Lista de Poemas
perdidos no deserto
sem chão terra
sem mar àgua
apenas o encontro
absoluto
do amor
do céu e do vento
assim
ficámos
imóveis e unidos
morrendo em cada
naco de sol e sede
unídos
de lábios colados
e mãos entrelaçadas
perdidos no deserto
sem chão terra
....
pmariabotelho
29.10.2014
ausência
partiram
tantos foram aqueles
que amamos
mas
nunca anunciamos
partiram
todos aqueles
que
partilharam
um baralho
de sorrisos
de choro
de letras
de cantigas
e guitarradas
a ausência
e o silêncio
a desculpa e o obrigado
falhou
e o abraço se calhar, tambem
partiram
desta fisica toda ela racional
explicada e intrepretáda
devorada a preceito pelos média
eu não sei
para onde não sei, mesmo
não me perguntes
nem o porque
das essências
porque dessas eu só respiro e sinto
e delicio
rasgo as páginas dos jornais
e as noticias masi que fantásticas
que importa
renego a regeração da vaidade e damentira
fico fora abstraída a propósito
e em cada onda branca
que desmaia na areia
com força ou sem força
desvanece
fica o nada
o sal a vapor
e voa
cheiro a algas
cheiro a mar
03/11/2014
pmariabotelho

é um quase
é um quase de coragem
num dia claro
uma simples manifestação inquieta de alma
é um quase de cansaço e desgasto emocional
um impulso desvairado
que a alma tece
é um quase de raiva e nojo
um vómito de mentira
e um ardor angustiante
é um quase prematuro de grito
um desafio constante
e uma selva
que a vida tece
é um quase
porque não é ainda o tudo o todo
o absoluto
é um quase meio termo
a caminho da certeza
de que a vida é quase
esta apenas e só
presente
quase e apenas ausente
Pmariabotelho
18/10/2014
detesto a vaidade e o exagero
detesto a vaidade e o exagero
as palavras desajeitadas e pintadas no teu rosto
e detesto a exatidão da poesia
a rima e as estrofes
gosto do desajeitado
de um dia de vento um dia de chuva
o sol pela manha
e a peça de roupa com mais de 10 anos
mas sempre linda , claro em mim
detesto a vaidade e o exagero das cores
apenas na natura tudo entendo e gosto
nos grafites e nas telas
o exagero comove-me
mas nos corpos
nos rostos
dos que passam
o exagero deste século é um Não
ai que saudades do meu saco de plástico
da pasta da escola sempre igual
da roupa pela Páscoa
e do presente de Natal
ai que saudades dos colegas
das gargalhadas e das brincadeiras de rua
da liberdade e da alegria
pois minhas senhoras e meus senhores
já doutorados e uns tantos mal formados
tenho a dizer de bom grado
que odeio os vossos pontos
os vossos tenho disto
o posto isto
o sendo assim
o ou seja
enfim
Pmariabotelho
18/10/2014
equilibrio
no limite
a personalidade
o equilibrio emocional
sem tropeços
vertiginosamente amante
do desafio
pmariabotelho
21/1/2014
impulso contido
revoltada com o sol
que importa
serei breve
edificarei umaestátua
se for o caso
a praça é publica
para que possam saudaraquando
o impensável suceder à razão
serei louca
serei vento
serei um tempo de trevas sem trevas
serei trepadeira agarrada às tuas entranhas
para que erguidos sejamos
um impulso descontido
subiremos
subiremos
ou à muralha da China
ou Machu Picchu
Everest
que seja
será o que quisermos
meu amor
porque depois deste tempo
o pensamento
será livre
e
serei breve
20/10/2014
pmariabotelho
inacabado
oh pedaço de mim inacabado
sedento de lágrimas de chuva
ou de sal
oh pedaço de mim feito e desfeito
como as ondas
de um mar cinzento
sem revelares o segredo
das emoções ancoradas
oh pedaço de mim inagualável
aquele infímo naco
que ninguem
alcança ou desvenda
aquele que nem nós próprioscompreendemos
sentimos pela pulsação das palavras
imaginárias aquando olhamos o abstrato
e ou o concreto
fica tanto por descrever
deste pedaço de mim inacabado
sedento de loucura
e pura imaginação
assim
as gotas da chuva doce
a folha caída
no chão
e o pulsar da àgua
assim
surge a poesia
a alma de um poeta
que em tudo
feito pedaço
será sempre um pedaço de si
inacabado
pmariabotelho
15.10.2014
Deixa-me
Deixa-me
Ser a tua beleza
Deusa
E deixa-me
Sorrir, sorrir
Até ao fim
Amor
Dancemos, dancemos,…
Deixa-me
Saborear o teu beijo
és meu desejo
Pmariabotelho
27/09/2014
Breve
Breve serei
nada do que já fui ou serei
morrerá
em absoluto
riscos no céu
lua pálida
e um coração aflito
deixarei
todos os dias
em que a ausência
seja certa
Pmariabotelho
27/09/2014
Apetece
seja ele de qualquer cor
verde,amarelo, castanho
terra!!
um trago de de vento
e um tiro no escuro
um abraço de lua
nua ou vestida
pintada ou apenas branca
apetece-me ser vadia
vaguear sem compromissos
não pensar
ser idiota ou estúpida
apetece-me dar as mãos
esticar os braços e rodar rodar rodar
apetece-me um cigarro
o absurdo e o maldito
um trago de absinto
um grito desgraçado
uma rodela de limão
amarga
apetece-me
acordar de novo
e pensar que tudo isto
é um engano
a minha vida foi sempre um engano
uma desculpa
uma incerteza
um amontoado de vidas
que mataram a minha
apetece-me
uma emoção desvairada
perder a razão
e enlouquecer
31.08.2014
pmariabotelho
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