Lista de Poemas
A Justiça de calça curta ♦️
O advogado criminalista Alberto Toron parece, mas não é. Ele poderia ser encarado como uma vítima das “lives”da quarentena. Entretanto, durante uma sessão do Superior Tribunal de Justiça, ele recusou-se a levantar da cadeira de rodinhas para locomover-se ao fundo da sala. A câmera do computador revelou muito mais que o escárnio do advogado, exibiu, abaixo do paletó e gravata, algo muito curto, mas já sabemos que não se tratava de uma calça social, que supostamente estaria vestindo.
O traje inadequado e a preguiça, denunciada com a pusilanimidade como perambulou pela sala, são a tradução do termo sinecura (emprego ou cargo onde se trabalha pouco, mas ganha-se muito).
As escusas não ajudaram a dissipar a péssima impressão, já que ele explicou que estava vestindo apenas uma bermuda. A explicação talvez só tenha sido urdida para corroborar o descaso com a Justiça. Além de tudo, nota-se que o advogado usava sandálias. Ou seja, no conjunto, o que destoava de um traje de banho, eram apenas o paletó, a camisa social e a gravata, fora o ambiente, que deveria parecer sóbrio.
Outro que quebrou a liturgia do cargo: Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay). O advogado (caro), de gente muito encrencada com a Justiça, deve valer o que cobra, afinal frequenta o Supremo Tribunal Federal de bermuda, servindo de inspiração (ou inveja) e mau exemplo para outros advogados, como o indolente advogado criminalista Alberto Toron.
Ao adentrar uma repartição pública, todos são obrigados a obedecer um aviso rigoroso, sob pena da lei, exigindo; os trajes autorizados. Não é permitido desobedecer às normas em hipótese alguma. Aproveitando-se da cegueira da Justiça, esses advogados fazem o que querem, e ninguém reclama. O traje adequado é encarado como mera formalidade, sendo aceito muito a contragosto (por alguns). A maneira como resolvem se vestir simboliza aquela máxima: Todos são iguais perante a lei, mas uns são mais iguais que os outros.
O traje inadequado e a preguiça, denunciada com a pusilanimidade como perambulou pela sala, são a tradução do termo sinecura (emprego ou cargo onde se trabalha pouco, mas ganha-se muito).
As escusas não ajudaram a dissipar a péssima impressão, já que ele explicou que estava vestindo apenas uma bermuda. A explicação talvez só tenha sido urdida para corroborar o descaso com a Justiça. Além de tudo, nota-se que o advogado usava sandálias. Ou seja, no conjunto, o que destoava de um traje de banho, eram apenas o paletó, a camisa social e a gravata, fora o ambiente, que deveria parecer sóbrio.
Outro que quebrou a liturgia do cargo: Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay). O advogado (caro), de gente muito encrencada com a Justiça, deve valer o que cobra, afinal frequenta o Supremo Tribunal Federal de bermuda, servindo de inspiração (ou inveja) e mau exemplo para outros advogados, como o indolente advogado criminalista Alberto Toron.
Ao adentrar uma repartição pública, todos são obrigados a obedecer um aviso rigoroso, sob pena da lei, exigindo; os trajes autorizados. Não é permitido desobedecer às normas em hipótese alguma. Aproveitando-se da cegueira da Justiça, esses advogados fazem o que querem, e ninguém reclama. O traje adequado é encarado como mera formalidade, sendo aceito muito a contragosto (por alguns). A maneira como resolvem se vestir simboliza aquela máxima: Todos são iguais perante a lei, mas uns são mais iguais que os outros.
52
Pé “vermêio”
Lula não está confiando nas pesquisas eleitorais. Para constatar isso, basta observar sua movimentação pelos gabinetes pouco iluminados da política inconfessável. Fazendo uma caravana sem povo, Lula vem encontrando figuras que, há pouco tempo, ele mesmo recusaria ser flagrado junto.
Em, até há pouco, improvável, portanto inconfiável, aproximação, ele ameaçou oferecer a Alckmin o Ministério da Agricultura de porteira fechada. O ex-governador de São Paulo não se fez de rogado e querendo exibir algum talento relacionado à Pasta, postou um vídeo seu “capinando” um terreno.
Sinceramente, o outrora concorrente do petista não me pareceu nada convincente. Ele por ter julgado ser fácil engambelar o pré-candidato do PT, pois Dilma Rousseff chegou à Presidência porque sabia operar um “notebook”.
Alckmin tem razão em correr demonstrar seu “talento”, afinal, não é todo dia que um ministério cai do céu. Entretanto, eu não provaria nem um pé-de-alface plantado pelo anestesista do Morumbi. Além de tudo, ter Alckmin (PSDB) por perto traz tanta segurança quanto ter Michel Temer como vice-presidente.
