nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Histórico memento
a história
é um descuido
que os fatos espalham
pelo mundo
farta do tempo,
como uma relíquia,
entranha-se no cosmos
como enfeite da vida
e nas escaramuças do povo
a história sempre engravida
é um descuido
que os fatos espalham
pelo mundo
farta do tempo,
como uma relíquia,
entranha-se no cosmos
como enfeite da vida
e nas escaramuças do povo
a história sempre engravida
70
Dos sinais verbais intermitentes
acosso o poema
com certo embaraço.
Os verbos, nem sempre,
dão-se a abraços
fustigam o senso
com certa ironia
como se fossem noites
travestidas de dias
o poema é transeunte delicado
do verbo e do poeta em suas vias
com certo embaraço.
Os verbos, nem sempre,
dão-se a abraços
fustigam o senso
com certa ironia
como se fossem noites
travestidas de dias
o poema é transeunte delicado
do verbo e do poeta em suas vias
94
Lunática intenção dos tempos
a lua, magra,
parece um laço
pintado no céu
como um recado
nas aventuras que o tempo
traz no seu regaço:
as dos sonhos dos homens
pelos céus declarados
os que sejam minguantes
os que encham o espaço
parece um laço
pintado no céu
como um recado
nas aventuras que o tempo
traz no seu regaço:
as dos sonhos dos homens
pelos céus declarados
os que sejam minguantes
os que encham o espaço
62
Bailarina em algoritmica gesta
entornada no palco
em ombros de bemóis e fusas
a bailarina veste o mundo
dos recados da música
e nos voos construídos,
como uma nave do tempo,
espalha os infinitos
pelo vão dos pensamentos
a bailarina é um algoritmo
das alegrias dos ventos
em ombros de bemóis e fusas
a bailarina veste o mundo
dos recados da música
e nos voos construídos,
como uma nave do tempo,
espalha os infinitos
pelo vão dos pensamentos
a bailarina é um algoritmo
das alegrias dos ventos
60
Manhã em larga distopia
no raso da manhã,
ainda assim escondido,
o sol tenta tanger
uns pedaços do infinito
acorda no passarinho
um tempo de harmonia
no discursar seus bemóis
nos ombros largos do dia
e nas calçadas,
embrulhados na fome,
o vento tange a tristeza
pelos olhos dos homens
ainda assim escondido,
o sol tenta tanger
uns pedaços do infinito
acorda no passarinho
um tempo de harmonia
no discursar seus bemóis
nos ombros largos do dia
e nas calçadas,
embrulhados na fome,
o vento tange a tristeza
pelos olhos dos homens
29
Do transcurso do amor em lances
o amor
tramado na alma
dá-se à recorrência
como uma chachoeira morna
das águas da consciência
e por ter-se embutido
nos desenhos dos fatos
deixa-se quase eterno
no tempo que desata
o amor é o exercício exato
de tudo em que se delata
tramado na alma
dá-se à recorrência
como uma chachoeira morna
das águas da consciência
e por ter-se embutido
nos desenhos dos fatos
deixa-se quase eterno
no tempo que desata
o amor é o exercício exato
de tudo em que se delata
63
Desejos em parcelas
parcelo-me à vista
quando dou-me inteiro
a todos os desejos
em que me avisto
é que a fração
do que eu insisto
deixa-se plena
dos meus sentidos
o desejo é um andaime
dos nossos infinitos
quando dou-me inteiro
a todos os desejos
em que me avisto
é que a fração
do que eu insisto
deixa-se plena
dos meus sentidos
o desejo é um andaime
dos nossos infinitos
31
Novamente a bailarina em passos recorrentes
a bailarina
é passeata displicente
tudo de seus passos
tem um quê de transparente
até assim quando voa
pelos olhos da gente
a bailarina é militante
de tudo que se sente
é passeata displicente
tudo de seus passos
tem um quê de transparente
até assim quando voa
pelos olhos da gente
a bailarina é militante
de tudo que se sente
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.