Reminiscência CXXIX
brincando no tempo
na chuva, no riso
o menino via assim
intimidade com o infinito
molhando a vida
diligente descobria
apesar de triste
a natureza sorria
tuda da infância
ainda hoje pulsa
na liquidez inata
dos gestos da luta
brincando no tempo
na chuva, no riso
o menino via assim
intimidade com o infinito
molhando a vida
diligente descobria
apesar de triste
a natureza sorria
tuda da infância
ainda hoje pulsa
na liquidez inata
dos gestos da luta
o poem(t)a
em sua fala
não é pose do poet(m)a
nas palavras
antes e discurso
que o verbo instala
quando a vida pesa
no vão da alma
nas letras de si
desgovernados
o poet(m)a da-se verbo
incontrolável
a estrofe é apenas modo
de arruma-los
o mar
arruma a paz
quando se tange
fingindo valentia
em suas ondas
seu canto
lambendo a areia
espalha mansidão
em suas veias
palco de humanos
coxia de sereias
nos gestos do mundo
o mar, com certeza,
brinca de teatro
pela natureza
o sonho
tem asas
voa o homem
em suas falas
as que voam em si
as que voam nas praças
incólumes
em seus voos
rasgam o tempo
inventando o novo
os que vingam em si
os que vigem, largos, no povo
trazê-las esvoaçantes
é o humano alvoroço
a manhã
ainda nem se achava
perdida, confusa,
no vão da madrugada
o tempo
desgovernado
confundia o menino
com o sono guardado
abrindo a porta
ébrio da madrugada
o pai atravessa o tempo
jaguatirica nos braços
no jovem se acendia
a mata urbana montada
o tempo
é só um jeito
que a matéria da a si
em como ter-se
onda, partícula,
dúvida, incógnita,
o tempo é máscara
de respostas
dá-lo clandestino
pela consciência
pulsa neurônios
em suas avenças
o tempo dá-se mistério
em futuros e pretéritos
na Rua da Aurora
a madrugada transita
a intimidade exata
do tempo e da vida
Recife, ressonando,
ainda adormecido
desliza sonhos
afagando o Capibaribe
os olhos
bebendo a paisagem
ensaiam em si
os sonhos da cidade
meço os sonhos
com a régua inata
das léguas de desejo
em que me prolato
teimo em vivê-los
na vida quer arquivo
nos ombros do tempo
nas brechas do infinito
o sonho assanha
todos os sentidos
os que me levam acordado
os que me vivem dormindo
movimento de tanto
véspera de tudo
a matéria solfeja
inventando o mundo
vau da razão
acontecido
o homem luta
ainda véspera de si
a construir-se
no roldão da vida
vagando infinita
a matéria da-se à conta
de sempre insistir-se
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.