Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
o salto da vontade
é quase o tempo
que os braços exercem
o pensamento
constroem a vida
no humano ofício
conjuntura exata
da matéria em exercício
vias traçadas
veias das ruas
trâmite do homem
nos veios da luta
infestar de todos o dia
nessa vontade de tudo
os olhos
caçam na noite
rastros da lua
estrelas afoitas
o céu
edredom pulsante
salpica a matéria
pelo horizonte
o homem
enroscado na saudade
salpica de sonho
a paisagem
quase chega em si
mesmo tarde
Olinda e o povo
assim derramados
no peito da avenida
parecem cachoeira
de bemóis construídos
invenção do sentimento
do frevo como vida
Olinda e o povo
assim dançados
ladeiras que inventam
léguas de passos
assumem como sua
a paciência do tempo
em escorrer infinitos
no vão do calçamento
não só asas
dão aos pássaros
esse jeito de voar
bordando o espaço
guardam em si
certa volúpia
de enfeitar o tempo
o campo e as ruas
o homem inventa voos
asas da vontade
bordando em si
sonhos de liberdade
o tempo
é só o espaço
que as horas de mim
sempre marcam
nos ponteiros da vida
nos segundos da alma
o espaço
é só o tempo
que custam os passos
nas horas de mim
nas léguas dos braços
vivê-los em todos
é a história em seus laços
desde ancestral
pulso na memória
esse jeito ainda farto
de navegar a história
artefato inivíduo
da coletiva escola
cúmplice da matéria
construindo as horas
as do tempo de mim
as que se demoram
nada como navegar-se
no colo da memória!
o camarada Pablo Ramirez
abraçava seu discurso
na estranha mania
de ter saudade do futuro
guardava em si
sonhos presumidos
como fosse íntimo
o tempo em seu ritmo
o presente
era apenas a estrada
em que o futuro dizia
marcas do passado
o partido era o oxigênio
no ritmo da fala
a carne pulsa a vida
inventa enredos
entranhas invisíveis
de cada desejo
o trânsito humano
nas ruas do tempo
deflagra nas vias
todos seus inventos
o homem pulsa o mundo
tão sobrevivente
sonhando seus desejos
com a vida nos dentes
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.