Samuel da Mata

Samuel da Mata

n. 1965 -- --

Nasci e cresci pobre, mas não tenho vergonha disso. Sofri na pele as injustiças da pobreza, mas mesmo assim vivi feliz pois não conhecia a sua verdadeira fonte. Saudei heróis forjados na podridão, mas vestidos no linho fino do engodo e da publicidade paga.

n. 1965-10-17, Aracaju

Perfil
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O NASCER DA POESIA

O NASCER DA POESIA
(Samuel da Mata)

A poesia nasce em mim nos dias tristes
Em que a névoa da ilusão se tinge em dor
E a minha alma faz florir em mil matizes
Buscar nos céus explicação pra o desamor

Nasce também na luz da cadente estrela
Que em novos olhos uma paixão faz florescer
E um céu de mágoas afugenta ao recebe-la
E dá à vida uma nova razão para se viver

Nasce a poesia no sorriso da criança
Que alheia às mazelas, apregoa amor
Ali renasce da humanidade a esperança
Que já há muito aos adultos abandonou


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Biografia
            Nasci e cresci pobre, mas não tenho vergonha disso. Sofri na pele as injustiças da pobreza, mas mesmo assim vivi feliz pois não conhecia a sua verdadeira fonte. Saudei heróis forjados na podridão, mas vestidos no linho fino do engodo e da publicidade paga. Sobrevivi milagrosamente à miséria por puro lampejo da graça divina.
            Sonhei com um mundo livre e justo. Acreditei que as oportunidades eram uma questão de esforço e que o sucesso só dependia da capacidade e do desprendimento. Pensei que os homens bons transformariam o mundo e que as injustiças seriam aniquiladas pela educação e a sensatez
            Infelizmente, a maturidade revelou-me que os pobres são mais pobres de espírito que de oportunidades. Que os ricos, pra se fazerem ricos, já venderam a alma. Que as oportunidades não surgem, são compradas às escuras. Que a decência, quase sempre, sucumbe à propina e ao favorecimento. Que os idealistas se vendem ao poder. Que os justos não subsistem no trono. Que a caridade quase sempre não é cega. Que a violência e a miséria são orquestradas do trono. Que a abnegação tem a infâmia como troco. Que as pessoas amam mais imundícia que a dignidade. Que os insanos são mais aplaudidos que os sensatos. Que a morte é triste, mas sem ela os homens seriam eternos escravos de seus páreos.
            Hoje eu luto, não mais para reformar o mundo, mas para não ser sucumbido por ele. Sofro para provar que nem toda dignidade está à venda. Combato a indecência e imoralidade, mesmo sabendo que perderei a batalha.  Quero morrer com orgulho, não de ter vencido a guerra, mas de ter lutado sempre em defesa do que é correto. Não quero ser lembrado por ter mudado o mundo, mas apenas por não ter feito coro com aqueles que o tornam fétido.
            Algum dia, espero que ainda longe, esta será apenas mais uma página esquecida e provavelmente apagada por falta de manutenção ou custeio. Todavia, antes que este dia chegue, quero fazer transbordar nela as inquietudes da minha alma; fazer soar os clarins da vida, sem ter a presunção de ser o dono da verdade, mas convicto de que proclamei meus erros como alerta aos jovens e chamei à reflexão os pensadores em busca de uma vida mais digna e próspera para as gerações vindouras.



Poemas

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ELE SABE QUANTO DÓI

Dos chegados, a traição
Do Getsêmane, a solidão
Do povo, a ingratidão
De Pilatos, o lavar das mãos

O ódio dos invejosos
Juízes tendenciosos
Injustiça dos poderosos
Ingratidão de ex-leprosos

Ter seus direitos vendidos
Em público ser escarnecido
Ter o rosto cuspido
Rever o amigo fugido

Testemunhos falsificados
Ter seus vestidos arrancados
Em acoites, ser dilacerado
De escárnio e dor coroado

Assim, na sua aflição só lhe diga:
Senhor, tu conheces a medida
Guarda em tua paz minha vida
Pra que em minha dor o bendiga
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Meus Provérbios

