Ícaro Italo Gomes dos Santos

Ícaro Italo Gomes dos Santos

n. 2004 BR BR

Ícaro Ítalo Gomes dos Santos,pseudônimo;Italo_poetrix. Descobriu sua paixão por livros ao ler"A Árvore Generosa" (The Giving Tree) e desde então tornou-se súdito da palavra poética e busca entender seus conhecimentos através dos caminhos líricos .Nascido em Aquidabã,do agreste Nordestino ,vêm se destacando com seus poemas com temas múltiplos .

n. 2004-07-01

Perfil
5 484 Visualizações

Cortesia as pedras


Pedra por pedra, molda-se esse caminho onde os pés trilham nuances sozinhos, onde não existe gravidade, apenas a inevitabilidade do sorrir, do agir como um clássico moderno à Atração Magnética, impulsionando-nos a sermos o paciente de Jasper DeWitt, assimilado à própria existência da Erica, deixando-nos levar pelo desejo em êxtase ao cortejo da nossa lúdica...

Ler poema completo

Poemas

52

Vórtices viram versos

Nesse céu da dúvida,
Nesse véu da vida,
Vejo que velejo no vórtice de versos que veste-me.
Nesse abismo literal,
Nesse mesmo ritual onde a escrita é meu refúgio
Dessa sombra que assopra o existencial.
Dizeres que tudo isso é um teste.
​Fujo da minha mente,
Cujo com minha morte,
Ao lado lido na aula do colírio lírico.
Aprendo com a disciplina da superstição:
Formigas na parede e os pés formigando no chão...

69

Xícara de solstício

Como me apego ao desagradável desapego?
Como me apago ao destrutível desespero?
Procuro uma nova forma que me conforme;
Procuro uma nova fórmula que confirme
A obstrução do que me deixa inseguro,
A observação do que me deixa inóspito de vida, imagem destruída.
Se entro na minha mente, viro um intruso;
Minha alma me disse que já não pertence ao corpo que uso.
​O vazio é um vaso que acolhe a planta da ansiedade;
Ânsia de flores mortas, servindo de adubo para florescer raízes tortas na sociedade.
Regada por migalhas de falhas no próprio oxigênio ácido em solidão,
Indisposição de acreditar em mim mesmo e nas pessoas desse mundo.
Não sei ao certo se me acuso;
Independentemente, não sou totalmente inocente nem independente.
​Tenho assustado assuntos pendentes,
Recordações recorrentes,
Sonhos que são apenas sonhos,
Sonhos que vão após sonos,
Sonhos que me fazem dormir por sonhar demais,
Sonhos que me fazem acordar sem querer dormir nunca mais.
​Quantos pesadelos serão realizados?
Quantos pesadelos ainda tendem a ser inclusos?
O que tanto recuso requer atenção;
O que tanto requer atenção, eu reflito se é necessária a atenção.
E essa tensão é a maldita benção dos que são confrontados como loucos nos olhos dos sãos.
​Decepção, desculpa por te decepcionar;
Sei que você esperava mais de mim.
Recepção de culpa que ocupa toda vírgula antes de raciocinar.
Ei, ué! Vê? Errava o início e até depois do fim...


Ei, ué! Vê? Errava o início e até depois do fim.

Eu sou assim:

Hóspede da carência no quarto da crucial coerência,

Enrolado no lençol da concupiscência.

Ar-condicionado ligado ao ar concorrência;

Travesseiro da renúncia que, apesar de pesar, liberta a consciência.

Meu café da manhã é sofisticado:

A crença de vencer dentro de uma frágil xícara,

Ao sabor de um solstício fracionado.

Meu almoço é um prato de vaidades;

Nutrientes não muito importantes,

Mas que são o vislumbre de poucas verdades.

Meu lanche da tarde é um mar de objetivos conectivos que me dão coragem;

Carrego no coração os batimentos que não cabem na bagagem.

Minha janta é um prato envenenado:

A sopa do pecado.

Assopra meu passado,

Assombra a mim e até onde tenho chegado;

Incapacitado de emprestar todo o meu diálogo falado

Para o tempo, que não quer me dar ouvidos e nem ser ouvido durante o tempo.

"Eu já falei para você que isso não dá lucro..."

"Você nunca será suficiente..."

"Ninguém quer você por perto..."

"Eu tenho nojo de você..."

As piores frases eu tenho escutado.

Nas piores fases, eu tenho me escoltado de silêncio,

E esse silêncio acumulado tornou-se o ódio em mim guardado.

Nas melhores fases, percebi que o ódio

É a transferência da ira na cura.