Contudo, não tiro a razão de Geraldo Alckmin. Se eu fosse contemplado com um ministério novinho e só meu, faria exatamente a mesma coisa. Se o Ministério da Pesca me fosse prometido, não pensaria duas vezes até arranjar um retrato meu num pesque-pague; se a oferta for a Pasta da Saúde, a única solução será um registro meu engolindo um comprimido para dor de cabeça; para o Ministério do Meio Ambiente, sacarei a perpetuação de um momento que eu usei uma sacola de pano do “Greenpeace” (confeccionada com fibras de cânhamo) para ir ao supermercado. Essa fotografia seria fundamental, pois além de provar minha aptidão (no estilo Alckmin) para o cargo, daria uma bela “lacrada”, bem do jeito que essa turma gosta.
Unindo o desespero do PT para se apoderar da máquina pública e o desespero de “servidores públicos” para ocupar qualquer cargo no Estado, vale tudo, até tentar a sorte lançando um retrato “pegando no pesado”.
Provimento técnico é isso?
60
Pode ser cômico, mesmo sendo trágico ♦️
A hipérbole da manchete “Tatuzão foi visto saindo do condomínio de Bolsonaro” não é mero exagero. Infelizmente o meme remete ao que nosso jornalismo se tornou. Relembra especificamente uma reportagem porca que o Jornal Nacional fez questão de exibir.
Na tentativa de incriminar Jair Bolsonaro, demonstrando sintomas avançados de abstinência de verba, a Globo jogou no ar a matéria que ligaria o presidente à morte de Marielle Franco. Não deu. A estratégia não surtiu o efeito esperado, entretanto, além de desacreditar mais a “velha imprensa”, contribuiu para esse surreal meme.
João Doria, com sua sanha por ocupar a cadeira presidencial, conseguiu unir os paulistas contra o governador do próprio estado. Essa reação seria absurda se Doria fosse contido por um conselheiro amigo. Contido para não tentar destruir São Paulo ao obrigar o estado a fechar tudo e ninguém sair de casa num “lockdown” insano. Não bastasse isso, em plena pandemia “investiu” em propaganda, distribuindo dinheiro à imprensa e fez questão de aparecer sorrindo ou chorando onde existisse uma câmera fotográfica ou uma filmadora.
No dia primeiro de fevereiro ele foi obrigado a comparecer à maior reunião de equipamentos prontos para registrar seu pronunciamento diante da tragédia. Dessa vez as câmeras e microfones não eram bem-vindos.
Acelera, São Paulo! A avidez para fazer jus ao “slogan” pode ter contribuído com o acidente. Venho acompanhando as obras e realmente parecia que o “shield” (tatuzão) cumpria as ordens do governador.
A parte boa é que não houve vítimas; a cômica, são os memes, dentre eles:
— Bolsonaro fez a transposição do Rio São Francisco; Doria fez a transposição do Rio Tietê.
O principal meme é a montagem referida acima e a respectiva “reporcagem”.
Eu acreditava que João Doria seria um excelente, como ele gosta de se identificar, gestor. No entanto, ele se revelou um hábil marqueteiro de si mesmo. Foi fácil notar essas características quando ele alcançou o Palácio dos Bandeirantes. Contudo, recapitulando os calculados passos do “Aprendiz”, a farsa vem, pelo menos, desde quando ele se fantasiava de gari. Tudo que o político, constituído de plástico e cera, executa é milimetricamente medido para parecer palatável, cada gesto é pensado. Não é necessário muito “tirocínio” para notar isso.
Enfim, cada cargo público, para ele, é apenas um degrau no pau de sebo que tem como última escala a Presidência da República.
Na tentativa de incriminar Jair Bolsonaro, demonstrando sintomas avançados de abstinência de verba, a Globo jogou no ar a matéria que ligaria o presidente à morte de Marielle Franco. Não deu. A estratégia não surtiu o efeito esperado, entretanto, além de desacreditar mais a “velha imprensa”, contribuiu para esse surreal meme.
João Doria, com sua sanha por ocupar a cadeira presidencial, conseguiu unir os paulistas contra o governador do próprio estado. Essa reação seria absurda se Doria fosse contido por um conselheiro amigo. Contido para não tentar destruir São Paulo ao obrigar o estado a fechar tudo e ninguém sair de casa num “lockdown” insano. Não bastasse isso, em plena pandemia “investiu” em propaganda, distribuindo dinheiro à imprensa e fez questão de aparecer sorrindo ou chorando onde existisse uma câmera fotográfica ou uma filmadora.
No dia primeiro de fevereiro ele foi obrigado a comparecer à maior reunião de equipamentos prontos para registrar seu pronunciamento diante da tragédia. Dessa vez as câmeras e microfones não eram bem-vindos.