- Atitudes nobres, mas de decepção absoluta: o dar banho em porcos e o resgatar putas! (SSM)

- Ser bom e ser besta são muito parecidos. As vezes somos um pensando ser o outro. (SSM)

- O casamento acontece e também se acaba, quase sempre, pelo mesmo motivo: é melhor ter um insigne ficante do que um extra vagante. (SSM)


- Um mau augúrio, que soa o exprobrar, é ver sua nau algures com sua ex pro bar. (SSM)


- O alveitar melhor medica quando em dor claudica. (SSM)


- Tem sempre alguém achando que pode fazer de você um otário. (SSM)


- Nunca se indigne mais do que a vítima da afronta. Você corre o risco de vê-la fazer corum com os agressores. (SSM)


- Esforça-te para ser um profeta da justiça, mas nunca queira ser a justiça dos profetas. (SSM)


- Pior que a certeza de que vamos morrer um dia, é ver nossas certezas morrerem todos os dias. (SSM)


- A ganância é a catarata da sabedoria e o cancro da justiça.(SSM)


- O medo é a cama da tirania e a omissão o seu cobertor. (SSM)


- O seu mundo nunca será maior nem melhor do que aquele que você for capaz de enxegar. (SSM)

- Se guardássemos a métrica com que julgamos os outros, certamente nos envergonharíamos ao ver quantas vezes já estivemos por ela reprovados. (SSM)

- Julgar-se humilde já é uma soberba! Quem se intitula pequeno, de fato está buscando reconhecimento.Os verdadeiros humildes são ocultos e silenciosos. (SSM)

-Podemos ter várias decepções na vida, mas pelo menos, com pessoas diferentes. (SSM)

- Quem de fato busca o conhecimento, achará por certo um mestre abnegado. (SSM)

- O querer é mais eficaz do que a capacidade. (SSM)

- Só fale aos seus amigos, aquilo que os seus inimigos podem saber. Eles podem mudar de lado quando você menos esperar. ( SSM)

- Quem vive se lamentando das cagadas que fez na vida é porque nunca sofreu uma verdadeira prisão de ventre. (SSM)

- São as atitudes que apagam as palavras, mas não há palavras que encubram o que a atitude escreveu. (SSM)

- Pessoas que prometem te amar enquanto você viver podem querer acabar com a sua vida antes do tempo.! (SSM)

- A pior solidão é aquela na qual se está acompanhado! (SSM)

858

A visão do Jatobá

Era o ano de 1959, ele subiu num tronco de arvore tombado no meio da roça, mirou o horizonte e pensou: "este ano eu decolo". Nunca tinha visto uma lavoura de algodão tão bela. As maçãs rosadas do algodão desabrochavam em capulhos viçosos transformando o campo num esplendoroso tapete de neve. Era uma paisagem esplendorosa. Fez suas contas em silêncio e pensou: deve dar quase três toneladas por hectare, uma produtividade inimaginável para qualquer agricultor.

Era uma visão de esperança após quatro longos anos de dificuldades. A esposa adoentada, sem receber da prefeitura o mísero salário de professora rural há quase dois anos, o dono da terra desconversando os acordos da parceria na lavoura em virtude da expectativa de alta produtividade na safra. Aliado a isto estava o fato de ter se tornado indesejável a muitos pela insistência com que anunciava e defendia a sua nova fé e a renovação pentecostal. Não havia como contê-lo, abraçara a fé em Cristo e recebera o batismo com o Espírito Santo. Seu filho nascera com um sexto dedo, mas fora curado, sem passar por qualquer processo cirúrgico, mas tão somente pelo poder da oração.

