Reminiscência CXXIX
brincando no tempo
na chuva, no riso
o menino via assim
intimidade com o infinito
molhando a vida
diligente descobria
apesar de triste
a natureza sorria
tuda da infância
ainda hoje pulsa
na liquidez inata
dos gestos da luta
brincando no tempo
na chuva, no riso
o menino via assim
intimidade com o infinito
molhando a vida
diligente descobria
apesar de triste
a natureza sorria
tuda da infância
ainda hoje pulsa
na liquidez inata
dos gestos da luta
a história
trafegando os homens
joga pela consciência
os gritos que consome
a passeata
caminhando a vida
debruça na praça
suas investidas
os passos do povo
lambem a rua
no gosto coletivo
das razões da luta
a vida reza em tudo
a laica procissão do mundo
o sonho
trai a vida
em dizer-se manso
e contido
tudo que discursa
é infinito
ate quando sussurra
faz-se grito
inventando desejos
enfeitando a vida
o sonho é um abraço
que a consciência vive
a vida
tremula o tempo
nos pretensos solstícios
do pensamento
grava os dias
nos pulsos da memória
rastros humanos
em sua lógica
trafegando suas demoras
deixa de si no tempo
um resto das horas
tudo que lhe pulsa
é o custo da historia
o amor
quando construído
e trejeito humano
de estar vivo
a luta
quanto renhida
é amor e tanto
pela vida
os amores
quanto vividos
são a luta humana
nesse estar infinito
a manhã acorda
inquérito da vida
indagações de tanto
respostas consumidas
o homem testemunha
suas investidas
o tempo
pertinaz advogado
joga no pensamento
a lógica dos saltos
o homem voa em si
e a manhã nem sabe
as asas dos neurônios
namoram as tardes
o trajeto
é estar em riste
vontade no tempo
em que se insiste
como fora riso
mesmo quando triste
o trajeto
é estar coletivo
brincando de povo
no colo do infinito
a tarde
fingia um tempo
suscitando a noite
em certa urgência
a paisagem
quase anoitecida
tangia os olhos
pela vida
o homem
já cansado de vê-la
jogava pela tarde
as noites que não teve
o desejo
sobrevoando
da-se à medida
de ser tanto
oficina pensante
das ruas do homem
etéreo e operante
finge-se objetivo
nas léguass que toma
do infinito
o desejo é um pensar
que pesa nos sentidos
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.