Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
a noite
tangendo a lua
desenhava a vida
afagando a rua
o muro
como um caderno
prestava-se ao dever
de ser protesto
o jovem
assuntando a rua
jogava no pincel
toda sua luta
o panfleto mural
explodia culpas
resto de mim
pelo passado
navegante íntimo
da saudade
abraçado ao tempo
como regaço
solfejo em mim
cada compasso
as cordas do futuro
retesadas
conspiram as manhãs
quando nas tardes
tudo remete a vigência
das atas dos meus passos
dado aos outros
dê-se ao exercicio
de todas as razões
de estar consigo
humana prontidão
retrato da vida
bordar-se alheio
quanto ofício
rastros deixados
chão da história
construção atávica
em sua lógica
tudo que vida em tanto
é quanto sempre coletiva
nada como tanto
poderá sentir
cada contorno
das culpas criadas
nas ruas do povo
nada como tudo
podera medir-se
na crista da história
no vão das crises
tudo como tanto
dar-se-á medido
no intenso clamor
do punho coletivo
virtual
lança displicente
a tela aparenta
ser urgente
híbrida
em sua forma
guerra possível
em suas portas
constrói bites
algorítmica norma
ilusão criativa
como lógica
vazios de si
na ilusória paisagem
homens travam batalhas
e nem sabem
meu carnaval
assim calado
desfila pela vida
os blocos da alma
o frevo
intimamente guardado
tece nas ruas do peito
o bordado dos passos
assim deflagrado
em suas avenidas
assume a alegria
arma construída
recorrente compasso
assim dado à vida
a quanto tempo
dos correntes anos
esteja conflagrada
a vigilância humana
no terçar urgente
a insurgente trama
assim que tanta
nos umbrais da rua
esteja grávida
do povo e da luta
o parto da história
admite ao homem
tudo que construa
a avenida
dormindo a rua
respirava o tempo
como aventura
o jovem
panfleto indormido
caminhava a noite
pelos sentidos
a luta
cavando a história
pesava a honra
pela memória
o gosto do partido
adoçava as horas
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.