90

Ao corte da adaga ."Rúbricas"

​Olhos de águia;
Ferida aberta ao corte da adaga.
Molho os olhos de lágrimas,
Cego-me desses pensamentos curvos.
Ao cântico do corvo,
Julgamentos cujos são dádivas:
Permitem-me sofrer e ver quem são os verdadeiros humanos.
No mundo do medo,
O amor se transformou em um holograma de danos.
​Projéteis de mágoas;
Retorno retórico da Inquisição ao fogo da falácia mais sábia.
Veneno nos lábios.
Na pele do lobo, somos a lua escura na selva do sono.
Quem clareia nossa alma é o nosso reflexo no olhar do tempo,
Retratado por um quadro no templo: pinturas de Caravaggio.
Envelhecimento de um ser tão frágil.
​A sensação do poder eu quero perder,
Mas como podar algo que não posso prender?
Ansiedade:
Rubrica que rouba toda assinatura da essência do meu Ser
E, consequentemente, mata a minha idade.
​Quero verdades que não sejam totalmente reais;
Fábrica de vontades que não sejam totalmente imaginárias.
Linhas que mesclam os desejos concretizados,
Não muito longe dos dias atuais.
Obter paz na guerra da dualidade é algo improvável,
E provavelmente não serei capaz de entender essa força motriz.
​A todo momento sou sempre o errado;
Faço aquilo que acredito ser certo,
Independente do resultado.
O resumo é o meu "Eu" sendo cerrado.
Já não sei em quantas partes fui dividido;
Existem vários modelos de mim por aí.
Sente-se à mesa e descobrirá qual do meu "Eu" falará contigo.
​Quero abrigo dentro de um abraço sincero,
Uma conversa que me diga o quanto sou ciclo desse círculo do choro seco
E o quanto sou valioso, mesmo sendo um mero desprezível.
Queima do fusível:
Tô precisando queimar a função acessível do meu cérebro frutífero.
Essa colheita de memórias aflitas é a Colheita Maldita.
​Sempre em expansão,
Hectares de expressão,
Terra ao adubo da opressão.
Horas vagas se transformam em horas pragas.
E eu me pergunto:
O quanto vale tudo isso?
Quem é que me paga?
Será que me cobro demais por algo de menos?
E se tudo isso se apaga?
Se eu começasse tudo do nada,
Ainda assim iria me afogar nessa incitação à ilusão altamente intoxicada?

43

Códices cósmicos de jazz

 Num ritmo clássico jazz,
Somos um livro de romance perdido nos arquivos de Graciliano Ramos.
Seu corpo são formatos de versos,
Tão simples, mas tão elegante, dos fios de cabelos aos pés.
Tu és
Uma canção de Dick Farney em meio ao deserto do amanhã,
Uma mordida na maçã que gera o nosso pecado.
De corpo colado, no quarto trancado,
A autêntica fórmula do amar em enigmas,
Criando paradigmas a serem decifrados.
São relatórios retratados de suor ao corpo, no fôlego trocado;
E ainda que de coração trincado...
​Acreditar no amar,
Vislumbrar o futuro,
A queda do Muro de Berlim;
Ou melhor, a quebra dessas paredes.
Você me faz enxergar o que ainda há de bom em mim.
Você me faz enxergar o que ainda há de bom em mim.
​Num ritmo clássico jazz,
Nosso amor nasce através de um simples olhar
E atravessa a sinapse perfeita do amar.
Nessa sinopse do luar, você é minha conexão cósmica;
Nem o Sol consegue comparar essa nossa órbita química.
​E olha só:
Estamos juntos há pouco tempo, mas me parece que são séculos.
Da nossa amizade se faz um receituário médico,
Contando com doses de verdades,
União recíproca, não importa as dificuldades.
Nossas vivências são muito mais que métodos.
​Nem os Quasares
Suportarão nossas temperaturas quando nossos átomos casarem.
Com você, eu tiro férias até no sofá da sala;
Desconheço o tédio.
É algo inédito.
Capítulo 18, Versículo 22, Provérbios:
Nosso afeto destrava o arquétipo.
Não sou um Príncipe da Pérsia,
E mesmo se tivesse as Areias do Tempo,
Saiba que valorizo cada milésimo ao seu lado.
Pois sei que, mesmo se eu voltasse no tempo,
Nada nunca seria igual.
​Você é a mudança que eu preciso.