Naquela noite foi dormir tarde, demorou conciliar o sono entre expectativas e preocupações. Os céus conspiraram, a temperatura caiu no pé da serra e uma forte geada se precipitou sobre a lavoura enchendo o vale de uma desolação jamais vista por ali. Quando o sol raiou, só havia destroços da plantação de algodão que tanto lhe alegrara. Foi tomado de uma profunda tristeza e desencanto que mal conseguia suspirar. Foi quando então lembrou-se do sonho que tivera na madrugada:

"Era uma mata alta fechada, com peroba, pau-de-óleo, ipês, jacarandás, aroeiras e muitas outras espécies não menos nobres, mas que precisavam ser derribadas para instalação imediata de uma nova lavoura. Cabia-lhe a tarefa, mas não sabia como começar, nem com dez homens seria possível fazê-la em tempo hábil. De repente, avistou um grande pé de Jatobá a margem da floresta, tão grande que sobressaia sobre as outras árvores como uma calda de pavão. Não perdeu tempo, deu com seu machado um pequeno pique nas árvores principais e depois pôs-se a tarefa de derrubar o Jatobá. Após algumas horas de machadadas o Jatobá tombou levando consigo toda a floresta."

Voltou rapidamente para a cozinha, rejeitou o café que estava sobre a mesa e foi com a família para o cantinho da oração. Foi então quando o Senhor lhe disse: "Alegra-te meu servo, porque há uma grande floresta esperando por ti, e grande será a derribada, quando hoje te chamarem para ir para outras terras, dispõe-te e tenha bom ânimo, porque esta é a lavoura para a qual te escolhi, e muitos Jatobás aguardam o fio do seu machado."

Naquela mesma semana, ele
recebeu o dinheiro atrasado da prefeitura, mudou-se para Brasília só com os utensílios domésticos, mas foi por cerca de 50 anos, uma das colunas da igreja na capital e um grande ganhador de almas para o reino dos céus. Seu nome: Francolino Rodrigues da Mata.
2 893

VOLTA AO BERÇO

Ele navega com carinho o seu mar sagrado
Sua alma flutua na imensidão do tempo
Sua memória é a bússola e seu astrolábio
A lembrança é a vela e a saudade o vento

Sua voz tremula num suspirar profundo
Sua alma mergulha, vai fundo ao passado
Seu olhar procura sombras de outro mundo
Que em cavacos ou pedras esteja registrado

Já sem esperanças, seu olhar vagueia
Nada mais existe, tudo foi desmontado
Quando de repente em meio à capoeira
Vê-se ainda ereto um mourão queimado


Em um impulso forte, corre e abraça o tronco
Como a um ente querido, beija, afaga e cheira
Em soluços fala, já em meio ao pranto
Vejam aqui meninos: o mourão da porteira

Horas em silêncio, ao tronco abraçado
Sua alma chora, imersa em lembranças
Lágrimas escorrem de olhos contristados
Onde há 80 anos, brincava a criança

Todos nós criamos a falsa esperança
De encontrar de outrora, os sonhos desfeitos
Buscar na ternura de velhas lembranças
Afago pras mágoas que apertam o peito




529

MENINA MOÇA

Ela é meio criança e meio menina.

Ora é pimenta, ora é bonina.

Ora é afoita, ora é insegura.

Ora é pirraça, ora é ternura.

Ora é madura e ora é infante.

Ora é calada, ora muito falante.

Ora é muito pacata e ora é pura energia.

Mas sempre da casa, a maior alegria.
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DIA INTERNACIONAL DA MULHER

No dia internacional da mulher, cabe-nos uma reflexão. Será que podemos comemorar? É verdade que já foi muito pior, mas nem por isso podemos dizer que estamos bem. Ainda são centenas os registros diários de agressões físicas contra esposas, sem que os agressores sejam sequer convocados a depor, que de lá serem julgados ou punidos.

A agressão física é normalmente o culminar de muitas outras agressões inconcebíveis a um viver digno. As mulheres são ainda, em muitos lares, vetadas do seu direito de ir e vir, do seu direito de expressão, de sonhar com uma carreira profissional, de visitar e ser visitada, de participar da definição orçamentária da família, principalmente aquelas que se dedicam integralmente às atividades domésticas.

Vivemos ainda numa sociedade hipócrita, onde muitas mães ainda ensinam as filhas para suportarem as afrontas e agressões domésticas para que o casamento seja mantido. Mas, que casamento é este que se quer manter? Para agradar a quem, se a parte mais importante dele está sendo ferida e desrespeitada? Dizem que o tempo cura todos os males, mas há alguns que a passividade do tempo só os transforma em moléstias crônicas.

