Maria Antonieta Matos

Maria Antonieta Matos

n. 1949 PT PT

Maria Antonieta Rosado Mira Valentim de Matos - MARIA ANTONIETA MATOS, nasceu em 1949 em Terena, Concelho de Alandroal e reside em Évora, Alentejo, Portugal

n. 1949-01-09, S. Pedro de Terena - Alandroal - Evora

Perfil
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BRINCAR COM O ALFABETO

Vamosbrincar com as letras

Asletras do alfabeto

Semas letras não aprendes

Aler e a escrever correto


Como A, dizes Amigo

Como B, que ele é Bonito

Como C, está de Castigo

Como D, que Deprimido!

Como E, Elogiado

Como F, Festejado

Como G, foi Gabado

Como H, Hipnotizado

Como I, Incontrolado

Como J, o José

Levouo K, para o Karaté

Disseao L, és leviano

Vamosaprender outras letras

Poisquero passar de ano


OM, então Mergulhou

Como N, Namorou

Como O, se Ofendeu

Como P, se Perdeu

Como Q, Queria

Queo R, à Revelia

Trouxesseo S, Sabedor

Parao T, que é Traidor

Tero U, e Usufruir

DoV, Verdadeiro

Apagaro W, Washington

Queé letra do estrangeiro


Tocacom o X, o Xilofone

Acompanhaa letra Y, ípsilon

Epara escrita fazer sentido

Ouvebem o que te digo

Procuraligar pelo som

Asvogais e consoantes

Formapalavras a silabar

Escrevecoisas importantes


Eo alfabeto chegou ao fim

Como Z a reZingar

Porquequeria uma palavra

Como Z a começar


MariaAntonieta Matos 10-09-2012

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Biografia
Maria Antonieta Rosado Mira Valentim de Matos - MARIA ANTONIETA MATOS, nasceu em 1949 em Terena, Concelho de Alandroal e reside em Évora, Alentejo, Portugal. Aposentada da Função Pública. Edição de livros - “Visita à Aldeia da Terra” (2011) - Fez apresentação do livro em escolas e Bibliotecas Municipais para crianças do jardim-de-infância, escola básica e séniores. Colabora em vários grupos de poesia e blogs - “Olhares Ritmados” (2022) Participação em Coletâneas: “Poetizar Monsaraz - Vol I” (2013) “Poetizar Monsaraz Vol II” (2013) “Nós Poetas Editamos V” (2014) “Nós Poetas Editamos VI” (2014) “Sentir D’um Poeta” (2014) “Eternamente Poeta” (2014) “Poesia sem Gavetas Parte III” (2014) “Conto de Poetas Parte III” (2014) “Poemário 2015” “Amor Eterno” (2015) "Apenas Saudade" (2015) "Poemário 2016" " Fusão de Sentires" (2016) "Poemário 2017" (2016) "Mais Mulher" (2017) "Perdidamente II" (2017) "Sopro de Poesia" (2017) "Poesia a Cores" (2017) "Dança das Palavras" (2017) "Poesia com Recticências (...) (2017) “Gelo Branco e Natal” (2018) "Poemário 2018" "Cascata de Palavras" (2018) “Perdidamente volume III” (2018) “Apenas Saudade Volume II” (2018) “Poem’ Art” (2019) “Delírios de Verão” (2019) “Delírios de Outono” (2019) “Évora Poesia Coletânea (2021) Formato digital - ICÉ “Verso e Prosa” – Maria Antonieta Matos e outros - Poesia na escola” (2023) autores, Brodowski - São Paulo-Brasil “Évora Poesia II Volume” (2026) - Formato Digital - ICÉ

Poemas

426

A MANSÃO DA MARIQUINHAS

Lá no alto da colina, junto ao largo do jardim,
Há uma casa iluminada que parece não ter fim.
Tem varandas rendilhadas, mil janelas a brilhar,
É a mansão da Mariquinhas, toda a gente a comentar.