131

Purpúrio

​Nesse ar puro, o purpúrio sem folga
Do fogo que afoga e nos afaga,
E nos afasta.
Seu beijo: seria fastígio ou castigo?
Viver contigo é viver contido.
O abranger do abrigo em abraços,
O presente escondido numa manhã tão linda
Entregue ao passado de uma noite tão longa.
​A linha do horizonte brinda a vinda das linhas da vida,
O que te torna mais linda ainda
Não é a maquiagem que usa;
É como ousa.
De short curto com miniblusa
Ou estilo social, ela sempre usa
A maneira mais romântica e confusa...
Petrifica-me ao olhar, Medusa.
​Nesse rio de purpúrio de flores,
Em seu corpo quente e abraço frio, me induza
Ao afogamento do momento sem pausa.
Que no nosso distanciamento sempre exista
A lembrança de quando usávamos aliança.
​Que nunca cortemos as asas dos sonhos nossos;
Somos um paradoxo do próximo.
Se conectados ficamos distantes,
Longe, verdadeiramente, a gente sente que nos amamos.
E já parou para refletir o quanto evoluímos no hoje?
Por isso nunca podemos esquecer do que veio antes.
​Mesmo sabendo que o futuro é inexistente,
Planejamos cada fruto de uma árvore que nunca brotou;
E, mesmo sendo apenas imaginável,
Tornou-se impossível não imaginar junto com você.
​Espero que, nesse momento exato, você esteja bem;
Nem que seja com outro alguém dividindo o mesmo prato.
Sei que nem tudo será felicidade;
Obstáculos são iguais às ondas do mar: vêm e voltam.
Por isso, aprenda a ser o próprio oceano.
​Acreditar que é capaz...
São nos intensos contramão da vida
Que transcende a nossa paz.
É necessário acreditar no ser humano.
​E eu acredito em você,
Ainda que seu abraço não me dê mais o conforto.
Eu sou apenas um cara que escreve sem vaidade,
E se eu parar de acreditar na humanidade,
Serei apenas um verso qualquer,
Em um livro vívido, porém morto.
​Nesse ar puro, o purpúrio sem folga
Do fogo que afoga e nos afaga,
E nos afasta...

142

Âncora aromatizante

Pois é ,
  {Se tiver fé 
  {Não há quem nos derrube 
  {Axé 
  {Que a dúvida se faça a      dádiva que meu Ser deslumbre{2×}

E nessas águas do mar
Minhas células se encontram nas partículas das  areias lá 

Vejo a queda  do raio solar 
Sobre o oceano 
Eu sou lá,
Um simples humano a sonhar 
Um simples humano a mergulhar 
{Um simples humano a mergulhar}


​Mesmo com os braços e pés cansados,
Resiliente, um tanto quanto resistente,
Mergulhando profundamente.
O oceano é gelado, mas o batimento cardíaco frequentemente é sempre quente.
O olhar fragmentado é referente
A múltiplos desafios que só quem vive disposto a morrer pelo que acredita é quem sente.
Na queda da lágrima, ocorre a quebra do dogma em transição para se revigorar.
Reivindicar, talvez, a inocência roubada,
O tempo da alma que foi perdido ao longo da jornada;
Consequentemente 
Esse mal nos leva lá,
A cortar as asas de Malévola.
Por isso é necessário renovar-se diariamente...

81

Despido da originalidade

Através do batuque no pandeiro 
Criou-se a arritmia do coração da nação 
O povo brasileiro antes nas redes dos mares estrangeiros 
Hoje nas redes sociais do mundo inteiro 
Nas rodas  culturais somos os pais hospitaleiros
Possuímos longas filas  de espera nos hospitais 
Porém a esperança canta alta na quebra desse roteiro 
Antes de Dom Pedro II 
A ênfase exata se faz em crianças inspiradas 
em Antônio Conselheiros 
Desse solo, rachaduras nos calcanhares 
Tereza de Bendela, Tereza de Calcutá 
Tais mulheres que merecem muito mais que um Nobel 
Tantas histórias a serem lidas 
Porém as páginas continuam nos anônimos da vida 
Na mesa ,nem sempre os mesmos talheres 
Mas a mesma mesa de  reunião para comunhão ainda que de  pratos vazios ,o amor em sustentabilidade de lares 
As linhas de Nascza são enigmas 
As nossas belas paisagens são símbolos que devemos preservar para que  a próxima geração possa apreciar e lembrar das nossas imagens ainda que se passem milhares de séculos 
De Itaquera a Palmeiras, de Goiânia até o Sul do Acre 
Acredita ,não são apenas pessoas em diversos lugares
Cada um carrega o fardo árduo da bravura de zumbi dos Palmares
A todo instante meu instinto da alma pensa na crença 
que  ver a presença da vitória na história do outro  , será o vislumbre do meu acesso ao paraíso 
Sei que para isso é necessário valorizar cada lágrima em reconstrução da dádiva de cada sorriso 
Essa é a chave de acesso ao sucesso imenso 
Disciplina na matéria como Maria Quitéria 
Anna Nery ,essa é a guerra da reconstrução do meu Ser que eu não dispenso 
Luto pela minha Pátria como uma canção de Park Ji Hye
Luto pela minha Pátria,Permanentemente Rosa Parks 
Paraquedista lírico no salto da fé 
Penso,logo posso 
Renê Descartes

