Lista de Poemas
mente
mente alucinada
mente perdida
e achada
mente
que
mente
e desmente a verdade
certa
mente maldita
que acredita
na liberdade bem dita
A minha menina
Vinte anos, como é difícil acatar
tantas emoções estranhas
que uma mãe sente
de vermos os filhos crescer
queremos agarra los e queremos solta-los
queremos sufoca los de beijos, mas contemos-nos, para não excedermos
pensamos em dar o exemplo da contenção como em tudo na vida,
pois é, o exemplo,...
Um manual de exemplos sem edição alguma,...
Não sou muito de abraços e beijos
de dizer amo-te minha filha a qualquer momento.
detesto a banalidade de sentimentos profundos
Mas tu sabes minha Sofia
sou e estou,
serei e estarei
sempre presente na tua vida,
porque tu és parte da minha essência
Mas hoje será o dia de todos os excessos,
porque tu mereces ,todo o excesso sem medida alguma
de carinho e de amor
de aventura e de alegria
de energia e de dança
de cantigas e sorrisos
de beijinhos e abraços
porque tu és,tudo isto e muito, muito mais
Parabéns!
Amo-te minha filha!
30/12/2015
pmariabotelho
Esta casa
Esta casa tem paredes brancas
que encerram em si
tanto de vazio como de silêncio
25/12/2015
pmariabotelho
Um rio de liberdade
na segunda pessoa
seria fácil
mas
não o faço
Qualificar e adjetivar
seria fácil
mas
não o faço
estamos em época Natalícia
milhares de pessoas
doces e orações
prendas e lembranças
bilhetes e surpresas
férias e alegrias
mas a mim nada me apetece
que me importa se chove
que me importa se faz frio
que me importa se o vento é forte
se é sexta-feira ou sábado
porque hoje nada mesmo apetece
que respeites o momento
do castanho ou do vermelho
do branco ou do pasmo
sim já importa
dizem que quem escreve é triste
que me importa
que o digam
tem tanto de absolutamente errado
como de absolutamente certo
escrevo e sou feliz
com certeza que nem sempre
e a minha essência
nem sempre é movida pela tristeza
antes do sonho
ou da longa estrada
já morei aqui
e no teu pensamento
ninguém ordena
ninguém controla
é certo que mora apenas e tão só
dentro de mim ou de ti
um rio de liberdade!
Quanta vaidade!
Irei desaguar em águas límpidas e serenas
porque minha alma sedenta dessa vaidade
incorpora em si a transparência e a verdade!
19/12/2015
pmariabotelho
Não é mais um tempo divino
Não é mais um tempo divino
Partilho um tempo dividido entre a consciência o sonho e a realidade
Partilho um tempo dividido entre a juventude e a maturidade.
Partilho um tempo absorvido mas limitado.
È finita esta maresia
e de todo não sei qual foi o ventre que a fecundou
tragos de saliva sucessivos
Não é mais um tempo divino
um tempo de magia e de verdade
não é mais
Partilho a única verdade do finito ser
muito para lá de um mar revoltado
que chama por todos nós
Avisam-se e vivem-se tempos de guerra
Avisam-se e vivem-se tempos de solidão
Mas o tempo é de todos o único não reciclável
o presente não existe tudo é passado,
como podemos construir um passado em desassossego
O individualismo /o consumismo
A falta de respeito/ a incompreensão
A solidão/ a doença/ a fome
A guerra/ a destruição da natura mãe
Mas o pensamento(...)
somos o que pensamos
e eu saberei amar
pmariabotelho
08/12/2015
Convido-te ao encontro
Convido-te ao encontro
Porque só tenho uma palavra a dizer-te
Mas,
Não me apetece escreve-la
E por ti
Convido todos os pássaros
Convido todas as flores
Convido todos os rios
Convido todas as montanhas
Ao encontro
Dessa tua fragilidade
Essa linha demasiadamente ténue
Que nos divide da realidade e da loucura
Sempre tão injusta para aqueles que amam
Doeu, como doeu!
