Lista de Poemas

mente

mente alucinada

mente perdida

e achada

mente

que

mente

e desmente a verdade

certa

mente maldita

que acredita

na liberdade bem dita

442

A minha menina

Tu és assim,... A minha menina
Vinte anos, como é difícil acatar
tantas emoções estranhas
que uma mãe sente
de vermos os filhos crescer
queremos agarra los e queremos solta-los
queremos sufoca los de beijos, mas contemos-nos, para não excedermos
pensamos em dar o exemplo da contenção como em tudo na vida,
pois é, o exemplo,...
Um manual de exemplos sem edição alguma,...
Não sou muito de abraços e beijos
de dizer amo-te minha filha a qualquer momento.
detesto a banalidade de sentimentos profundos
Mas tu sabes minha Sofia
sou e estou,
serei e estarei
sempre presente na tua vida,
porque tu és parte da minha essência

Mas hoje será o dia de todos os excessos,
porque tu mereces ,todo o excesso sem medida alguma
de carinho e de amor
de aventura e de alegria
de energia e de dança
de cantigas e sorrisos
de beijinhos e abraços
porque tu és,tudo isto e muito, muito mais
Parabéns!
Amo-te minha filha!
30/12/2015
pmariabotelho


460

Esta casa

Esta casa tem paredes brancas

que encerram em si

tanto de vazio como de silêncio

25/12/2015
pmariabotelho

387

Um rio de liberdade

Conjugar verbos
na segunda pessoa
seria fácil
mas
não o faço
Qualificar e adjetivar
seria fácil
mas
não o faço

estamos em época Natalícia
milhares de pessoas
doces e orações
prendas e lembranças
bilhetes e surpresas
férias e alegrias
mas a mim nada me apetece

que me importa se chove
que me importa se faz frio
que me importa se o vento é forte
se é sexta-feira ou sábado
porque hoje nada mesmo apetece
que respeites o momento
do castanho ou do vermelho
do branco ou do pasmo
sim já importa

dizem que quem escreve é triste
que me importa
que o digam
tem tanto de absolutamente errado
como de absolutamente certo

escrevo e sou feliz
com certeza que nem sempre

e a minha essência
nem sempre é movida pela tristeza
antes do sonho
ou da longa estrada
já morei aqui
e no teu pensamento
ninguém ordena
ninguém controla
é certo que mora apenas e tão só
dentro de mim ou de ti
um rio de liberdade!
Quanta vaidade!
Irei desaguar em águas límpidas e serenas
porque minha alma sedenta dessa vaidade
incorpora em si a transparência e a verdade!

19/12/2015
pmariabotelho
345

Não é mais um tempo divino

Não é mais um tempo divino

Partilho um tempo dividido entre a consciência o sonho e a realidade

Partilho um tempo dividido entre a juventude e a maturidade.

Partilho um tempo absorvido mas limitado.

È finita esta maresia

e de todo não sei qual foi o ventre que a fecundou

tragos de saliva sucessivos

Não é mais um tempo divino

um tempo de magia e de verdade

não é mais

Partilho a única verdade do finito ser

muito para lá de um mar revoltado

que chama por todos nós

Avisam-se e vivem-se tempos de guerra

Avisam-se e vivem-se tempos de solidão

Mas o tempo é de todos o único não reciclável

o presente não existe tudo é passado,

como podemos construir um passado em desassossego

O individualismo /o consumismo

A falta de respeito/ a incompreensão

A solidão/ a doença/ a fome

A guerra/ a destruição da natura mãe

Mas o pensamento(...)

somos o que pensamos

e eu saberei amar

pmariabotelho

08/12/2015

421

Convido-te ao encontro

Convido-te ao encontro

Porque só tenho uma palavra a dizer-te

Mas,
Não me apetece escreve-la

E por ti

Convido todos os pássaros

Convido todas as flores

Convido todos os rios

Convido todas as montanhas

Ao encontro

Dessa tua fragilidade

Essa linha demasiadamente ténue

Que nos divide da realidade e da loucura

Sempre tão injusta para aqueles que amam

Doeu, como doeu!

