Julian Lael

Julian Lael

Graduado em Direito pelo Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC), Especialização em Direito Penal e Processo Penal pelo Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC). Especialização em Inteligência de Segurança Pública pela Universidade Vila Velha (UVV). Graduado em Letras Português pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Atua como Professor na Educação Básica na Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio/RJ (SEME/CF-RJ). Formação docente e educação básica.

Perfil
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Política sindical


Julian Lael

O sindicato municipal
discute com o sindicato estadual
qual deles é mais imbatível
que o sindicato federal.
Enquanto isso, os sindicalizados
tiram meleca do nariz.

Ato contínuo, entre secos e molhados,
plumas e paetês, em embate, Sindipol
e Sinpol, sob o jugo da Assinpol,
em cena digladiam no entrevero,
só pra ver quem manda mais.

Entrementes, a Cobrapol
saracoteia no Planalto,
de um lado para o outro,
feito tal qual um aprendiz.

 

 

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Biografia
Sou Jorge E. Leal, Graduado em Direito pela Unesc em 2006, Professor de Língua Portuguesa, formado pela UFES em 2016, Pós - Graduado em Direito Penal e Processo Penal, pela UNESC; Pós - Graduado em Inteligência de Segurança Pública, pela UVV em 2010, e dentre muitos outros cursos relacionados a educação, incluindo formação em Neurolinguística, através da plataforma AVAMEC, concluído em fevereiro de 2025. Sou extremamente compromissado com o ser humano, principalmente pelos que estão em período de desenvolvimento, como os nossos alunos, um educador indignado com os rumos atuais da educação em nosso país, e que está sempre em busca de alternativas que tragam uma melhora no pleno desenvolvimento dos alunos e consequentemente na qualidade do trabalho do professor.

Poemas

52

Zum-zum-zum

Jorge E. Leal


Riu a vizinha ao armar esse quiprocó,
Que envolveu o povo em pleno tralalá.
A paz que reinava foi pro beleléu sem dó,
E o samba-lelê embalou aqui e acolá.

O barraco armado acabou em fuzuê,
Gente e confusão virou um salseiro lá.
E nesse sanhaço escalonou o bunda-lelê,
Mas ninguém quis saber desse bafafá.

Pode até esquecer a dor dessa pindaíba,
Sabendo que a vida não é só lero-lero.
Não fica feito uma songa-monga caída,
E correu livre o menino serelepe, espero.

Quem colocou esse bode na sala viu,
Que linda é a mulher brasileira enfim.
Dona do balaco-baco me olhou e riu,
E com orgulho me disse: aqui é assim!

 

31

Oia Helena

Jorge E. Leal


O eu ou dessa poesia que sou,
Ora uma flor bela és meu porvir.
Sei não se hoje nem eu me vou,
Para talvez o amanhã dessa partir.

Do ontem o refém me revela,
Imagens ou sons de um sim.
Pintados a mão tua aquarela,
Ânsia que contém o meu jardim.

Cenário de um quadro tão – Oia,
Santo em doces lembranças vãs,
E nos olhos de Helena uma Joia.

Um sapo em ato de rebeldia espraia,
Gritou alto e o choro de velhas anciãs,
No tempo em que a voz valia a vaia.

24

Nobre Ofício

 

Jorge E. Leal

Do altar o saber erige nobre missão,
O sábio explicador esclarece a mente,
Em classe, semeia e planta o coração,
A arte de um fiel e dedicado regente.

Ao corpo discente essa jornada revela,
Ser lecionador sempre com eloquência,
Um guia de almas no mundo em tela,
Atento, o preceptor elabora a ciência.

De grande educador ao heroico mestre,
Visão de instrutor, técnico ou catedrático,
Marcas no tempo, esse caminhar adestre.

Da nobreza o tutor orienta o rumo exato,
Diz o bravo orientador ao mentor prático,
Vá, professor, desvendar esse nó abstrato!

20

Sobra da Vida

Jorge E. Leal

A terra a tudo acolhe e consome,
Recebe a sobra do ralo na pista.
Como um bicho, não sei o nome,
O pássaro espalha
titica à vista.

O gato na areia esconde a caca,
A criança de cocô, no pote desce.
A primeira vitória que se destaca,
No campo alimenta o que cresce.

E o solo agradece o rico esterco,
Pisa a calçada e a sorte esquece.
Grita alto sobre a
bosta do beco,
A física na vida tudo transforma.

Fica o dejeto que a água conduz,
O e
xcremento que segue a norma.
A ciência estuda o que a terra traduz,
O corpo funciona na limpeza da forma.

A expulsão de fezes é o fim do trajeto,
Atrás do biombo ou debaixo de redes.
Cumpre-se o rito nº dois bem secreto,
Dia inacabado se fecha entre paredes.

A vida até parece uma grande merda,
Lembre-se do mundo, agora renovado,
Enfim, a sobra não pode haver perda.

 

18

Tempos de Guerra IV

Jorge E. Leal

Primeira guerra, conflitos ancestrais,
Guerras médicas, combates e atritos,
Segunda guerra, batalhas mundiais,
Terra queimada, silêncio e detritos.

Guerra de mil dias, caos e escudos,
Carne e sangue contra o frio metal,
Fome severa em terras de Canudos,
Lama e trincheira, horror sem igual.

Velhos impérios em brigas e lutas,
Púnica, fria, imersas em sangue real,
Saxões ou persas nessas disputas,
Erguem-se gritos da terra mortal.

