Lista de Poemas
escura
Em que parte do mundo
Perdemos o limite do som
Em que parte da vida
Excedemos todos limites
E por quê?
Amparamos em braços
a noite
Quase sempre escura
pmariabotelho
28/06/2014
592
1. A praia
1. A praia
Serás sempre sublime, pedaço de areia e mar
tardes longas de sal e sol
a maravilhosa paisagem, os olhos que não sabem matar
ausência de liberdade
voo brusco, voo tombado e faminto
será sempre sublime, lembrar-te
mesmo tão perto
quisemos esquecer tudo, quase não falamos
caminhamos e cantamos
rasgámos as páginas de jornais
a máquina , o dinheiro
a demagogia, o dia a dia
o bem e o mal, a luta
não tenho palavra maior
sublime
digna de respeito
voltaremos passo a passo
a construir novos caminhos
rumo às incertezas e fragilidades
mas a certeza, do que queremos
ver, sentir e ser
não falha!
Tenho a certeza
aonde queremos mesmo
ser ou estar e ficar
no sopé sublime da natura, sem palavras
perante ti
oh sublime e poderosa maravilha
Vozes de ondas revoltadas , apenas desmaiam
depois de cansadas , nas mãos da areia quente
Que dizem?
Saberá cada um a sua mensagem...
Os rostos queimados
são pescadores!
Homens da vida dura
que, ainda hoje se fazem ao mar da costa
e que de noite levam redes
horas e horas na espera
e eu na poltrona do meu terraço
pasmo ao luar
mas, eu não sei matar!!
com certeza uma praia
que tem tanto de banal
como de grandioso
os olhos sublimes
sendo
oh praia do norte
menina dos meus olhos
voltarei breve
01-08-11
630
Emoção
revelam as ondas do mar
o significado exato das emoções
de tão imensas,
extensas e puras,
desmaiam nas areias
do meu coração
como se fosse possível
a exatidão das emoções
pmariabotelho
27/06/2014
625
Sal
Rasas de sal
universos brancos
braços de fogo
mãos abertas
clarifica
o pensamento
cristal
ilusão
cegueira
pmariabotelho
592
Genérico
almas de poetas
banais e de resto nada
expressões corporais
cheias de frutos
tenros e derretidos
que inquietos
e infelizes
corações intemporais
pmariabotelho
24/05/2014
597
Sem reflexão
Porque tu não vês
com esses olhos amêndoa
Porque a denuncia da morte
não te povoa
Porque tudo é belo
mesmo nos escombros
nas bocas impuras
Tu não vês
Tu não queres ver
melhor assim
alma gentil
de sorriso terra
e lágrima de mar
melhor assim
não saber nada
fechar a porta ao sofrimento
e ficar assim
neste decorrer de dias
sem alma
sem sabedoria
apenas
Porque tu não queres ver!
pmariabotelho
24/06/2014
566
Imediato
Revolta-me o imediato
O já esquecido
Nem sempre tão sentido e vivido
Por isso já nem lembrado
Pasmo
E esta mente tão cansada
Silencia e mata
A liberdade
Resto
15.06.2014
pmariabotelho
O já esquecido
Nem sempre tão sentido e vivido
Por isso já nem lembrado
Pasmo
E esta mente tão cansada
Silencia e mata
A liberdade
Resto
15.06.2014
pmariabotelho
614
Parte de mim
Revelo na incerteza das palavras
as emoções
e de todo serei sempre o mesmo coração derretido
que todos conhecem
e nas mãos
nas minhas mãos
os frutos serão sempre frescos e silvestres
as eternas paixões
revelo no todo
o equilíbrio e a justiça
a conjugação de elementos aleatórios
pela busca da razão
e o absurdo da não perfeição
sou
Mãe
as emoções
e de todo serei sempre o mesmo coração derretido
que todos conhecem
e nas mãos
nas minhas mãos
os frutos serão sempre frescos e silvestres
as eternas paixões
revelo no todo
o equilíbrio e a justiça
a conjugação de elementos aleatórios
pela busca da razão
e o absurdo da não perfeição
sou
Mãe
602
És tu que preenches a nossa alma de paz.
És tu que preenches a nossa alma de paz.
Em ti o nosso olhar ganha visão periférica e revivemos quase sempre o verão.
O tempo dos mergulhos pelo fim da tarde. Quando os outros levantavam a toalha da areia e voltavam para as suas casas, então, nós chegavamos.
Depois, ficamos ali, sentados, na areia fina da praia para ver o sol a cair no mar...
As gaivotas ficavam agitadas, na procura de migalhas de pão, ficavam rodopiando por cima das nossas cabeças, soltando gritos
A nossa infância mora nas tuas ondas...
Os castelos de areia, as caminhas, as corridas, a bola, as cartas, a merenda e a fogueira na praia...
O ano inteirinho, tu és fonte de energia vital.
A mãe e a café com leite na garrafa termos... O pão com manteiga e a barraca às riscas azul e branca.
As longas conversas sobre a essência das coisas. O regresso a casa embalados na oração e nas canções do senhor António.
Meu Deus, que tempos de tanta alegria!
Alguns instantes que sejam perto de ti, bastam para saltar e correr durante semanas.
És tu que preenches a nossa alma de paz.
Não existe alma viva que não te admire e te tema
Que te respeite e admire
Senhor
ai de mim
de nós
sem ti
pmariabotelho
04032023 temponovo
Em ti o nosso olhar ganha visão periférica e revivemos quase sempre o verão.
O tempo dos mergulhos pelo fim da tarde. Quando os outros levantavam a toalha da areia e voltavam para as suas casas, então, nós chegavamos.
Depois, ficamos ali, sentados, na areia fina da praia para ver o sol a cair no mar...
As gaivotas ficavam agitadas, na procura de migalhas de pão, ficavam rodopiando por cima das nossas cabeças, soltando gritos
A nossa infância mora nas tuas ondas...
Os castelos de areia, as caminhas, as corridas, a bola, as cartas, a merenda e a fogueira na praia...
O ano inteirinho, tu és fonte de energia vital.
A mãe e a café com leite na garrafa termos... O pão com manteiga e a barraca às riscas azul e branca.
As longas conversas sobre a essência das coisas. O regresso a casa embalados na oração e nas canções do senhor António.
Meu Deus, que tempos de tanta alegria!
Alguns instantes que sejam perto de ti, bastam para saltar e correr durante semanas.
És tu que preenches a nossa alma de paz.
Não existe alma viva que não te admire e te tema
Que te respeite e admire
Senhor
ai de mim
de nós
sem ti
pmariabotelho
04032023 temponovo
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