rafaeldasilva

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🔵 O doutrinador

O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.




Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola.  Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).




No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.




A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”. 




Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que  ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.




Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
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🔵 Restaurante impagável







Chega de peixe! Cansados de frutos do mar e seu respectivo cheiro, bem como, dizem, o sabor da água, fomos a uma pizzaria de São Vicente, litoral paulista.




O que era para ser um tranquilo momento para matar a fome, se transformou num episódio inesquecível de suspense, paranoia e, às vezes, terror.




Um garoto até esquece da vida quando saboreia uma pizza sem se preocupar com a conta. Mas quando decidem sair sem pagar e... correndo. O que seria uma noite no calçadão do litoral, ganhou um enredo de filme policial dos anos 70, com trilha sonora. 




Meu cunhado e minha irmã começaram a planejar a fuga. Mesmo assustado com a situação e mastigando (com dificuldade) os últimos pedaços (amargos) da borda com catupiri, eu calculei qual seria o meu papel no pinote caloteiro. Enquanto o plano era urdido, eu, olhando para a cara deles, sem querer acreditar muito naquilo, pensava, balançando a cabeça em desaprovação: eu sempre desconfiei desse cara, mas minha irmã... Eu não posso me envolver nessa sujeira e tenho que tirar a minha irmã do mundo do crime.




Quando retornei do solilóquio moral a estratégia havia avançado e, pior, eles haviam decidido qual seria minha participação na prática delitiva.




A pizza já havia sido devorada. Aquele cenário de assadeira somente com farelo, talheres abandonados e pratos com tomates e caroços de azeitonas desprezados, ilustravam meu ânimo e indicavam, num tic-tac imaginário, que a hora estava chegando. 




Nessas alturas, eu já me sentia partícipe de um roubo a banco. Não teria alternativa, nosso destino seria algo como o presídio de Ilha Grande ou Alcatraz. Nunca me importei com isso,  sabia que o estado de nossas prisões era deplorável. Na tal “escola do crime” eu, que iria fugir   duma pizzaria sem pagar, seria preso com assaltantes de bancos, assassinos e traficantes.




No auge da “brincadeira” eles revelaram a farsa. Meu “background” cinematográfico facilitou um planejamento que jamais revelei. No fim, tentando rir daquilo tudo, eu disse que sempre soube que se tratava de “zoeira”. Acho que nunca convenci, mas com a dificuldade para juntar os trocados e quitar a redonda, acredito que a ideia de sair correndo sem pagar foi realmente debatida entre o casal.



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🔵 O estadista tropical







Uma cidade pequena de Minas Gerais chamada Machado. Cidadezinha improvável para achar um ex-presidente. No sul de Minas, eu seria mais convincente, levado a sério, se dissesse ter avistado um OVNI lotado de extraterrestres ou o Saci-Pererê.




A bordo de um jipe e alguns puxa-sacos, dobrando a esquina e saudando a meia dúzia de bêbados do bar Carretão, vinha a simpática figura dona de um topete inconfundível que comandou a Nação. Fizemos o mesmo, saudando o, agora, candidato ao Governo de Minas Gerais. Tenho certeza que se ele fosse matreiro como nos tempos do Palácio do Planalto, não perderia tempo cumprimentando alguns bandeirantes que não renderiam um voto sequer.




Vendo e participando daquele episódio inacreditável, não tive como não me sentir nos anos 50 ou num livro de História. Realmente, a cena era tão anacrônica que o nosso comportamento era de eleitores saudando um redivivo Getúlio Vargas, talvez o Jânio Quadros. Só faltou uma bandinha de inauguração de loja. Tudo era arcaico como o “script” planejado pelo político mineiro. Aquela era a estética pensada. Tenho certeza, todos cumpriram seu papel e o candidato teve a certeza que aquela incursão dominical pelos arrabaldes de uma Machado vazia rendeu alguns eleitores que o reconduziram ao governo estadual.