Acelera, São Paulo! A avidez para fazer jus ao “slogan” pode ter contribuído com o acidente. Venho acompanhando as obras e realmente parecia que o “shield” (tatuzão) cumpria as ordens do governador.
A parte boa é que não houve vítimas; a cômica, são os memes, dentre eles:
— Bolsonaro fez a transposição do Rio São Francisco; Doria fez a transposição do Rio Tietê.
O principal meme é a montagem referida acima e a respectiva “reporcagem”.
Eu acreditava que João Doria seria um excelente, como ele gosta de se identificar, gestor. No entanto, ele se revelou um hábil marqueteiro de si mesmo. Foi fácil notar essas características quando ele alcançou o Palácio dos Bandeirantes. Contudo, recapitulando os calculados passos do “Aprendiz”, a farsa vem, pelo menos, desde quando ele se fantasiava de gari. Tudo que o político, constituído de plástico e cera, executa é milimetricamente medido para parecer palatável, cada gesto é pensado. Não é necessário muito “tirocínio” para notar isso.
Enfim, cada cargo público, para ele, é apenas um degrau no pau de sebo que tem como última escala a Presidência da República.
50
Chevette rodado 🔵
Têm acontecimentos que assombram o imaginário familiar e, mesmo não ocorrendo o pior, nos aconselham a não vacilar e não arriscar, não deixando a negligência, a imperícia ou a imprudência assumir o comando.
Nessa época, GPS era tecnologia da NASA. No máximo, o que tínhamos era um surrado Guia Mapograf, sendo necessário um copiloto consultando o livro. Nesse caso, somente uma bússola poderia nos orientar.
No, quase fatídico, dia saímos num Chevette pelo interior de São Paulo. Quem quiser saber o que é um Chevette — o carro com nome de travesti — é só ir ao Museu do Automóvel. Pois bem, eu pensei que meu cunhado, quem pretendia guiar (ou domar) o veículo, fosse uma espécie de Ayrton Senna, devido a presunção de piloto, mas ele se revelou um Ukyo Katayama, literalmente, “Catagrama”.
Num episódio que aconteceu tudo e não aconteceu nada, fizemos as costumeiras orações que, como sempre, foram muito necessárias. “Fé em Deus e pé na tábua”. Derrubando a lenda de que as rodovias de São Paulo são boas, essa, como exceção, além de mão-dupla, era de pista única, toda esburacada, remendada, cheia de curvas perigosas, mato nas beiradas e tráfego intenso de caminhões. Era quase uma estrada imperial, dessas que Dom Pedro I circulava com seu cavalo (ou burro?). A chuva não era nada, para quem se comparava a um piloto de F1.
Em determinado ponto da viagem, o trânsito estava carregado, mas o comandante queria ultrapassar, de qualquer jeito. Esquecendo-se de que estava conduzindo quatro vidas, lançou mão do estilo “nóis capota, mas num breca”. Explicitando uma, antes, insuspeita inaptidão ao volante, meu cunhado perdeu o comando (que nunca teve) do carro, rodando algumas vezes. Ali, eu percebi como as bailarinas veem o mundo. Nesse dia, eu descobri que a Terra não era plana, porque se fosse, nós despencaríamos no fim dela ou pararíamos na beira do infinito. O transporte foi contido por um amontoado de feno salvador e fofo (não no sentido meigo). Essa desventura faz eu comparar o pretenso ás do volante com o folclórico piloto japonês da Toyota.
Todos sem nenhum arranhão ou concussão e minha sobrinha (quatro anos), no banco traseiro, mantinha um inocente sono, sem se dar conta que estava a bordo de um carrossel com curto-circuito. Nós, os passageiros, pensamos que o motorista esperaria a poeira baixar, mas ele saiu em disparada. Eu já não sabia se estávamos indo ou voltando.
Naquela noite, o, suposto, piloto caiu na real e não dormiu. Eu posso imaginar ele, com os “zóião aberto” na escuridão do quarto, lembrando do risco de morte (ou de vida?) que nos expôs, pessoas de bem, cristãos e pagadores de impostos. Entretanto, ele deve ter ponderado: melhor não fechar os olhos, do que nunca mais abri-los.
Até hoje, como se houvesse uma cruz ou uma capela, ao passar pelo local, lembramos do ocorrido. E por que não recordar de onde, um dia, Deus assumiu a direção de um Chevette. O proprietário daquele carro pode dizer que levou ao pé-da-letra a frase de para-choque de caminhão: comprado por mim, guiado por Deus.
Nessa época, GPS era tecnologia da NASA. No máximo, o que tínhamos era um surrado Guia Mapograf, sendo necessário um copiloto consultando o livro. Nesse caso, somente uma bússola poderia nos orientar.