Quando o silêncio matou todas as tuas questões

E a quando a solidão atormentou todos teus dias

E foram com certeza tantos os teus porquês

Razões que não rezaram alegrias
sucessivos pensamentos inseguros e desamparados

questiono-me

Mas, quem poderá assegurar o nosso equilíbrio
Homenagem a quem ama
Porque só quem ama

Sabe do que falo

E repudio e tenho asco das desventuras imerecidas

Convido-te ao encontro

pmariabotelho

13.12.2015

388

Sempre igual

Cresce!

Porque a revolta dos teus dias

sempre iguais

serão sempre a tua

e eterna

luta desigual!


pmariabotelho

29.08.2015


316

Por cada palavra

Por cada palavra

Certo será sempre o meu gesto

Desde a palavra amor

À palavra Mãe


pmariabotelho

07.07.2015

499

Quase, três dias sem mudança…

Quase, três dias sem mudança…

Quase, três dias sem mudança… A lucidez de uma manha fresca e doentia com tantos pensamentos intactos e com alucinações reais, como se isso fosse mesmo impossível, de alucinarmos com verdadeiras e estranhas manias de pesar gestos ou atitudes,… tanto tempo em silêncio, matando em cada fração de segundos a genuína malvadez que nos confere a diferença. Porquê?! Tantos silêncios e vazios? Saberei um dia justifica-los?Saberei algum dia saber dos seus porquês? Esvaziar a mente, soltar na folha embranco o que nos vai na alma, sem nenhuma barreira, porque aqui neste pedaço depapel, nesta página em branco os anjos podem não ter asas e o céu pode ser umfio de cabelo. Nada detém o pensamento e as mãos que transformam as ideias empalavras e os olhos que procuram as letras para definir ilusões em reaisemoções, aqui sim os milagres existem mesmo… A água que bebo seja pedra e oualga, verde ou cinza, será aquilo que eu quiser, daí a liberdade total deexpressão que transforma um escritor num sonâmbulo arquiteto de teorias.

Cada dia que passa corre nasveias o pulsar de um coração ameno. A revolta não vive porque as pausas são emdemasia e acarretam em si a calma estonteante de um corpo cansado. Procura masnão encontra o compasso, quiçá a sinfonia da sua vida seja tão abstrata, quedificilmente encontra o fio da sua meada. Um rebanho de ideias povoam e já nadarecorda e já nada lhe é difícil. Mas o que custa muito é a demora da pausa obatimento cardíaco sentido a rigor. Todos precisamos de refrescar a gargantaquando temos sede, mas a alma, teme de loucura quando abundamos na secura, porisso não sejamos loucos em matar à sede ambos. Palavras nada mais que palavras.

Ela acordou e foi ao café, que fica no caminho do seutrabalho, tomar o pequeno-almoço. Nada de especial, ninguém para conversar, senão fossem aqueles bons dias dados por educação, não se passava nada. De caminhoparou o carro, no cimo da rua para fumar um cigarro, quando o dia aindaacordava e a cidade toda ela estava mergulhada numa manhã estremunhada e fria.Sentia-se muito bem lá em cima daquela colina,… Pensava mais um dia que começa,…Não rezou o Pai-nosso como era de costume e de pedir ajuda ao seu São Bentinhoum novo dia de alegria, para que tudo corresse bem,…não o fez, deixou de ofazer algum tempo atrás, sabe-se lá o porquê? De regresso ao posto de trabalhocompletou mais uma manha de cálculos e gestão, fez alguns contatos, estabeleceualgumas regras e orientou algum serviço. Meticulosamente arquivou todos osdocumentos e anotou tudo, como sempre o fez e aprendeu a deixar tudo no seulugar de modo a que se no dia seguinte morresse outro alguém saberia exatamenteo que fazer… Chegada a hora do almoço, a correria das compras, para que nãofalhasse nada.

pmariabotelho

23.06,2015


348

o mar não mora aqui

gostaria
que o mar morasse aqui
mesmo aqui
frente com frente
bem pertinho e que a rebentação das ondas
fossem completamente arrebatadoras
e que o meu pasmo e silêncio
fosse quebrado
sentissem
as ínfimas partículas da água salgada
e este rosto posto em sossego perante si
estaria sempre exposto
na espera de mais ondas

mas, o mar não mora aqui

01.07.2015
pmariabotelho
360

Comentários (0)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.

NoComments