Diferentemente do presidente que fazia vistas grossas para quantias de dinheiro que circulavam, inclusive na cueca, Itamar foi flagrado com uma modelo sem dinheiro, sem calcinha e sem vergonha. Foi com essa figura que o Brasil pôs para dormir, pelo menos por enquanto, o dragão da hiperinflação.




Itamar Franco, sem dúvida, foi o nosso presidente mais folclórico da redemocratização. Talvez esse cara seja o elo perdido entre a velha e a nova política. Nós, um bando de moleques, entramos no jogo e agimos como eleitores da velha guarda, saudando o velho político. Ele fingia que respeitava uns moleques de ressaca; nós fingíamos que, naquela pracinha, desfilava uma espécie de Dom Pedro II digno de acenos aparentemente subservientes, mas ostensivamente oportunistas e gozadores. 




Uns anos antes, a saudação renderia um par de muletas, uma dentadura e, quem sabe, um cargo público.




Com a eleição de Itamar Franco, concluo: o velho mineiro sabia bem o que estava fazendo quando decidiu visitar aquela cidadezinha do Sul de Minas.
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🔵 Guns ‘n’ Roses







Fora o excelente repertório, o que se vê hoje é o que restou da banda de rock Guns n’ Roses. Em 1992, a banda californiana estava no auge. E foi nessa época que fui a um show deles no Anhembi.




O show foi ótimo e turbulento, como previsto. Previsto porque o temperamento do vocalista, Axl Rose, era sujeito a chuvas e trovoadas. De fato, o repertório foi executado para agradar aos fãs, apesar das interrupções e xingamentos. Provavelmente, os organizadores tiveram sua correria de praxe para atender pedidos extravagantes, exóticos, estapafúrdios ou excêntricos: flores, comidas, decoração ou as icônicas toalhas brancas. Também devem ter agido como as grandes bandas de rock: quebrado quartos de hotel e esvaziando extintores.




A volta para casa revelou a realidade dos fãs de rock e, mais especificamente, dessa banda. O show foi espetacular, e o Guns arrebentou, mas demorei a compreender o que me pareceu somente falta de amor próprio. Presenciando aquele cenário, apesar dos meus irresponsáveis 17 anos de idade, comecei a cultivar uma certa desesperança na Humanidade.




As cercanias do local do show estavam povoadas de gente jogada nas sarjetas e calçadas. O meio-fio virou um “fast-food” para doidões à procura de fragmentos de estupefacientes suficientes para aplacar a abstinência. Os que pareciam melhores revelavam seu bom estado caçando bitucas de cigarros e restos de cerveja em latas colhidas no chão. Essa impressão é só um recorte da decrépita cena. Tudo lembrava um apocalipse zumbi ou, na mais generosa conclusão, um salve-se quem puder. Vendo aquilo tudo com muito boa vontade e inclusive a empatia de quem assistiu o que aconteceu dentro do estacionamento do Anhembi, entendi a dificuldade em voltar para a realidade.




Contudo, estávamos na Zona Norte de São Paulo, o caótico e histórico show havia terminado, então cada um teria que retornar à sua vida, muitas vezes, suburbana e/ou sub-humana. Pensando nisso, era até compreensível que muitos se recusassem a esperar um ônibus e recorressem aos restos de nada.
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🔴 Essa aí não passou, essa aí não pssou, essa aí não passou







Em Salvador (BA), uma fotografia registrou um acontecimento sobrenatural: diferente do que foi observado, após a abertura do diafragma a câmera captou uma multidão até então inexistente. Mesmo sem ser especialista, eu arrisco a dizer: o mesmo fenômeno acontece nas pesquisas eleitorais, entretanto, neste caso, com intenção  de causar ilusão de óptica.




A explicação de Partido dos Trabalhadores é que houve um “bug”, ou seja, uma falha. Esse “bug” só beneficia o PT, pois sempre exerce o milagre da multiplicação de apoiadores. Analisando a reincidência do fenômeno, creio que os petistas tornar-se-ão fervorosos cristãos em anos não eleitorais.