No, quase fatídico, dia saímos num Chevette pelo interior de São Paulo. Quem quiser saber o que é um Chevette — o carro com nome de travesti — é só ir ao Museu do Automóvel. Pois bem, eu pensei que meu cunhado, quem pretendia guiar (ou domar) o veículo, fosse uma espécie de Ayrton Senna, devido a presunção de piloto, mas ele se revelou um Ukyo Katayama, literalmente, “Catagrama”.
Num episódio que aconteceu tudo e não aconteceu nada, fizemos as costumeiras orações que, como sempre, foram muito necessárias. “Fé em Deus e pé na tábua”. Derrubando a lenda de que as rodovias de São Paulo são boas, essa, como exceção, além de mão-dupla, era de pista única, toda esburacada, remendada, cheia de curvas perigosas, mato nas beiradas e tráfego intenso de caminhões. Era quase uma estrada imperial, dessas que Dom Pedro I circulava com seu cavalo (ou burro?). A chuva não era nada, para quem se comparava a um piloto de F1.
Em determinado ponto da viagem, o trânsito estava carregado, mas o comandante queria ultrapassar, de qualquer jeito. Esquecendo-se de que estava conduzindo quatro vidas, lançou mão do estilo “nóis capota, mas num breca”. Explicitando uma, antes, insuspeita inaptidão ao volante, meu cunhado perdeu o comando (que nunca teve) do carro, rodando algumas vezes. Ali, eu percebi como as bailarinas veem o mundo. Nesse dia, eu descobri que a Terra não era plana, porque se fosse, nós despencaríamos no fim dela ou pararíamos na beira do infinito. O transporte foi contido por um amontoado de feno salvador e fofo (não no sentido meigo). Essa desventura faz eu comparar o pretenso ás do volante com o folclórico piloto japonês da Toyota.
Todos sem nenhum arranhão ou concussão e minha sobrinha (quatro anos), no banco traseiro, mantinha um inocente sono, sem se dar conta que estava a bordo de um carrossel com curto-circuito. Nós, os passageiros, pensamos que o motorista esperaria a poeira baixar, mas ele saiu em disparada. Eu já não sabia se estávamos indo ou voltando.
Naquela noite, o, suposto, piloto caiu na real e não dormiu. Eu posso imaginar ele, com os “zóião aberto” na escuridão do quarto, lembrando do risco de morte (ou de vida?) que nos expôs, pessoas de bem, cristãos e pagadores de impostos. Entretanto, ele deve ter ponderado: melhor não fechar os olhos, do que nunca mais abri-los.
Até hoje, como se houvesse uma cruz ou uma capela, ao passar pelo local, lembramos do ocorrido. E por que não recordar de onde, um dia, Deus assumiu a direção de um Chevette. O proprietário daquele carro pode dizer que levou ao pé-da-letra a frase de para-choque de caminhão: comprado por mim, guiado por Deus.
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Fake books ♦️
Os cuidados para não transmitir a covid-19 proliferaram as intermináveis “lives”. Muitos comportamentos que antes não saíam de casa foram revelados. Numa audiência pública do estado do Amazonas, um desembargador nos brindou com um incidente hilário.
O desembargador Yedo Simões, do Tribunal de Justiça de Amazonas, equilibrou mal o cenário de estante com farta biblioteca atrás da cadeira. O acontecimento revelou muito mais que apenas uma coleção de livros falsa ou de “Facebook”. A queda levou junto uma ilibada reputação e notório saber jurídico.
Sei que exagerei no “diagnóstico” de uma simples biblioteca decorativa. Mas, observando estilos de vida “pra inglês ver”, recomendo o “chroma key”. O “Facebook” me ensinou que é possível aparecer com a Torre Eiffel ao fundo ou o Museu do Louvre; também pode-se posar em frente ao Coliseu ou à Torre de Pisa; vários optam pelas Pirâmides do Egito ou o Cristo Redentor. O cenário pode não ser tão icônico, embora cumpra o seu papel ao ilustrar quão o personagem da imagem é viajado, então a simulação pode ser feita com a “Time Square” ou o “skyline” de Nova York.
O inesperado episódio exemplifica quanto o brasileiro ainda valoriza parecer que lê ao invés de realmente ler. Tenho a suspeita de que o desembargador leu e lê muito, mas fez-se necessário exibir uma biblioteca de dar inveja, mesmo que irreal. Se a falcatrua “colasse, como todo vício, no futuro, o plano de fundo seria composto por algo parecido com a Biblioteca de Alexandria.
Não sei se o desembargador teve o cuidado de caprichar na composição da coleção literária, contratando uma curadoria especializada nos clássicos. Mesmo sem o devido cuidado, a trapalhada já é um clássico da desfaçatez.