Ai, Mariquinhas, que grande mansão,
Com lustres de ouro e fonte no salão.
Mas quem lá entra ouve esta canção:
Vale mais um abraço que toda a ilusão.


Tem piano na sala grande, tem espelhos pelo ar,
Tem cortinas de veludo e um relógio a badalar.
Mas no meio de tanta riqueza, de tão fina decoração,
Falta o riso verdadeiro que aquece o coração.


Ai, Mariquinhas, que grande mansão,
Com lustres de ouro e fonte no salão.
Mas quem lá entra ouve esta canção:
Vale mais um abraço que toda a ilusão.


Numa noite de luar claro, Mariquinhas foi pensar,
De que serve tanta prata sem alguém pra partilhar?
Abriu portas e janelas, pôs a mesa até ao fim,
E chamou toda a vizinhança para um baile no jardim.


Hoje a casa está mais viva, ouve-se gente a cantar,
Há gargalhadas pelos cantos e crianças a dançar.
Pois aprendeu a Mariquinhas, sem luxo nem condição,
Que a maior das grandes riquezas mora na união.


Ai, Mariquinhas, tua bela mansão,
Agora tem vida, calor e emoção.
Porque o verdadeiro tesouro, meu irmão,
É ter amor a morar no coração.

 

Com florinhas no cabelo a Mariquinhas faz furor,
Quando passa na viela, toda ela é graça e cor.
Traz um xaile azul aos ombros, leva o sol no seu olhar,
E até a lua se demora só p’ra a ver passar.

 

Na mansão da Mariquinhas há segredos de encantar,
Há guitarras nas janelas sempre prontas a tocar.
E ao cair de cada tarde, quando o sino dá sinal,
Já se dança e já se canta num arraial sem igual.

 

Ó Mariquinhas, menina de eleição,
Tens nas mãos a alegria e no peito uma canção.
Quem te vê logo suspira, sem saber bem a razão,
Se é das flores no cabelo, se é da luz do coração.

5

A MANSÃO DA MARIQUINHAS

Lá no alto da colina, junto ao largo do jardim,
Há uma casa iluminada que parece não ter fim.
Tem varandas rendilhadas, mil janelas a brilhar,
É a mansão da Mariquinhas, toda a gente a comentar.


Ai, Mariquinhas, que grande mansão,
Com lustres de ouro e fonte no salão.
Mas quem lá entra ouve esta canção:
Vale mais um abraço que toda a ilusão.


Tem piano na sala grande, tem espelhos pelo ar,
Tem cortinas de veludo e um relógio a badalar.
Mas no meio de tanta riqueza, de tão fina decoração,
Falta o riso verdadeiro que aquece o coração.


Ai, Mariquinhas, que grande mansão,
Com lustres de ouro e fonte no salão.
Mas quem lá entra ouve esta canção:
Vale mais um abraço que toda a ilusão.


Numa noite de luar claro, Mariquinhas foi pensar,
De que serve tanta prata sem alguém pra partilhar?
Abriu portas e janelas, pôs a mesa até ao fim,
E chamou toda a vizinhança para um baile no jardim.


Hoje a casa está mais viva, ouve-se gente a cantar,
Há gargalhadas pelos cantos e crianças a dançar.
Pois aprendeu a Mariquinhas, sem luxo nem condição,
Que a maior das grandes riquezas mora na união.


Ai, Mariquinhas, tua bela mansão,
Agora tem vida, calor e emoção.
Porque o verdadeiro tesouro, meu irmão,
É ter amor a morar no coração.

 

Com florinhas no cabelo a Mariquinhas faz furor,
Quando passa na viela, toda ela é graça e cor.
Traz um xaile azul aos ombros, leva o sol no seu olhar,
E até a lua se demora só p’ra a ver passar.