Quem perde o respeito próprio perde a alegria da vida. Os sonhos de uma mulher não podem se resumir à vida dos filhos. Elas têm o direito de sonhar e viver realizações que não podem ser trocadas pela imagem obtusa de uma aparente estabilidade conjugal, caracterizada pelo ostracismo e submissão.

É preciso mudar a nossa cultura. Ensinarmos as nossas filhas que a dignidade vale mais que um casamento; que onde não há respeito pode existir tara e até paixão, mas nunca o amor. É preciso mostrar-mos que o trabalho externo ao lar é doloroso aos filhos, mas é o primeiro passo para a manutenção da dignidade.

É preciso que amemos e apoiemos as nossas mães, irmãs e filhas, não apenas em palavras, mas em gestos e atitudes, quando sofrem por buscarem para si o respeito acima da aparência, bem como o direito de serem livres e felizes.

A todas as mulheres neste dia, o meu respeito, carinho e admiração. Que o vosso sorriso, e não as lágrimas, seja sempre a expressão da vossa ternura. Que nosso país amanhã, lhes dê a justiça que lhes nega hoje.

Parabéns! Parabéns e parabéns!
558

BRASIL GOSTOSO

Você já ouviu o cantar do uirapuru?
Subiu as serras do Sul?

Visitou o Pantanal?
Percorreu o litoral?

Viu as musas dourando ao sol?
Sabe o que é um rouxinol?

Visitou a foz do Iguaçu?
Já viu uma tribo Xingu?

Sabe o que é pororoca?
Comeu cuscuz, tapioca?

Cruzou o agreste e o sertão?
Dançou xaxado e baião?

Foi do Iapoque ao Chuí?
Tomou tacacá e tucupi?

Gingou com os capoeiristas?
Comeu virado-a-paulista?

Dançou numa escola de samba?
Comeu a feijoada baiana?

Desceu, de trem, a Paranaguá?
Já foi ao Araguaia pescar?

Comeu do biscoito mineiro?
Já contemplou o Rio de Janeiro?

Andou de bonde no corcovado?
Foi ao Cristo e a São Conrado?

Foi a Mariana, a Ouro Preto?
A um rodeio em Barretos?

Foi a Olinda, a Salvador?
Ao pelourinho, ao elevador?

A Comandatuba, a Itaparica?
A Pomerode, a Curitiba?

E Brasília, a capital,
Você já viu beleza igual?

Antes de ir ao exterior,
Eu só lhe peço um favor:

Suba a Cento e Dezesseis
E desça, aos poucos, a Cento e Um

Pois um Brasil, como Deus fez,
Jamais verás em canto algum.
616

VISITA A MASMORRA

Desci a masmorra uma tarde
Para ver o que o homem tinha
Quando se punha face a face
Com sua alma mesquinha

Eu vi a ira nas pedras
Vi versos em sangue escritos
Vi vingança, desafetos
Escárnio, ódio e estrupício

Vi mágoas em alto relevo
Vi cicatrizes e feridas
Vi sombras de pesadelos
Amargos restos de vida

Eu vi a tristeza e a má sorte
Em dentes e unhas esculpidas
Eu vi a sombra da morte
Oculta em faces fingidas

Vi planos aterrorizantes
Angústia e mágoa explosiva
Vi a tristeza pulsante
Vi dor, malícia e intriga

Vi a vaidade desfeita
Vi arrogantes oprimidos
Vi soberbos na sarjeta
Eu vi valentes vencidos

Eu vi a miséria dos homens
A tristeza de arrependidos
Eu vi pensamentos profanos
Vi sonhos desvanecidos

Sai da masmorra em tormenta
Mui triste e apavorado
Por ver nas paredes cinzentas
O meu coração retratado
523

MAGIA DOS OLHOS


O teu olhar é como um passe de magia
loucura, embriaguez, fascinação
Tem o brilho, a avidez e alquimia
que detém a minha alma em prisão

Esses teus olhos são maldade e pecado,
pois alucinam o mais puro do meu ser
- de cidadão, tornei-me fraco e viciado,
pois já sem eles não consigo mais viver

Atentem, desde já, ó autoridades
e venham a essa torpeza pôr um fim
Protejam os cidadãos desta cidade
pra que ninguém eles viciem além de mim

621

SAUDADE

Saudade é a espera do amor ausente
Em que o tempo a cada instante eternizou
E a tudo faz passar indiferente,
Ignóbil, vazio e sem sabor

Saudade é o sorriso que desponta
Como a aurora que reluz ao teu chegar
Saudade é o embaraço a cada encontro
E meu rosto rubicundo ao teu olhar

Saudade é a fantasia não vivida
E o amor que não ousei te declarar
É o remorso de quem não faz a tentativa
De a tão formosa dama conquistar.