O “erro” já aconteceu. No velho esquema “vai que cola”, a equipe de informática do PT já havia editado uma fotografia da torcida do time de futebol Liverpool. A cor predominante no time inglês é o vermelho. Bastou adicionar umas bandeirinhas do partido para achar que poderia convencer alguém. Claro, o serviço porco não surtiu o efeito esperado. Não colou.




Em mais uma tentativa, dessa vez em São Leopoldo (RS), o desastroso departamento de tecnologia da informação (TI) do PT abriu mão do método sub-reptício e inovou. Dessa vez, a equipe de velhacaria queimou alguns neurônios e acrescentou uma imagem antiga de pretensos eleitores se empurrando para saudar o “grande líder”. A farsa não durou nada.




Esse acontecimento curiosamente sempre aumenta o número de presentes. Mais uma vez, a “falha” insiste em majorar, positivamente, para um espectro político. Qualquer coincidência com as “pesquisas” é mera semelhança.




O “jeitinho” soviético não vem logrando êxito. Mesmo descoberto, o partido parece não sentir vergonha de ser flagrado roubando. Os fatos corroboram com o discurso de que o partido da origem sindicalista é capaz de tudo para ganhar as eleições e  voltar ao local do crime.




Como as pessoas “de boa-fé” estão expondo o subterfúgio, seria menos feio recorrer ao sempre eficaz pão com mortadela.
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🔵 Dança da vassoura







Algumas lâmpadas coloridas bastavam. Era só equipá-las com pastilhas para o pisca-pisca. Isso era a grande tecnologia dos anos 80. Não podíamos esperar muito de um país que vivia os estertores do Regime Militar — quando a censura riscava faixas de discos, proibia palavrões e estabelecia as programações adequadas à nossa idade. Estávamos muito mal acostumados com a reserva de mercado, quando um LP lançado há alguns anos era novidade,  as músicas eram gravadas em fitas cassete e artigos importados do Paraguai eram trazidos em esquema de guerra.




As criaturas chegavam com estranhas roupas fortemente coloridas, ridículas ombreiras, gel e brilhantina no cabelo, calça da OP e tênis xadrezes. O que parecia uma afronta ao Regime Militar e, por tabela, aos pais e a tudo o que fosse antigo, o que vestíamos era apenas a mais recente moda. Esquisito, mas era a moda.




Sem saber, contrabandeávamos o “breakdance” do Bronx (Nova York), que fazia escala na Estação São Bento do Metrô.




Nesse clima, foram promovidos os “bailinhos”, quando ainda se dançava abraçado, nas “músicas lentas”, e os mais desprezados dançavam agarrados a uma vassoura surrada, porém companheira. Às vezes, o “salão de baile” era montado na sala de visitas; aí éramos brindados com os olhos vigilantes de uma mãe ou avó alcovitando a perigosa reunião.  Contudo, nas casas onde a cerimônia juvenil era empurrada para a garagem, a privacidade era garantida por uma lona no portão. 




Do rádio gravador, as fitas expeliam: True (Spandau Ballet), Total Eclipse of the Heart (Bonnie Tyler), We’ve got tonight (Kenny Rogers / Sheena Easton), I Should Have Known Better (Jim Diamond), Lover Why - 1985 (Century), Ebony Eyes (Rick James), etc.




Dancei o fino do brega, impunemente, como o menorzinho “café com leite”, entretanto não escapei dos últimos ecos dos bailinhos, dançando Repetition (Information Society). Eram os anos 90, vestindo preto, abrindo o caminho a chutes e socos.