 

Na mansão da Mariquinhas há segredos de encantar,
Há guitarras nas janelas sempre prontas a tocar.
E ao cair de cada tarde, quando o sino dá sinal,
Já se dança e já se canta num arraial sem igual.

 

Ó Mariquinhas, menina de eleição,
Tens nas mãos a alegria e no peito uma canção.
Quem te vê logo suspira, sem saber bem a razão,
Se é das flores no cabelo, se é da luz do coração.

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A MANSÃO DA MARIQUINHAS

Lá no alto da colina, junto ao largo do jardim,
Há uma casa iluminada que parece não ter fim.
Tem varandas rendilhadas, mil janelas a brilhar,
É a mansão da Mariquinhas, toda a gente a comentar.


Ai, Mariquinhas, que grande mansão,
Com lustres de ouro e fonte no salão.
Mas quem lá entra ouve esta canção:
Vale mais um abraço que toda a ilusão.


Tem piano na sala grande, tem espelhos pelo ar,
Tem cortinas de veludo e um relógio a badalar.
Mas no meio de tanta riqueza, de tão fina decoração,
Falta o riso verdadeiro que aquece o coração.


Ai, Mariquinhas, que grande mansão,
Com lustres de ouro e fonte no salão.
Mas quem lá entra ouve esta canção:
Vale mais um abraço que toda a ilusão.


Numa noite de luar claro, Mariquinhas foi pensar,
De que serve tanta prata sem alguém pra partilhar?
Abriu portas e janelas, pôs a mesa até ao fim,
E chamou toda a vizinhança para um baile no jardim.


Hoje a casa está mais viva, ouve-se gente a cantar,
Há gargalhadas pelos cantos e crianças a dançar.
Pois aprendeu a Mariquinhas, sem luxo nem condição,
Que a maior das grandes riquezas mora na união.


Ai, Mariquinhas, tua bela mansão,
Agora tem vida, calor e emoção.
Porque o verdadeiro tesouro, meu irmão,
É ter amor a morar no coração.

 

Com florinhas no cabelo a Mariquinhas faz furor,
Quando passa na viela, toda ela é graça e cor.
Traz um xaile azul aos ombros, leva o sol no seu olhar,
E até a lua se demora só p’ra a ver passar.

 

Na mansão da Mariquinhas há segredos de encantar,
Há guitarras nas janelas sempre prontas a tocar.
E ao cair de cada tarde, quando o sino dá sinal,
Já se dança e já se canta num arraial sem igual.

 

Ó Mariquinhas, menina de eleição,
Tens nas mãos a alegria e no peito uma canção.
Quem te vê logo suspira, sem saber bem a razão,
Se é das flores no cabelo, se é da luz do coração.

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APESAR DA MINHA IDADE

Apesar da minha idade, continuo em aprendizagem,
como rio que segue um curso, sem perder a viagem.
Cada ruga que trago é mapa da minha vivência,
mas o saber renasce sempre numa nova experiência.

Os anos não encerram o brilho da descoberta,
nem fecham a janela aberta para o mundo.
Aprender é caminho, é chama que perdura,
é dar à própria vida mais sentido e ternura.

Ainda escuto o tempo com sede de entender,
pois há sempre um horizonte a chamar-me para crescer.
E trago esta certeza, serena e verdadeira:
quem aprende até ao fim mantém a alma inteira.

Maria Antonieta Matos - 10-05-2026

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A MANSÃO DA MARIQUINHAS

Lá no alto da colina, junto ao largo do jardim,
Há uma casa iluminada que parece não ter fim.
Tem varandas rendilhadas, mil janelas a brilhar,
É a mansão da Mariquinhas, toda a gente a comentar.


Ai, Mariquinhas, que grande mansão,
Com lustres de ouro e fonte no salão.
Mas quem lá entra ouve esta canção:
Vale mais um abraço que toda a ilusão.


Tem piano na sala grande, tem espelhos pelo ar,
Tem cortinas de veludo e um relógio a badalar.
Mas no meio de tanta riqueza, de tão fina decoração,
Falta o riso verdadeiro que aquece o coração.