Deveríamos agir a todo momento como se fosse uma copa do mundo 
A nostalgia de tirar o fôlego,
o orgulho de vestir o uniforme 
Vibrar junto a cada segundo

Eu nunca "Vittal Brasil" unido 
Em um habitat natural cultural de mão dadas a cada segundo corrido 
Se eu tiver errado, aceito ser corrigido 
Mas nunca  coagido 
Não quero ser despido da originalidade da brasileiragem e ver meu sonho ser interrompido  rumo a despedida da minha vida

De Malala a Mandela uma mandala tão bela 
A liberdade retratada dentro da cela 
A dona da felicidade 
Uma dona Lindalva salva 
A dona de casa 
A dona de Si 
Conceição Evaristo num feat com Mary Jones jamais visto 
 

32

Borracha da alma

Vejo a minha imagem;
Vida obstruída,
Fora da margem.
Me pergunto até quando a alma pode
Sofrer pelo elo frenético de designar num designer tão podre.
​Ouvi isso uma vez e até hoje eu ouço;
Sei que não é verídico, mas implico na ferida aberta da ilusão criada que adormece e congela meus ossos.
​Destroços: situações do passado que se regeneram;
Erros nossos, o tempo não nos espera.
​O ponteiro aponta:
Felicidade e tristeza não têm hora pronta.
O porteiro trava a catraca;
Se você atrasou-se, só marca:
O tempo é quem ficará devendo para você, se nisso você crer.
​Faz a sua "cota";
Veremos na hora do reencontro
O quanto esse conto nos conta que é fora da ponta.
Do lápis, só resta a borracha que não apaga porque a folha rasga, e o pedaço que já foi destruído já não mais se monta.
Diz que a folha do papel foi parar dentro de uma lixeira;
Disque-poética para salvar cada árvore morta.
Época do avião de papel,
Fazer fila em frente à porta,
Imaginação de bombardeio.
Hoje eu creio:
A maior guerra acontece na mente de quem cresce, ou de quem cresceu em meio ao caos psicológico que nos adoece.

​Sozinhos temos a capacidade de sermos tudo e todos,
Mas também podemos escolher sermos Ninguém.
E eu acho melhor assim.
Não que eu queira saber o fim,
Mas que eu possa entender o processo integrado a mim."

46

A última chamada

Ultimamente eu tenho pensado em cortar o fio desse telefone 
Apagar meu nome e sumir do nada 
No meio do mundo 
Rumo a estrada infinita 
Olhando as estrelas , percorrendo ao meu lado a alma aflita 
A sensação que fica  é que eu estou fraco de mim mesmo ,
A angústia mórbida com doses de amargor do amor  mortífero 
Antes era o meu sonífero 
Hoje é o remédio que engulo seco, que causa o tédio
O entediante do eco que na mente vagarosamente se propaga 
A memória vaga ,
Mesmo assim é linda 
Quantas memórias poderiam ser construídas ainda ?
Mas resolvemos deixar esse livro com páginas em branco 
Sendo franco,
Eu também por diversas vezes me recusei a escrever 
Mas o que já foi escrito não se pode apagar 
Não é apenas sobre viver 
Também é sobre sonhar 
Não é apenas por quantos eu te amo
Também é pelo simples ato de não amar 
Porém jamais perder a essência de acreditar 
Acreditar em quem?
Acreditar em quê?
(Um último suspiro...)
Deixo programado que quando procurado 
Nesse banco de dados o meu arquivo de existência jamais  poderá ser encontrado 
Acho que já vivi o suficiente 
Aquelas memórias me fazem voltar ao passado do qual eu passava todo momento planejando o futuro 
Murmuro que desejo morrer no presente 
Não sou  inexistente 
Sou apenas uma chamada discada  
Tente novamente ...
 

34

Só queria te dizer que...

Hoje eu sonhei com você 

17

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.