Todo esse cenário, talvez trouxesse forte influencia de décadas passadas. Essa modinha recente, que felizmente passou, das festas emulando os anos 80, recordou o que havia de pior, o que era ignorado e o que era chamado de brega na época. Existem épocas que são impossíveis de ser revividas, muito menos copiadas, no máximo, relembradas. Com as voltas de bandas e as festas anos 80, tentaram repetir o passado como farsa. E conseguiram.
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🔴 Correndo por fora







Eu ouso lançar mais uma teoria exdrúxula, a qual não se vê por aí. Em tempos de manchetes como: “segundo especialistas”, “segundo números” e “diz leitor. Com medo de errar, principalmente a mídia impressa lança mão de seres abstratos, para não se comprometer com “consensos” muito vagos. Aquele que arrisca um prognóstico original corre o risco de ser rotulado como disseminador de “fake news”, negacionista e adepto de teorias da conspiração (merecedor de um chapéu de alumínio). Com medo de denunciar algo que de imediato não é aceito, sendo até ridicularizado, os campos de concentração nazistas jamais seriam denunciados.




Feito este defensivo, profilático e oportuno preâmbulo, me arrisco a dizer, talvez profetizando, que o Brasil, a despeito dos tempos difíceis mundiais e justamente por causa deles, tem uma rara “janela” aberta para despontar como um dos líderes mundiais. É como se numa corrida de Fórmula 1, os principais pilotos se envolvessem num acidente generalizado e os azarões dominassem o pódio.




A Anitta, na sua discutível carreira internacional, apesar de tentar difamar o Brasil, passa tanta vergonha, que o máximo que consegue é destruir sua já conspurcada reputação. Para quem acredita que os chefes de governo são pragmáticos e defendem os interesses de seus países, no pós-pandemia e acontecendo uma guerra, minha tese é plausível.




Não me refiro a nenhum governante específico. O Brasil tem uma riqueza, bem como um potencial de crescimento patente e incólume, apesar de sucessivas péssimas administrações. Lula e Dilma não aproveitaram o “Boom das commodities” (matérias-primas: alimentos, metais, energia etc), entre 2000 e 2014, no qual estes insumos, abundantes no nosso país,  dispunham um mercado mundial aquecido.




Agora uma chance diferente abriu um portal, caiu no colo de Jair Bolsonaro e sua equipe. A diferença que anima, é que hoje temos boas ideias, uma equipe competente e um projeto de desenvolvimento de País; nos tempos de Lula e Dilma havia péssimas ideias, uma turminha incompetente e um projeto maligno de perpetuação no poder de um partido.
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🔵 Tudo resolvido na bala




Não havia outra opção, as diferenças seriam resolvidas num duelo justo. Essa maneira de acertar uma desavença já estava fora de época. Contudo, a influência dos filmes de “faroeste”, mais precisamente do Bang Bang à Italiana (Western Spaghetti), tornou praticamente inevitável o triste desfecho. Não tínhamos alternativa, as coisas teriam que ser desse jeito horrível.




Depois de contados os passos, eu e meu irmão viramos, revólver fazendo mira..., PÁ PÁ. Os  estampidos das espoletas, o cheiro de pólvora e o ritual mimetizado dos filmes, emprestaram dramaticidade à nova brincadeira. Porém, a encenação acabou por aí. Nenhum dos pirralhos admitia tombar. Mesmo depois dos tiros, não houve baixa. Ser derrubado no duelo, ainda que simulado, era humilhante demais. Os novos revólveres de espoleta estavam unanimemente aprovados, aposentando definitivamente a pistolinha d’água. Não bastasse o objeto politicamente incorreto, ainda teria um Forte Apache para brincar de genocídio indígena. 




Nos anos 80 as brincadeiras mais leves eram assim. O politicamente correto não seria sequer compreendido, por analfabetismo ou por incompreensão do conceito da expressão. Trabalho infantil, surra correcional, “brincadeira de mão” e guerrinha com pedra, o que hoje é visto com espanto, nessa época, era socialmente aceitável. Armas, mesmo que “de brinquedo”, seriam, ainda que num duelo pueril, vistas sem assombro. Detalhe importante: as armas infantis não vinham com identificação, o que habilitava o brinquedo (simulacro) a ser empregado num assalto a banco ou outra atividade criminosa. 




Atualmente, esse tipo de brinquedo e, consequentemente, a modalidade de brincadeira seriam prontamente reprovados. Meu pai, certamente, seria cancelado e chamado de “macho tóxico”, e a diversão considerada “hétero normativa”.




