nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Ferroviárias moçōes do verbo
o trânsito das palavras
é quase um algoritmo
de mostrar nos homens
os becos do infinito
arrastadas,
no trem do verso,
carregam emoçōes
como um vagão moderno
tudo que as levam à mente
são os trilhos do universo
é quase um algoritmo
de mostrar nos homens
os becos do infinito
arrastadas,
no trem do verso,
carregam emoçōes
como um vagão moderno
tudo que as levam à mente
são os trilhos do universo
81
Da caatinga em clara jornada
a caatinga, assim paisagem,
pedaço da pátria recolhida,
revolve em si militantes
das longas curvas da vida
e nesse dar-se à vista
como sobrevivente
constrói um jeito de si
nos olhos de quem sente
a caatinga é um morno abraço
alinhavado em seus viventes
pedaço da pátria recolhida,
revolve em si militantes
das longas curvas da vida
e nesse dar-se à vista
como sobrevivente
constrói um jeito de si
nos olhos de quem sente
a caatinga é um morno abraço
alinhavado em seus viventes
76
Palmares em futuro gesto
o homem
com a África na face
debulha a memória
dos vincos de Palmares
navegando risos
Zumbi projeta
todos os futuros
em que se gesta
o tempo é só um detalhe
nos caminhos da espera
com a África na face
debulha a memória
dos vincos de Palmares
navegando risos
Zumbi projeta
todos os futuros
em que se gesta
o tempo é só um detalhe
nos caminhos da espera
47
Do Galo em concerto
o Galo da Madrugada
enche a rua de tanto
que o povo engole a vida
com o frevo na garganta
e os bemóis traduzidos
escritos, nos pés, na dança,
escrevem o peito do povo
nas partituras da esperança
o mundo caminha a pauta
das claves que o homem planta
enche a rua de tanto
que o povo engole a vida
com o frevo na garganta
e os bemóis traduzidos
escritos, nos pés, na dança,
escrevem o peito do povo
nas partituras da esperança
o mundo caminha a pauta
das claves que o homem planta
31
Verbos em esvoaçante trama
no peito dos homens
dorme a cláusula:
todos os verbos
tramitam na alma
no grito dos homens
viajam avulsos
todos os futuros
que voam no discurso
pássaras serão as palavras
voadas no exato curso
de quem veste o tempo
sem a dívida do seu custo
dorme a cláusula:
todos os verbos
tramitam na alma
no grito dos homens
viajam avulsos
todos os futuros
que voam no discurso
pássaras serão as palavras
voadas no exato curso
de quem veste o tempo
sem a dívida do seu custo
52
Da matéria em largo trânsito
na curva da existência
em ensaios lúdicos
a matéria transborda
seu destino público
vaza transformações
como um meio-fio largo
e enche de emoções
as mudanças de seus átomos
ao homem resta comemorar
a virtuosa leveza desse fato
em ensaios lúdicos
a matéria transborda
seu destino público
vaza transformações
como um meio-fio largo
e enche de emoções
as mudanças de seus átomos
ao homem resta comemorar
a virtuosa leveza desse fato
34
Dos caminhos em povo recorrente
na praça
o povo avança
a cada grito
de cada esperança
monta sua luta
em sonhos vastos
dos tempos que tange
como um recado
o futuro é um beco largo
da vontade como trabalho
o povo avança
a cada grito
de cada esperança
monta sua luta
em sonhos vastos
dos tempos que tange
como um recado
o futuro é um beco largo
da vontade como trabalho
56
Do poema em poeta corrente
ao poema cabem os voos
mergulhos compassados
no insubstituível esforço
de gramaticar a alma
em alvoroço
ao poema cabe o poeta
como astronauta itinerante
de todas as palavras
em que se plante
a retórica é só um modo
de consumir o horizonte
mergulhos compassados
no insubstituível esforço
de gramaticar a alma
em alvoroço
ao poema cabe o poeta
como astronauta itinerante
de todas as palavras
em que se plante
a retórica é só um modo
de consumir o horizonte
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.