Ai, Mariquinhas, que grande mansão,
Com lustres de ouro e fonte no salão.
Mas quem lá entra ouve esta canção:
Vale mais um abraço que toda a ilusão.


Numa noite de luar claro, Mariquinhas foi pensar,
De que serve tanta prata sem alguém pra partilhar?
Abriu portas e janelas, pôs a mesa até ao fim,
E chamou toda a vizinhança para um baile no jardim.


Hoje a casa está mais viva, ouve-se gente a cantar,
Há gargalhadas pelos cantos e crianças a dançar.
Pois aprendeu a Mariquinhas, sem luxo nem condição,
Que a maior das grandes riquezas mora na união.


Ai, Mariquinhas, tua bela mansão,
Agora tem vida, calor e emoção.
Porque o verdadeiro tesouro, meu irmão,
É ter amor a morar no coração.

 

Com florinhas no cabelo a Mariquinhas faz furor,
Quando passa na viela, toda ela é graça e cor.
Traz um xaile azul aos ombros, leva o sol no seu olhar,
E até a lua se demora só p’ra a ver passar.

 

Na mansão da Mariquinhas há segredos de encantar,
Há guitarras nas janelas sempre prontas a tocar.
E ao cair de cada tarde, quando o sino dá sinal,
Já se dança e já se canta num arraial sem igual.

 

Ó Mariquinhas, menina de eleição,
Tens nas mãos a alegria e no peito uma canção.
Quem te vê logo suspira, sem saber bem a razão,
Se é das flores no cabelo, se é da luz do coração.

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DÁ-ME UM ABRAÇO

Dá-me um abraço,
um abraço verdadeiro,
daqueles que calam o mundo
e falam primeiro.

Dá-me um abraço apertado,
sem margem para o medo,
que me desarme por dentro
e me guarde em segredo.

Deixa-me sem espaço,
sem ar, sem chão,
que eu caiba inteira
na tua mão.

Que seja abrigo no frio,
semente no deserto,
um silêncio cheio
de tudo o que é certo.

Dá-me um abraço 
não breve, não passageiro 
mas desses que ficam
mesmo depois do corpo inteiro.

11

OS OLHOS DO MEU AMOR

Os olhos do meu amor tocam ao meu coração,
como estrelas a brilhar na calma da escuridão.
Têm o brilho das manhãs, o mistério do luar,
e no silêncio do seu olhar fazem minha alma cantar.

Quando pousam sobre mim, param o tempo e a razão,
fazem festa no meu peito, acendem cada emoção.
São abrigo, são caminho, são ternura e direção,
um universo inteiro preso numa só visão.

Neles mora a primavera, mesmo em dias de inverno,
há promessa de carinho, doce e simples, tão eterno.
E se um dia me perder na poeira da ilusão,
basta olhar nos seus olhos para encontrar salvação.

Maria Antonieta Matos - 08-05-2026

10

CONVERSEI COM O MOINHO DE VENTO

Conversei com o moinho de vento

num fim de tarde, quieto, quase suspenso.

As pás giravam como quem pensa devagar,

e eu perguntei-lhe: “o que é viver sem parar?”

Ele riu num rangido antigo de madeira:

“É dançar com o invisível a vida inteira.

O vento vem e vai, nunca é meu,

mas sem ele, diz-me… quem sou eu?”

Sentei-me na terra, ouvindo o seu girar,

como se cada volta fosse um segredo a contar.

“E não te cansas?”, arrisquei dizer,

“de rodar sempre, sem nunca escolher?”

“Cansa o que é preso, não o que flui,”

respondeu o moinho, firme e gentil.

“Eu não persigo o vento que passa,

eu aceito o sopro — e faço dele graça.”

O sol descia, dourando o momento,

e eu já entendia melhor o movimento.