Bem melhor seria se o magistrado resolvesse divulgar a velha coleção da Playboy, os gibis da Turma da Mônica, uma coleção de bonecos ou suas “grafic novels” de super-heróis. Nerd sim, farsante nunca.
Conclusão, durante a sessão virtual, a biblioteca também era virtual.
59
Walter Mercado ⭕️
A figura andrógina surgia, inconfundível, equilibrando uma pesadíssima capa. Falando um impecável portunhol, ornamentado com vários anéis, a já referida capa, grossa camada de maquiagem e muito laquê, aparecia na televisão, novamente, o astrólogo dos ricos e poderosos. Walter Mercado, o exótico esotérico.
Durante os anos 90, num momento de distração, eu era surpreendido, nos intervalos comerciais, com uma repentina e assustadora abertura de leque.
Estendendo o seu alcance à ralé esotérica, o guru surge, brilhante, oferecendo seus serviços, supostamente, divinatórios por telefone. Uma mensagem, bela e rasa, de livro de autoajuda de livraria de rodoviária, era emendada pela frase teatral, hipnótica e persuasiva, carregada de sotaque espanhol, “ligue djá”. A indefectível e conativa recomendação, repetida ad nauseam, virou bordão.
Essa astrologia de jornalzinho gratuito (dia bom para os negócios) ou de cartaz colado em poste (trago a pessoa amada em três dias) é patifaria de comum acordo. Não pode ser considerado “cair” em estelionato comprar uma “galinha dos ovos de ouro” achando que vai ficar rico; ou arrematar um punhado de “feijões mágicos” supondo se dar bem.
Semana passada, assisti, em streaming, um ótimo documentário sobre Walter Mercado. O filme humaniza aquele que, em suas aparições fugazes, era apenas uma personagem. Além disso, dirime uma dúvida: ele está vivo (recluso) ou morto?
O documentário desmistifica o místico, mas tenta dramatizar os estertores de uma pessoa como qualquer outra. Na verdade, ele era uma pessoa como nenhuma outra.
Pois bem, seu manager aplicou-lhe um golpe, algo previsível para alguém muito rico. A idade avançada chegou e, com ela, a decadência física. Por isso, por mais grossa e pesada que a maquiagem fosse, não dava para disfarçar. Talvez o drama seja a batalha entre a vaidade e a decadência.
A obra cinematográfica serviu para eu ver com mais atenção uma figura extravagante que passara batida nos, televisivamente extravagantes anos 90 (Banheira do Gugu, Fantasia, Emmanuelle, Sushi Erótico, Latininho...).
O documentário acaba sendo uma homenagem, e o modo enfeitado como se vestia era como ele escolheu ser; assim como o Serguei quis viver como um rockstar, sendo apenas um doidão, desses facilmente encontrados num boteco de São Tomé das Letras ou num bar mais antigo da Vila Madalena. No entanto, ele se “apresentou” no Rock in Rio, sendo que nem sequer sabia cantar!
Walter Mercado foi um vendedor de sonhos enquanto vivia o seu.O
Durante os anos 90, num momento de distração, eu era surpreendido, nos intervalos comerciais, com uma repentina e assustadora abertura de leque.
Estendendo o seu alcance à ralé esotérica, o guru surge, brilhante, oferecendo seus serviços, supostamente, divinatórios por telefone. Uma mensagem, bela e rasa, de livro de autoajuda de livraria de rodoviária, era emendada pela frase teatral, hipnótica e persuasiva, carregada de sotaque espanhol, “ligue djá”. A indefectível e conativa recomendação, repetida ad nauseam, virou bordão.
Essa astrologia de jornalzinho gratuito (dia bom para os negócios) ou de cartaz colado em poste (trago a pessoa amada em três dias) é patifaria de comum acordo. Não pode ser considerado “cair” em estelionato comprar uma “galinha dos ovos de ouro” achando que vai ficar rico; ou arrematar um punhado de “feijões mágicos” supondo se dar bem.
Semana passada, assisti, em streaming, um ótimo documentário sobre Walter Mercado. O filme humaniza aquele que, em suas aparições fugazes, era apenas uma personagem. Além disso, dirime uma dúvida: ele está vivo (recluso) ou morto?
O documentário desmistifica o místico, mas tenta dramatizar os estertores de uma pessoa como qualquer outra. Na verdade, ele era uma pessoa como nenhuma outra.
Pois bem, seu manager aplicou-lhe um golpe, algo previsível para alguém muito rico. A idade avançada chegou e, com ela, a decadência física. Por isso, por mais grossa e pesada que a maquiagem fosse, não dava para disfarçar. Talvez o drama seja a batalha entre a vaidade e a decadência.
