nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Da infância fluvial em saltos
nas curvas do rio,
como um bailado,
as águas traziam mansa
a natureza nos braços
da ponte, aos saltos,
os meninos incontidos
lançavam-se foguetes
no colo morno do rio
a vida era uma armadilha
montada no desafio
da felicidade que havia
escondida pelo rio
como um bailado,
as águas traziam mansa
a natureza nos braços
da ponte, aos saltos,
os meninos incontidos
lançavam-se foguetes
no colo morno do rio
a vida era uma armadilha
montada no desafio
da felicidade que havia
escondida pelo rio
71
Verbos em silente e verbal jornada
o poema
nunca cala
seu silêncio
é alvoroço da alma
o poema
nunca grita
seus alaridos
imitam a vida
o poema é um astronauta
em órbita nas avenidas
à procura dos labirintos
que os verbos lhe permitam
nunca cala
seu silêncio
é alvoroço da alma
o poema
nunca grita
seus alaridos
imitam a vida
o poema é um astronauta
em órbita nas avenidas
à procura dos labirintos
que os verbos lhe permitam
50
Do curso da refrega
renhida, em ondas,
a luta sempre entorna
o coração dos homens
no peito da revolta
ângulo intacto
dos olhos do futuro
alinhava-se como imensa
nas curvas do seu curso
ao homem basta apenas
afundar em si nesse mergulho
a luta sempre entorna
o coração dos homens
no peito da revolta
ângulo intacto
dos olhos do futuro
alinhava-se como imensa
nas curvas do seu curso
ao homem basta apenas
afundar em si nesse mergulho
107
Da construção vivente
a vida não está posta
como se fora um guia
em que o autor esquece
os passos de sua via
antes, convergente,
dada ao coletivo,
dá-se como instrumento
de construir-se consigo
a vida é um diagrama exato
das teimosias do infinito
como se fora um guia
em que o autor esquece
os passos de sua via
antes, convergente,
dada ao coletivo,
dá-se como instrumento
de construir-se consigo
a vida é um diagrama exato
das teimosias do infinito
61
Oníricas vicissitudes
esqueço-me nos sonhos
como tentativa
de construir andaimes
pela vida
o fazer onírico
talvez sirva
para medir as léguas
que eu consiga
o sonho é só um trampolim
das necessidades da lida
como tentativa
de construir andaimes
pela vida
o fazer onírico
talvez sirva
para medir as léguas
que eu consiga
o sonho é só um trampolim
das necessidades da lida
77
do riso como semente larga
o riso não é um disfarce,
tudo que lhe trama nasce
como se fora um vendaval
nas curvas da face
é uma alegria semeada
nos ângulos do rosto
nos leirões montados
nos roçados do corpo
sorrir é tanger o mundo
nas estradas de tudo.
tudo que lhe trama nasce
como se fora um vendaval
nas curvas da face
é uma alegria semeada
nos ângulos do rosto
nos leirões montados
nos roçados do corpo
sorrir é tanger o mundo
nas estradas de tudo.
101
Tchaikovsky em lances
na valsa, em flores,
Tchaikovsky intenta
navegar os mares
da consciência
burla o tempo
cria infinitos
e constrói balsas
pelos ouvidos
a música é só um disfarce
da profundidade dos sentidos
Tchaikovsky intenta
navegar os mares
da consciência
burla o tempo
cria infinitos
e constrói balsas
pelos ouvidos
a música é só um disfarce
da profundidade dos sentidos
32
do amor em construção
o amor, fundante,
dá-se como recorrente
quando a fábrica de si
habita larga os viventes
funda âncoras esvoaçantes
com ganas de astronauta
e inventa todos os cosmos
no colo imenso da alma
confundi-lo com a vida
é vivê-lo na intensa trama
de quem constrói a si
no peito de quem se ama
dá-se como recorrente
quando a fábrica de si
habita larga os viventes
funda âncoras esvoaçantes
com ganas de astronauta
e inventa todos os cosmos
no colo imenso da alma
confundi-lo com a vida
é vivê-lo na intensa trama
de quem constrói a si
no peito de quem se ama
64
Comentários (10)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.