nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Da constância humana do futuro
dou-me ao mundo
com a persistência inata
de procurar coletivos
nos escaninhos da alma
trazê-lo próximo
é um fazer exato
de quem procrastina
as heranças do passado
construir os andaimes do povo
é a consistência do futuro
porquanto dê-se ao tempo
a lógica humana de seu curso
com a persistência inata
de procurar coletivos
nos escaninhos da alma
trazê-lo próximo
é um fazer exato
de quem procrastina
as heranças do passado
construir os andaimes do povo
é a consistência do futuro
porquanto dê-se ao tempo
a lógica humana de seu curso
33
Das instâncias da vida na vontade
as vidas que guardo
no bolso da camisa
deixam-me autor
das esperanças que consiga
esse enganar-me
de prover-me vivo
talvez seja resultado
de estar sempre comigo
a vida é um trânsito informe
da vontade de ser vivo
no bolso da camisa
deixam-me autor
das esperanças que consiga
esse enganar-me
de prover-me vivo
talvez seja resultado
de estar sempre comigo
a vida é um trânsito informe
da vontade de ser vivo
52
Vegetais em grave fala
plantada no tempo
a árvore vegeta
chuvas e razões
fincadas na terra
dá-se pública
nos desperdícios que exala
pedaços de seus ares
espalhados pelas matas
a árvore joga no mundo
o tempo de suas falas
a árvore vegeta
chuvas e razões
fincadas na terra
dá-se pública
nos desperdícios que exala
pedaços de seus ares
espalhados pelas matas
a árvore joga no mundo
o tempo de suas falas
79
Varrendo saudades
varrer as saudades
nas costas do futuro
talvez seja a hipótese
de traze-las em curso
e derramá-las cogentes
pela permanência do uso
construir saudades
é só um recurso
de prevenir a razão
das constäncias da luta
e pousa-la grávida
nos futuros em disputa
nas costas do futuro
talvez seja a hipótese
de traze-las em curso
e derramá-las cogentes
pela permanência do uso
construir saudades
é só um recurso
de prevenir a razão
das constäncias da luta
e pousa-la grávida
nos futuros em disputa
86
trânsito na tarde
nem por tê-lo urgente
pelas curvas da face
dê-se ao tempo a chance
de assim aquietar-se
as ranhuras que causa
nos desvãos onde nasce
são apenas caminhos
de intensos combates
viajar ainda esses becos
é um trânsito largo de saudades
pelas curvas da face
dê-se ao tempo a chance
de assim aquietar-se
as ranhuras que causa
nos desvãos onde nasce
são apenas caminhos
de intensos combates
viajar ainda esses becos
é um trânsito largo de saudades
104
Virtual memória em páginas avulsas
o processo,
jazia em termos
nos bytes que consumia
em seu enredo
o homem virtual,
em configurado discurso,
embaralhava na tela
presumíveis futuros
ao juiz restava a saudade
do debulhar as páginas
como quem afaga no direito
os critérios da alma
jazia em termos
nos bytes que consumia
em seu enredo
o homem virtual,
em configurado discurso,
embaralhava na tela
presumíveis futuros
ao juiz restava a saudade
do debulhar as páginas
como quem afaga no direito
os critérios da alma
23
largas passadas em urbana jusante
assim atravessada
entre os edifícios
a rua pulsa em ondas
os ventos do comício
verbos em suores
uma grave massa
revolvem o passado
dos futuros da pátria
a nação humana goteja
todas as chuvas que caibam
entre os edifícios
a rua pulsa em ondas
os ventos do comício
verbos em suores
uma grave massa
revolvem o passado
dos futuros da pátria
a nação humana goteja
todas as chuvas que caibam
92
Destinos em verbos semeados
dos destinos que traço
na ponta da caneta
arrumo assim pelos verbos
que a emoçāo cometa
o verso é só aceno
debruçado na palavra
que tenta semear idéias
nos roçados da alma
a amplidão de seu plantar
é só um tempo de fala
na ponta da caneta
arrumo assim pelos verbos
que a emoçāo cometa
o verso é só aceno
debruçado na palavra
que tenta semear idéias
nos roçados da alma
a amplidão de seu plantar
é só um tempo de fala
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.