A obra cinematográfica serviu para eu ver com mais atenção uma figura extravagante que passara batida nos, televisivamente extravagantes anos 90 (Banheira do Gugu, Fantasia, Emmanuelle, Sushi Erótico, Latininho...).
O documentário acaba sendo uma homenagem, e o modo enfeitado como se vestia era como ele escolheu ser; assim como o Serguei quis viver como um rockstar, sendo apenas um doidão, desses facilmente encontrados num boteco de São Tomé das Letras ou num bar mais antigo da Vila Madalena. No entanto, ele se “apresentou” no Rock in Rio, sendo que nem sequer sabia cantar!
Walter Mercado foi um vendedor de sonhos enquanto vivia o seu.O
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A cultura do cancelamento ♦️
A cultura do Cancelamento é muito antiga. Parece, mas isso não é novidade, só é mais fácil disseminar e obter maior alcance. Se não é, aqui no Brasil, o caso mais famoso, é um dos mais: Wilson Simonal. O cantor Lobão criou, ou apenas usa, o termo “simonalizar”. Lobão sofreu uma tentativa de cancelamento ou, como ele disse simonalização. Mas, também como ele diz, ele é “insimonalizável”. Cancelamento é sinônimo do neologismo “simonalização.
Wilson Simonal foi cancelado, quando esse conceito nem sequer existia. A história dele foi muito bem contada em excelentes livro e documentário. Dono de um talento sem fronteiras, Simonal foi relegado à condição de pária entre os artistas ou apenas não-pessoa. Um artista badalado, foi transformado numa alma penada.
Resumindo sua história, ele deu uma “prensa” num contador que o teria “passado pra trás”. Para isso, contou com os “serviços” de policiais amigos e nada cordiais. Esse foi o estopim para Simonal ser tachado de informante (colaborador) da polícia. Tudo isso em pleno governo militar. Conclusão, ele foi proscrito no auge da popularidade. Um talento raro foi apagado para sempre.
Esse caso, que prova que a “cultura do cancelamento” não é uma novidade digital, embora traga muitas semelhanças (no método) com o que ocorre hoje. Para quem achava que a polarização política já tinha ido longe demais — com vírus de esquerda e remédio de direita —, isso ainda vai longe, esse é apenas mais um instrumento.
Retratado no livro 1984 (George Orwell), o “cancelamento” era um método de Estado. Consistia em apagar qualquer vestígio da existência do indivíduo que interessasse às autoridades. Hoje, a cultura do cancelamento — que não é apenas uma modinha inofensiva da internet — isola determinada pessoa, mantendo-a afastada de contratos publicitários, lugares e pessoas. Eis, novamente, alguém transformado em pária ou não-pessoa.
Essa nova (antiga) cultura é a atualização da lista negra e do enforcamento. A agonia em praça pública é o destino de quem ousou avançar os limites impostos pela ditadura vigilante e alcagueta do politicamente correto. Se fizer ou falar algo que desagrade patotas organizadas, antes você era cancelado na vida, agora você pode ser bloqueado nas redes sociais.
Wilson Simonal foi cancelado, quando esse conceito nem sequer existia. A história dele foi muito bem contada em excelentes livro e documentário. Dono de um talento sem fronteiras, Simonal foi relegado à condição de pária entre os artistas ou apenas não-pessoa. Um artista badalado, foi transformado numa alma penada.
Resumindo sua história, ele deu uma “prensa” num contador que o teria “passado pra trás”. Para isso, contou com os “serviços” de policiais amigos e nada cordiais. Esse foi o estopim para Simonal ser tachado de informante (colaborador) da polícia. Tudo isso em pleno governo militar. Conclusão, ele foi proscrito no auge da popularidade. Um talento raro foi apagado para sempre.
Esse caso, que prova que a “cultura do cancelamento” não é uma novidade digital, embora traga muitas semelhanças (no método) com o que ocorre hoje. Para quem achava que a polarização política já tinha ido longe demais — com vírus de esquerda e remédio de direita —, isso ainda vai longe, esse é apenas mais um instrumento.
Retratado no livro 1984 (George Orwell), o “cancelamento” era um método de Estado. Consistia em apagar qualquer vestígio da existência do indivíduo que interessasse às autoridades. Hoje, a cultura do cancelamento — que não é apenas uma modinha inofensiva da internet — isola determinada pessoa, mantendo-a afastada de contratos publicitários, lugares e pessoas. Eis, novamente, alguém transformado em pária ou não-pessoa.
Essa nova (antiga) cultura é a atualização da lista negra e do enforcamento. A agonia em praça pública é o destino de quem ousou avançar os limites impostos pela ditadura vigilante e alcagueta do politicamente correto. Se fizer ou falar algo que desagrade patotas organizadas, antes você era cancelado na vida, agora você pode ser bloqueado nas redes sociais.
