pmariabotelho

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n. 1965 PT PT

serei breve serei ave

n. 1965-10-22

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A espera

Não só a vida, também o tempo.
A questão da vida e do tempo não interessa absolutamente nada.
Dizemos frequentemente esta frase no dia-a-dia, para atenuar a circunstância do momento ou o tema da conversa.
Em verdade, resume-se à longa espera do tempo novo.
Mas a espera ou as esperas que fazemos ao longo da vida, concluo que é um grande erro.
A espera é um engano e são imensas as desculpas que damos a nós próprios, quando não temos a coragem para virar a página ou quebrar um hábito, …
Aqui não só a vida, mas essencialmente o tempo é mestre nos argumentos da preguiça e do medo.
Esperar por um tempo novo é um erro.

pmariabotelho
20210306
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Poemas

83

Genérico

almas de poetas
banais e de resto nada
expressões corporais
cheias de frutos 
tenros e derretidos
que inquietos 
e infelizes
corações intemporais

pmariabotelho
24/05/2014

609

Silêncio

O registo 

É de silêncio

E o silêncio

Mata 

A folha é verde

Filha tenra 


700

1. A praia

1. A praiaSerás sempre sublime, pedaço de areia e martardes longas de sal e sola maravilhosa paisagem, os olhos que não sabem matarausência de liberdadevoo brusco, voo tombado e famintoserá sempre sublime, lembrar-temesmo tão perto quisemos esquecer tudo, quase não falamoscaminhamos e cantamosrasgámos as páginas de jornaisa máquina , o dinheiroa demagogia, o dia a diao bem e o mal, a lutanão tenho palavra maiorsublimedigna de respeitovoltaremos passo a passo a construir novos caminhosrumo às incertezas e fragilidadesmas a certeza, do que queremos ver, sentir e sernão falha! Tenho a certezaaonde queremos mesmo ser ou estar e ficarno sopé sublime da natura, sem palavrasperante tioh sublime e poderosa maravilhaVozes de ondas revoltadas , apenas desmaiam depois de cansadas , nas mãos da areia quenteQue dizem?Saberá cada um a sua mensagem...Os rostos queimadossão pescadores!Homens da vida dura que, ainda hoje se fazem ao mar da costae que de noite levam redeshoras e horas na esperae eu na poltrona do meu terraço pasmo ao luar mas, eu não sei matar!!com certeza uma praia que tem tanto de banalcomo de grandiosoos olhos sublimes sendooh praia do nortemenina dos meus olhosvoltarei breve01-08-11
639

escura

Em que parte do mundoPerdemos o limite do som Em que parte da vidaExcedemos todos limitesE por quê? Amparamos em braços a noiteQuase sempre escurapmariabotelho 28/06/2014
602

Emoção

revelam as ondas do maro significado exato das emoçõesde tão imensas, extensas e puras, desmaiam nas areias do meu coraçãocomo se fosse possível a exatidão das emoçõespmariabotelho27/06/2014
635

Sem reflexão

Porque tu não vês
com esses olhos amêndoa
Porque a denuncia da morte
não te povoa 
Porque tudo é belo
mesmo nos escombros 
nas bocas impuras
Tu não vês
Tu não queres ver
melhor assim
alma gentil 
de sorriso terra
e lágrima de mar
melhor assim
não saber nada
fechar a porta ao sofrimento
e ficar assim
neste decorrer de dias
sem alma 
sem sabedoria
apenas
Porque tu não queres ver!

pmariabotelho
24/06/2014


578

Sal

Rasas de saluniversos brancosbraços de fogomãos abertasclarifica o pensamentocristal ilusãocegueirapmariabotelho
604

Parte de mim

Revelo na incerteza das palavras
as emoções
e de todo serei sempre o mesmo coração derretido
que todos conhecem
e nas mãos
nas minhas mãos
os frutos serão sempre frescos e silvestres
as eternas paixões
revelo no todo
o equilíbrio e a justiça
a conjugação de elementos aleatórios
pela busca da razão
e o absurdo da não perfeição
sou
Mãe
615

Imediato

Revolta-me o imediato
O já esquecido
Nem sempre tão sentido e vivido
Por isso já nem lembrado
Pasmo
E esta mente tão cansada
Silencia e mata
A liberdade
Resto

15.06.2014
pmariabotelho
626

És tu que preenches a nossa alma de paz.

És tu que preenches a nossa alma de paz.
Em ti o nosso olhar ganha visão periférica e revivemos quase sempre o verão.
O tempo dos mergulhos pelo fim da tarde. Quando os outros levantavam a toalha da areia e voltavam para as suas casas, então, nós chegavamos.
Depois, ficamos ali, sentados, na areia fina da praia para ver o sol a cair no mar...
As gaivotas ficavam agitadas, na procura de migalhas de pão, ficavam rodopiando por cima das nossas cabeças, soltando gritos
A nossa infância mora nas tuas ondas...
Os castelos de areia, as caminhas, as corridas, a bola, as cartas, a merenda e a fogueira na praia...
O ano inteirinho, tu és fonte de energia vital.
A mãe e a café com leite na garrafa termos... O pão com manteiga e a barraca às riscas azul e branca. 
As longas conversas sobre a essência das coisas. O regresso a casa embalados na oração e nas canções do senhor António.
Meu Deus, que tempos de tanta alegria!

Alguns instantes que sejam perto de ti, bastam para saltar e correr durante semanas.

És tu que preenches a nossa alma de paz.
Não existe alma viva que não te admire e te tema
Que te respeite e admire
Senhor 
ai de mim
de nós 
sem ti

pmariabotelho
04032023 temponovo

35

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