Tratando-se de outros tempos, meu pai, provavelmente, viu naqueles revólveres o que realmente eram: ao invés de instrumentos para ceifar vidas, peças de divertimento que disparavam tiros de festim, menos realistas que os de John Wayne ou Giuliano Gemma.




Nós, inocentemente, nos inspirávamos em Clint Eastwood, Lee Van Cleef, Terence Hill,  Franco  Nero ou quase tudo do “Bang Bang à Italiana”.




Hoje, contando com a boa vontade do Ministério Público, teríamos acesso à “Bazuquinha D’água do Gugu”.
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🔴 Os meninos de Lula







Não é novidade, mas o “sincericídio” não era esperado. Luiz Inácio Lula da Silva, sem economizar o curto vocabulário, propõe tudo o que queremos longe. Ele defende o roubo de celular para quem sente vontade de tomar uma cervejinha, mas não tem condições financeiras. O chefe confessou que “adiantou o lado de sequestradores internacionais.




Lula emprega eufemismos muito simpáticos aos ouvidos, para, digamos, amaciar a periculosidade e retirar a gravidade da declaração. Ele amenizou o roubo (muitas vezes, um latrocínio), trocando a palavra “cerveja” pela inofensiva “cervejinha”; e chamou sequestradores de “meninos”; e denominou sequestro como “erro”.




O candidato à Presidência da República promete, digo, ameaça botar em prática tudo o que é a receita perfeita para destruir um país. Talvez seja a tática do “não digam que eu não avisei”. Desfazer e interromper privatizações, revogar a Reforma Trabalhista, acionar o Movimento Sem Terra (MST) e Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) etc são algumas das ameaças do petista.




Recolocar no comando um cara com essa vontade de destruição, raiva e rancor só pode ser explicado como “Síndrome de Estocolmo”, na qual a vítima se afeiçoa pelo seu algoz. Se alguém ainda duvida do mal que o Lula fez, é só lembrar do intenso trânsito de dinheiro em caixas, cueca e malas que o seu governo protagonizou. É fácil notar quem sente saudade desses tempos e sabe quem pode trazer esse estado de coisas de volta. A resistência para que não haja transparência nas eleições, o silêncio de grande parte da imprensa e movimentos sabotadores evidenciam a abstinência de setores.




Apesar dos avisos, o sujeito admite quais são seus planos de governo, o que virá numa eventual vitória deve ser terrível. Isso não merece nem ser chamado de plano de governo. O que mais parece uma patente ameaça, pode ser chamado de plano macabro. A coisa é tão evidente que muitos estão achando que ele não quer ser candidato ou enlouqueceu.




O Brasil é a fundamental peça que falta para implementar o “Plano Bolivariano” na América do Sul — quem ainda duvida disso, na internet tem vasto material. Basta procurar por “Foro de São Paulo”.




O petista deve estar frustrando as estratégias que o marqueteiro tinha para edulcorá-lo, mas dessa vez vai ser sem “Lulinha paz e amor”. Quem quiser, terá que aceitar o Lula ladrão, escroto e mal educado. E tem quem queira.
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🔴 O jantar do Lula




Lula ofereceu um jantar. Para quem pensa que o banquete faz parte da velha promessa de campanha, é bom ir correndo recolher o equino da precipitação pluviométrica. Não pode ser para o povão uma refeição custando 20 mil reais. Certamente isso não faz parte do pacote que garantia três refeições por dia (café da manhã, almoço e janta). Vendo o Lula lançando essa bravata, dá até fome.




Contudo, o valor é apenas um disfarce, para dizerem que não houve roubo. Antes, o subterfúgio era a “vaquinha”. De qualquer maneira, quem pôde se refestelar no regabofe  garantiu duas coisas: comeu bem, mas votará mal.




