e mesmo sendo imaginável 
Tornou-se impossível não imaginar junto com você 

Espero que nesse momento exato
Você esteja bem 
Nem que seja com outro alguém dividindo o mesmo prato


Sei que nem tudo será felicidade 
Obstáculos são iguais as ondas do mar 
Vem e volta 
Por isso aprenda a ser o próprio Oceano
Acreditar que é capaz
São nos intensos  contramão da vida
Que transcende a nossa paz
É necessário acreditar no Ser Humano 

E eu acredito em você,
Ainda que seu abraço não me dê mais o conforto 
Eu sou apenas um cara que escreve sem vaidade 
E se eu parar de acreditar na humanidade 
Serei apenas um verso qualquer,
Em um livro vívido, porém morto


Nesse ar puro o purpúrio sem folga do fogo que afoga e nos afaga 
E nos afasta....
 





 

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