64
Inseto Insípido
Mas que coisa mais escrota
Esse monte de inseto
Que invade minha casa
Desde o solo, até o teto
O maldito é equipado
Com antena, coisa imunda
O pior é o vaga-lume
Que tem lâmpada na bunda
Tem besouro, pernilongo
E barata voadora
Só acaba minha agonia
É na palha da vassoura
Depois de uma chinelada
A barata sai com vida,
Com as vísceras expostas,
Para um resto de comida
(Refrão)
| Naftalina, aletrina, fenotrina e efedrina
| Quanto mais veneno solta,
| Bem maior o bicho volta
|
| É Matox, Baratox, Venenox e Rodox
| Se o veneno for Baygon,
| Bicho acha muito bom
Eu achava esses “bichinho”
Pra saúde, bem nocivo
Mas agora, “tô” pensando
Pode ser bem nutritivo
Que a lesma seja frita
E a barata torradinha
A aranha bem assada
E o besouro na casquinha
Antes era um problema
Hoje é uma solução
Eu preparo meu banquete
Mando tudo pro fogão
Quando bate aquela fome
Só existe uma saída
Todo tipo de inseto
Num bom prato de comida
(Refrão)
79
The zoeira never ends ⚫️
Há muito tempo que todo corintiano carregava o peso e suportava chacotas por ser um time regional, ou seja, só ganhava o campeonato estadual. Essa maldição foi desfeita e o Corinthians ganhou 7 títulos do Campeonato Brasileiro.
Estádio próprio: O Timão deixaria o Pacaembu (Saudosa Maloca), já que o estádio próprio estava sendo construído para a Copa do Mundo, então essa gozação não tinha mais efeito.
Além disso, o time ganhou o Mundial de Clubes da FIFA, mas, segundo os adversários, não valeu, pois faltava a inédita Copa Libertadores. Portanto, aquela não seria uma simples viagem e aquele não era um simples jogo de futebol. Para quem carrega o pesado escudo do clube de coração, essa era a chance de encarar são-paulinos, palmeirenses, santistas e outros torcedores.
Com a narrativa perfeita, meu cunhado e eu partimos para o bar a fim de empurrar o time na conquista da Libertadores. Só que a decepção de iniciar com uma derrota começou a circular; a cerveja descendo quadrada, amarga, porém gelada (como o entusiasmo inicial) e os rivais começando a se manifestar, mantendo a escrita, numa perseguição que parecia não ter mais término. Porém, o golzinho achado no finzinho da partida manteve uma certa confiança na conquista e a garantia de algumas cervejas no próximo jogo.
O time foi melhorando, ganhando e convencendo. Jogando muito bem, chegou à final! Enfim, teríamos a oportunidade de cruzar torcedores de outras equipes sem sermos ridicularizados, pelo contrário, até alugando alguns. Essa era a grande chance de dominar essa “cadeia alimentar” que sempre foi cruel com nossos pais, avós e conosco,todos corintianos.
Para ver a final e comemorar, viajei. O dia da finalíssima (Corinthians x Boca Juniors - Arg.) estava ótimo. O chope no supermercado só confirmou o ambiente de Copa do Mundo.
Hoje, restam os palmeirenses a suportar as dores do mundo. Os grandes clubes de São Paulo têm estádio, títulos nacionais, internacionais e a Taça Libertadores da América, só falta o mundial do Palmeiras. Fica bem mais engraçado quando eles juram ter conquistado esse título em 1951.
Um dia eles ganham. Enquanto isso, a zoeira continua.
Estádio próprio: O Timão deixaria o Pacaembu (Saudosa Maloca), já que o estádio próprio estava sendo construído para a Copa do Mundo, então essa gozação não tinha mais efeito.
Além disso, o time ganhou o Mundial de Clubes da FIFA, mas, segundo os adversários, não valeu, pois faltava a inédita Copa Libertadores. Portanto, aquela não seria uma simples viagem e aquele não era um simples jogo de futebol. Para quem carrega o pesado escudo do clube de coração, essa era a chance de encarar são-paulinos, palmeirenses, santistas e outros torcedores.
Com a narrativa perfeita, meu cunhado e eu partimos para o bar a fim de empurrar o time na conquista da Libertadores. Só que a decepção de iniciar com uma derrota começou a circular; a cerveja descendo quadrada, amarga, porém gelada (como o entusiasmo inicial) e os rivais começando a se manifestar, mantendo a escrita, numa perseguição que parecia não ter mais término. Porém, o golzinho achado no finzinho da partida manteve uma certa confiança na conquista e a garantia de algumas cervejas no próximo jogo.