Nem tudo que gira está perdido, afinal,

às vezes, é só a vida em estado natural.

— Moinho, porque giras sem cessar?

— Porque o vento me chama para trabalhar.

— E o que fazes com tanta voltinha no ar?

— Transformo sopros em pão por chegar.

— Não te perdes nesse rodopio constante?

— Perder-me seria ficar ignorante.

Cada volta é trigo que deixo de ser,

para em farinha o mundo poder comer.

— E quando o vento decide parar?

— Eu descanso, sem medo de esperar.

Também no silêncio há função escondida:

guardar força para a próxima vida.

— E esse ranger, parece cansaço?

— É só o tempo marcando o compasso.

Sou madeira que fala, ferro que sente,

trabalho antigo, mas sempre presente.

— Moinho, ensina-me a tua lição.

— Trabalha com o invisível na mão.

Não prendas o vento, nem fujas do chão:

faz do que passa a tua criação.

— Moinho, o que fazes com o grão que te chega?

— Dou-lhe destino na mó que não nega.

Entre pedra e tempo, num abraço certeiro,

a semente desfaz-se — e nasce o primeiro.

— Primeiro o quê, se tudo ali se parte?

— Primeiro o milagre da mudança em arte.

A mó canta baixo, num roçar contínuo,

e o trigo rende-se ao gesto mais íntimo.

— E depois dessa farinha leve como o ar?

— Vêm mãos pacientes para a amassar.

Água fermento e sal, num encontro profundo,

fazem da massa um pequeno mundo.

— E o pão, moinho, quando ganha vida?

— Quando o fogo lhe dá forma aquecida.

No forno repousa, cresce em silêncio,

até romper em aroma e pertenço.

— E quando sai, dourado, a fumegar?

— É mais que alimento, é casa no ar.

Pão quentinho, nascido do vento e da mão,

é o fim da viagem… e nova criação.

Maria Antonieta Matos

66

NÃO QUERO GUERRAS; NÂO QUERO CONFLITOS

Não quero guerras, não quero conflitos,

quero mares calmos e ventos benditos.

Quero o riso solto das crianças na rua,

e o brilho sereno da noite com lua.

Não quero gritos nem fúria em punho,

quero o abraço… esse doce cunho

que sela promessas e cura feridas,

dando sentido às horas vividas.

Não quero ódio, nem muralhas frias,

quero pontes feitas de alegrias.

Quero o pão partilhado à mesa,

onde a paz é simples, mas pesa.

Não quero guerras, nem armas erguidas,

quero histórias de mãos unidas.

Pois se o amor for o nosso fardo,

o mundo será leve, e será mais tardo.

Não quero guerras, não quero conflitos,

quero caminhos limpos, passos convictos.

Quero o sol inteiro nas manhãs claras,

e a paz nas vozes que outrora foram raras.

Não quero ferros, nem grilhões humanos,

nem ódios velhos, nem enganos.

Quero a esperança em flor nas janelas,

e os corações abertos como estrelas.

Não quero tronos de poder vazio,

quero o labor humilde, o pão macio.

Quero a canção que o campo murmura,

e o tempo manso que a alma cura.

Maria Antonieta Matos

95

FOGO DE OUTRORA

Sinto desejo de ter, na mesma hora,

Esse fogo de outrora que me ardia,

Chama febril que em sonhos me consumia,

Luz que do peito em ânsias se evapora.

Era loucura, sim, que me devora,

Delírio doce em febre que me guia,

A mesma chama que o tempo desafia,

E que a razão, vencida, ignora e chora.

Oh labareda antiga, vem, retorna,

Acorda em mim a fúria tão perdida,

Refaz em chamas a alma que se deforma.

Pois sem o teu calor não há mais vida,

E o coração, sem fogo, se transforma

Num frio mármore em sombra endurecida.

Maria Antonieta Matos

23

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Comentários (8)

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obrigado por me ler

Val
Val

Gostei , escreves bem :)

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