Quando o silêncio matou todas as tuas questões
E a quando a solidão atormentou todos teus dias
E foram com certeza tantos os teus porquês
Razões que não rezaram alegrias
sucessivos pensamentos inseguros e desamparados
questiono-me
Mas, quem poderá assegurar o nosso equilíbrio
Homenagem a quem ama
Porque só quem ama
Sabe do que falo
E repudio e tenho asco das desventuras imerecidas
Convido-te ao encontro
pmariabotelho
13.12.2015
Sempre igual
Cresce!
Porque a revolta dos teus dias
sempre iguais
serão sempre a tua
e eterna
luta desigual!
pmariabotelho
29.08.2015
Por cada palavra
Por cada palavra
Certo será sempre o meu gesto
Desde a palavra amor
À palavra Mãe
pmariabotelho
07.07.2015
Quase, três dias sem mudança…
Quase, três dias sem mudança…
Quase, três dias sem mudança… A lucidez de uma manha fresca e doentia com tantos pensamentos intactos e com alucinações reais, como se isso fosse mesmo impossível, de alucinarmos com verdadeiras e estranhas manias de pesar gestos ou atitudes,… tanto tempo em silêncio, matando em cada fração de segundos a genuína malvadez que nos confere a diferença. Porquê?! Tantos silêncios e vazios? Saberei um dia justifica-los?Saberei algum dia saber dos seus porquês? Esvaziar a mente, soltar na folha embranco o que nos vai na alma, sem nenhuma barreira, porque aqui neste pedaço depapel, nesta página em branco os anjos podem não ter asas e o céu pode ser umfio de cabelo. Nada detém o pensamento e as mãos que transformam as ideias empalavras e os olhos que procuram as letras para definir ilusões em reaisemoções, aqui sim os milagres existem mesmo… A água que bebo seja pedra e oualga, verde ou cinza, será aquilo que eu quiser, daí a liberdade total deexpressão que transforma um escritor num sonâmbulo arquiteto de teorias. Cada dia que passa corre nasveias o pulsar de um coração ameno. A revolta não vive porque as pausas são emdemasia e acarretam em si a calma estonteante de um corpo cansado. Procura masnão encontra o compasso, quiçá a sinfonia da sua vida seja tão abstrata, quedificilmente encontra o fio da sua meada. Um rebanho de ideias povoam e já nadarecorda e já nada lhe é difícil. Mas o que custa muito é a demora da pausa obatimento cardíaco sentido a rigor. Todos precisamos de refrescar a gargantaquando temos sede, mas a alma, teme de loucura quando abundamos na secura, porisso não sejamos loucos em matar à sede ambos. Palavras nada mais que palavras. Ela acordou e foi ao café, que fica no caminho do seutrabalho, tomar o pequeno-almoço. Nada de especial, ninguém para conversar, senão fossem aqueles bons dias dados por educação, não se passava nada. De caminhoparou o carro, no cimo da rua para fumar um cigarro, quando o dia aindaacordava e a cidade toda ela estava mergulhada numa manhã estremunhada e fria.Sentia-se muito bem lá em cima daquela colina,… Pensava mais um dia que começa,…Não rezou o Pai-nosso como era de costume e de pedir ajuda ao seu São Bentinhoum novo dia de alegria, para que tudo corresse bem,…não o fez, deixou de ofazer algum tempo atrás, sabe-se lá o porquê? De regresso ao posto de trabalhocompletou mais uma manha de cálculos e gestão, fez alguns contatos, estabeleceualgumas regras e orientou algum serviço. Meticulosamente arquivou todos osdocumentos e anotou tudo, como sempre o fez e aprendeu a deixar tudo no seulugar de modo a que se no dia seguinte morresse outro alguém saberia exatamenteo que fazer… Chegada a hora do almoço, a correria das compras, para que nãofalhasse nada.
pmariabotelho
23.06,2015
o mar não mora aqui
que o mar morasse aqui
mesmo aqui
frente com frente
bem pertinho e que a rebentação das ondas
fossem completamente arrebatadoras
e que o meu pasmo e silêncio
fosse quebrado
sentissem
as ínfimas partículas da água salgada
e este rosto posto em sossego perante si
estaria sempre exposto
na espera de mais ondas
mas, o mar não mora aqui
01.07.2015
pmariabotelho
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