Guerra terrorista, puro estopim,
Suja, nuclear, é flagelo infernal,
Luzes apagadas, eclipse do fim,
Terceira guerra é o inferno astral.



21

Emílio: Das letras ou Direito

Jorge E. Leal

Fruto da educação, ser predestinado,
Cidadão que acordou para a vida ver,
Ser um dia útil ou tão desvalorizado,
Compreende o mundo e o próprio ser.

Incompreendido, sem o devido valor,
A natureza perfaz e cumpre seu papel,
Não vive nas sombras, ante seu temor,
Reluz em Oilíme, sob o manto do céu.

Pensa, age e vive conforme sua mente,
Sendo homem pleno, frágil e imperfeito,
Resume-se em sua fé e segue em frente,
Ressurge das feridas um digno sujeito.

Trilhou caminhos difíceis entre montanhas,
Ciclo vital que se renova a cada instante.
Nunca se abate em suas duras campanhas,
Firma-se sempre rumo ao futuro brilhante.

 

32

Roma Enila

Jorge E. Leal

E ela passa por um momento,
Penso na força do seu olhar.
Alma boa que ignora o vento,
Vejo-a serena a vida desnudar.

Oba! O mundo ganha mais cor,
Ela segue firme em seu papel.
É imparável o seu grande valor,
Como uma estrela brilha no céu.

Ali caminha Enila, pura beleza,
Né, sua silhueta desenha o luar,
Graciosa na sala da natureza.


Veste um véu de noiva comigo,
Ao mundo cedo o encanto com fé,
E carrego o tempo do amor amigo.



 

 

 

23

Êxtase ViVe

Jorge E. Leal

As curvas do Inhoá Velha Guarda a cantar,
Nas décadas de 70, 80 e 90 época de viver.
Nos tempos antigos começam a relembrar,
Resenha raiz que o tempo não vai esquecer.

Entre lendas da noite e copos pro ar,
Bar do Getúlio e Bar do Zé, o papo fluía.
Histórias de Vila Velha vamos brindar,
No Cabeça e Bar do Brás, quanta alegria!

Bar dos Meninos, Britz e o velho Carioca,
Tem Defume’s, Bar Botequim, Vila Quitanda.
Da Dulci e do Magrinho, a saudade sufoca,
Brisamar e o Vila Botequim na mesma banda.

Cerveja gelada no DiMarino e no Mangue Beer,
Na Cervejaria Bigstep ou no Butteco's Vitalino.
Black Rock, Emmabier, Marlin Azul a interagir,
Fechava a rodada no Jojo's Petiscaria o destino.

Quem curte um som atual este é o sinal,
Do Nook Beach Club ao Mahai e Bombar.
Five Sport Bar e o Blackjack sem igual,
No Parque da Prainha a noite via acabar.

Bambara chamava, Peruggias Lounge vem,
Os grandes salões faziam a cidade vibrar.
Hood Tap Bar trazia o chope que faz bem,
E o Clube Atlético punha o povo a dançar.

O Albatroz, o Libanês e o Olímpico a ferver,
Na pista da Blow Up e Casa Velha agitação.
Club do Glória e ARCI o baile ia amanhecer,
Correria Music Bar era só um na pulsação.

Villa Bohemia e Cafe de la Musique só glória,
A madrugada pedia bis no destino secreto.
Trap Club e Mansion Pop marcaram a história,
Absinto Club e Sayonara não eram só afeto.

Ibiza Hotel Club, Night Club House a acolher,
Pelos caminhos do amor em total discrição.
Star Drinks, Lady Laura a noite preencher,
As cortesãs tão livres viram pura tentação.

Privê Las Vegas ou Yes com seu fulgor,
Gente, encontros ou cantos e noite viva.
Se Kza ou no silêncio do Tipiti sela amor,
E na alma capixaba não fica sem diva.

São memórias de ouro fincadas no coração,
De uma Velha Vila boêmia, eterna tradição.

 

26

Ode ao Caos

Jorge E. Leal


Brilha estrela vermelha da ganância,
Queima sementes nos campus elísis.
O ódio enterra a raiz da intolerância,
Ceifa-se o que é bom da terra brasilis.

Rouba-se a construção dessa história,
Apagando-nos ainda o que nos resta.
Não ficando nada em nossa memória,
Só há ressignificação que não presta.

Então acaba o povo sem tua aliança,
Falsas promessas e suas glórias anãs,
Abatem nossa espirituosa esperança.

Enforcam vossa entorpecida liberdade,
Alardeiam um melhor futuro no tempo,
E tudo volta ao normal no céu da cidade.

 

 

 

 

 

 

 

25

Dança Das Oito

Jorge E. Leal

 

O tempo certo a cada hora,
Combate feroz, eterna dança.
O
tatame treme e melhora,
No muay thai a vida avança.

O cruzado esquenta a batalha,
Com jab rápido rasgando o ar.
O uper furando a guarda falha,
No
direto forte para nocautear.

O tip afasta um perigo iminente,
Com prajied só honra e glória.
O
chute baixo cala o oponente,
No
chute alto sobrevoa vitória.

O Cotovelo com corte navalha,
Com ciclo eterno ataque defesa.
O
Joelho duro não deixa falha,
No guerreiro sua real grandeza.

O embalo da guerra dita passo,
Com olhos de águia fita o alvo.
O soco tailandês não tem espaço,
No movimento ninguém é salvo.

O verdadeiro campeão sabe chegar,
Com garra o falcão prende atenção.
O salto
de um tigre a tudo acabar,
No rol frieza, disciplina e emoção.

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Livros

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