O time foi melhorando, ganhando e convencendo. Jogando muito bem, chegou à final! Enfim, teríamos a oportunidade de cruzar torcedores de outras equipes sem sermos ridicularizados, pelo contrário, até alugando alguns. Essa era a grande chance de dominar essa “cadeia alimentar” que sempre foi cruel com nossos pais, avós e conosco,todos corintianos.
Para ver a final e comemorar, viajei. O dia da finalíssima (Corinthians x Boca Juniors - Arg.) estava ótimo. O chope no supermercado só confirmou o ambiente de Copa do Mundo.
Hoje, restam os palmeirenses a suportar as dores do mundo. Os grandes clubes de São Paulo têm estádio, títulos nacionais, internacionais e a Taça Libertadores da América, só falta o mundial do Palmeiras. Fica bem mais engraçado quando eles juram ter conquistado esse título em 1951.
Um dia eles ganham. Enquanto isso, a zoeira continua.
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Autoritarismo não é autoridade ♦️
Por mais abusiva que seja, inclusive ilegal, decisões são cumpridas, principalmente com a caneta do Judiciário. No entanto, quando as determinações dependem da colaboração internacional, o arbítrio se torna evidente.
A perseguição do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi efetiva enquanto agiu capturando cidadãos brasileiros, aqui dentro. Durante a calmaria, o ministro prendeu, proibiu e convocou quem quis. Quando Alexandre ousou esticar seus tentáculos arbitrários, falhou.
Sua sanha arbitrária parou quando tentou deter, num aeroporto brasileiro, o norte-americano Jason Miller; as autoridades norte-americanas também ignoraram o pedido de extradição do jornalista Allan dos Santos. Ambos os casos foram ignorados por falta de sentido, caracterizando mera perseguição política.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI da Pandemia), eternizada como “CPI do circo”, foi eficaz enquanto gerou manchetes e reportagens. No entanto, falhou na tentativa de render boa imagem à oposição e, provavelmente, falhará nas próximas eleições. A Comissão perseguiu, intimidou, estigmatizou e desrespeitou os depoentes que não diziam o que queriam ouvir. Resultado do “circo”: quando chegou ao Tribunal Penal Internacional de Haia, Holanda, o relatório feito por Renan Calheiros foi ignorado. A esperança da oposição é de o calhamaço ser levado a sério aqui no País.
Outro ministro do STF, Luís Roberto Barroso, resolveu travar uma guerra com o “Telegram” (rede social). Pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele enviou uma carta a fim de “regular” a rede social, para o controle (se é que você me entende) das eleições para não extrapolarem a sua jurisdição. Entretanto, os responsáveis pelo Telegram, provavelmente interpretando o caso como censura, ignoraram a missiva.
Com a tentativa de internacionalização dos desmandos nacionais, talvez percebam que algo muito errado não está certo aqui dentro.
Certamente, somente em textos de História percebi que os interesses de grupelhos exerceram tanta prioridade em detrimento de interesses nacionais. A mentira tem perna curta.
A perseguição do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi efetiva enquanto agiu capturando cidadãos brasileiros, aqui dentro. Durante a calmaria, o ministro prendeu, proibiu e convocou quem quis. Quando Alexandre ousou esticar seus tentáculos arbitrários, falhou.
Sua sanha arbitrária parou quando tentou deter, num aeroporto brasileiro, o norte-americano Jason Miller; as autoridades norte-americanas também ignoraram o pedido de extradição do jornalista Allan dos Santos. Ambos os casos foram ignorados por falta de sentido, caracterizando mera perseguição política.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI da Pandemia), eternizada como “CPI do circo”, foi eficaz enquanto gerou manchetes e reportagens. No entanto, falhou na tentativa de render boa imagem à oposição e, provavelmente, falhará nas próximas eleições. A Comissão perseguiu, intimidou, estigmatizou e desrespeitou os depoentes que não diziam o que queriam ouvir. Resultado do “circo”: quando chegou ao Tribunal Penal Internacional de Haia, Holanda, o relatório feito por Renan Calheiros foi ignorado. A esperança da oposição é de o calhamaço ser levado a sério aqui no País.
Outro ministro do STF, Luís Roberto Barroso, resolveu travar uma guerra com o “Telegram” (rede social). Pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele enviou uma carta a fim de “regular” a rede social, para o controle (se é que você me entende) das eleições para não extrapolarem a sua jurisdição. Entretanto, os responsáveis pelo Telegram, provavelmente interpretando o caso como censura, ignoraram a missiva.
Com a tentativa de internacionalização dos desmandos nacionais, talvez percebam que algo muito errado não está certo aqui dentro.
Certamente, somente em textos de História percebi que os interesses de grupelhos exerceram tanta prioridade em detrimento de interesses nacionais. A mentira tem perna curta.
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