Inicialmente, estavam previstos 100 advogados e empresários com direito a matar a fome no evento, no entanto, mais pessoas necessitaram aplacar a crise de abstinência, por isto o evento foi ampliado. A ralé, como não dispõe dos 20 mil, somente aplacará a fome quando eleger o “bom ladrão”. Isto chama-se justiça social da vida real.




As presenças e tipos de evento que o ex-presidente vem protagonizando exemplificam o caráter exclusivo da campanha. Excluindo e tratando o povo como segundo plano, Lula e Alckmin — seu novo melhor amigo de infância — seguem confiando nas pesquisas e no Supremo Tribunal Federal (STF).




No dia 26 de junho de 2022, os convivas foram chegando. Tiveram que passar pelo detector de metais e deixar seus aparelhos celulares — afinal, empresários, advogados e políticos estavam ali para aplacar uma fome que é muito diferente da que um simples jantar será capaz de saciar. Por algum motivo, nenhum celular pôde registrar.




Sentindo-se desinibido entre “as elite”, o Partido dos Trabalhadores (PT) arrecadou financiamento para botar a turma de apoiadores nas ruas — abastecida com mortadela, tubaína, cachê, ônibus, camiseta, boné, bandeira etc. Este apoio é vital, porque, até agora, Lula não conseguiu pisar nas ruas e, fora o jantar exclusivo, jantou trancado no quarto do hotel. Ainda está faltando o contato com o povão que, segundo as pesquisas, o elege, talvez, no primeiro turno.






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🔵 Fábrica de sucessos e Galeria do Rock







Minha internet, através do YouTube, voltou a disparar propagandas. Nesse novo lote, vieram coisas muito desagradáveis, como, por exemplo: videoclipes odiosos. Apesar de não gostar das músicas, por impossibilidade de interromper a exibição, devo computar mais uma execução da faixa.




Atualmente, é dessas audiências involuntárias que se faz um sucesso. Por pior que seja a canção, pode acumular reproduções acidentais. Numa saída ao banheiro, indo à cozinha ou simplesmente porque ficou impossibilitado de “pular” o vídeo compulsório, você enganosamente será registrado como fã daquilo.




O que também induz ao erro, é quando você clica num clipe para “ver com seus próprios olhos” o quanto aquilo é ridículo. Não importa, para a gravadora e/ou empresário aquela atitude contará como um “view”, e cada “view” conduz qualquer coisa ao sucesso. Parabéns, você é um novo fã.




Uma dancinha ridícula no ‘TikTok’, uma coreografia da moda depois de um gol ou um cantor inacreditável de tão ruim estimulam muitos “views”, parecendo que temos um novo artista.




Antes, um verdadeiro artista tinha que ter mais consistência, e quem gostava de sua música ía até a loja comprar o LP ou CD.




É nesse contexto que aparece a ‘Galeria do Rock’. MPB, mas muito rock, lá era o shopping center dos excluídos da sociedade. LP’s, CD,s, camisetas, pôsteres, acessórios e bares com cerveja barata, sujeitos mal encarados e pessoas nada amigáveis, misturados com caras simples à procura de um “lançamento” ou fazendo um “esquenta” antes de um show. 




Headbangers, skinheads, punks, góticos e pessoas que não se identificavam com nenhuma tribo urbana misturavam-se a essa fauna nem sempre amistosa. Os únicos aspectos comuns eram o gosto pelo rock (diferentes gêneros) e o figurino preto.




Quando fui conhecer o lendário local, ainda criança, tive a impressão de estar no filme ‘Warriors — Os selvagens da noite’. Naqueles tempos isso foi meio assustador, mas a animosidade entre gangues, com o tempo, arrefeceu. Entretanto, o visual escuro permaneceu.




     ***




A última vez que estive na ‘Galeria do Rock’ tive certeza de que ela nem sequer merecia mais o nome que a consagrou. Pelo colorido das lojas e o tipo de produto à venda atrai um público mais, digamos, “moderninho”. Por essas e outras, a galeria se tornou um shopping “descolado” e, pelo ramo e frequência, poderia estar localizado na rua Oscar Freire.
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