Lista de Poemas
Intermezzo
Pelos teus silêncios

da falta de vocabulário

convento

Kollerová via a girl who tried to disappear
e os esquilos?

Dominique Issermann
Fulgido
Vi o abraço assomar nos teus olhos bons
na exacta cadência em que a humidade batia no cristal.
Brilhante!
Bebemo-nos assim
a fingir que fintáramos o amargo.
Cristalino!
E era o quente e o medo do frio a baterem-se
taco-a-taco.
E era a estrada de palavras macias para eu te dizer
não vais cair.
E era a zanga dos céus para tu me dizeres
mas o sol vai vir.
E era a brisa morna do vento a lamber-nos...

Mario Cattaneo
Da sobrevivência

Victor Palla
Degusto-te
Provei o amargo.
Após muitos rectângulos de palavras entre as duas janelas.
Não sei como aconteceu.
Apenas não sei a parte do momento exacto do amargo chegar, porque da sua confecção já me alertaras para a possibilidade de estar a tratar dela a preceito.
Ao provar, descobri que o amargo não tem sempre a mesma cadência e anda a diferentes velocidades.
Soube disso quando o meu amargo se levantou cansado e atirou comigo para o campo árido da prostração.
Até me pareceu que o ácido do amargo com raiva, que eu não sinto, mas que calculo ser agitado e sempre a abrir, causa menos estragos. Solta-se melhor, é isso.
O amargo sabe mal, mas não é necessariamente mau.
Digo eu.
Disseste-me tu.
'O amor é uma loucura sensata, um fel que sufoca, uma doçura que conserva', diz o poeta.
'Sabe amargo el licor de las cosas queridas', diz a canção.
O doce e o amargo aprenderam a jogar taco-a-taco.
Só chamamos por um ou por outro perante a fragilidade do adversário.
Gosto-te no (des)equilíbrio discreto e inquietante entre os sabores.
Ensinaste-me.
Sei que aprendi.
Percebo-me nunca habituada.

Katia Chausheva
Querer

Mário Cabrita Gil
brisa
medo há sempre.

Billy Kidd
fromia elegans

Comentários (1)
muito bom o seu poetar...