Saudade é a amargura da lembrança
De um amor que intensamente me envolveu
É uma mistura de tristeza e de esperança
De que um dia ele ainda volte a ser só meu
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Comentários (9)

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Samuel da Mata

Obrigado Eusébio, espero vê-lo cheio de inspirações felizes.

joao euzebio
joao euzebio

Que bom ler teus poemas meu amigo estive andando por ai a procura de inspiração e voltei cheio de desejos e para começar quiz ler algo novo algo que me encante assim como teus poemas um abraço

Daniel Paes de Albuquerque
Daniel Paes de Albuquerque

Boa noite, Samuel. Chamo-me Daniel, de Maceió/AL. Como na maioria das vezes angustiado e indignado com os desacertos e injustiças da realidade que vivencio, perco o sono. Busco nos poemas de Cecília Meireles, Mia Couto e outros tantos, que vou lendo, encontrar o poema certo, a palavra que grita e não se traduz, o sentimento idêntico reprimido e revelado nas letras da poesia da irreparável vida. Hoje, conversando cá com meu anjo guardião, um ser real para mim, mas pouco importa para os demais, ele me disse que eu iria encontrar poemas e um escrito que me faria ver, que o que sinto é sentido por mais alguém. Que o que sinto, não é fruto de uma depressão diagnosticada nem de um capricho bem temperamental de quem queria mudar o mundo. Que não sou um idealista insensato ou um ser estranho, que deveria ficar quieto e ver a vida passar anestesiado pela dor de minha derrota diante do que julgo amoral e imoral, corrupto, perverso e destrutivo no meio em que vivo. Cheguei a sentir vergonha por não ter o poder de mudar o curso dos acontecimentos para melhorar a existência minha e daqueles que, mais tarde descobri, se compraziam no erro e na violenta onda de iniquidades promovidas por eles mesmos. Ler o que você escreveu sobre quem é e como pensa, me motiva a seguir sendo como sou: talvez inconformado por natureza, mas, sobretudo digno. Procuro formas de melhorar o que em mim, pode causar sofrimento nas pessoas, sem ceder, entretanto, à vontade de muitos de que eu seja mais um a plantar sementes de transgressões, injustiça, mau caratismo, egoísmo, inveja, ódio e destruição. Quero ter a consciência tranquila de que, mesmo inutilmente, não compactuei com a impostura. Muito obrigado, Samuel, por suas palavras! Elas me fizeram chorar, confesso, pelo bem que você me fez! Muita luz e, agora, um sorriso! Você é admirável. Muito, muito obrigado! Um forte abraço, Samuel! Caso queira me escrever, aqui ponho meu email: [email protected] Vou ler seus poemas e deixo um de Cecília Meireles, que deve conhecer: Renova-te Renova-te. Renasce em ti mesmo. Multiplica os teus olhos, para verem mais. Multiplica os teus braços para semeares tudo. Destrói os olhos que tiverem visto. Cria outros, para as visões novas. Destrói os braços que tiverem semeado., Para se esquecerem de colher. Sê sempre o mesmo. Sempre outro. Mas sempre alto. Sempre longe. E dentro de tudo. Abraço forte! Daniel

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Wanda, comercialmente é muito complicado. a taxa de retorno de publicaçõe nesta linha é quase sempre negativa. Mas obrigado pelo incentivo. Conheça o meu livro de matemática: www.eureka-enigmas.com

VANDA DIAS
VANDA DIAS

Seus POEMAS são reflexível, gosto muito.Você já publicou livro?Se a resposta for não, deveria, com certeza faria muito sucesso.