Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
dos céus de si
o homem transita
naves do desejo
nos ares da vida
a vontade
combustível inato
ressoa o tempo
em suas asas
bólide recorrente
prontidão humana
vigência quanta
de estar sonhando
o universo dá-se a pouco
nos seus passos de tanto
quando outro
esteja o homem
veias de si
unidade pelo todo
trâmite exato
de quem trama
trânsito farto
prontidão humana
rasgos construídos
da inata vontade
de estar sempre
preso na liberdade
a vida é exata bandeira
de tremular quem a invade
exercício de tanto
lavre-se a vida
revolta humana
matéria em guerrilha
tê-la aos trancos
solta nas ruas
vigência combatente
batalha lúdica
marcha de todos
mesmo única
instância coletiva
vaga transeunte
a vida milita o mundo
matéria combatente
o fio da meada
é estar em verbos
soletrando o tempo
pela madrugada
o sonho
sem palavras
escancha o poema
pela alma
o poeta, livro de si,
lavra palavras
como transeunte
em suas páginas
ao pretender o dia
o tempo esgarça
e penteia a noite
como madrugada
à tarde
envelhecendo o dia
o tempo joga rugas
em suas vias
até que a noite
anciã das horas
dê-se às estrelas
como senhora
ao sol
resta o enfado
de gerente da luz
em seus enlaces
o sol acordado
olho da madrugada
acende a saudade
arquivo exato da alma
o homem
navegante de si
finge-se mar
como disfarce
o mundo
rastejando a vida
forja o real
como oitiva
as paisagens do tempo
inundam cada tentativa
o sonho
nem era tanto
que escondesse a vida
pelos cantos
trazia em si
rasgos do tempo
um jeito de pulsar
desejos inadimplentes
rompia a noite
embrulhado no sono
construindo saídas
em seus lances
o sonho era o palco
em seus recados
voluntariamente posto
como coxia dos atos
o dolo
é estar em culpa
militando a vida
no vão da luta
a culpa
é estar doloso
compartindo a luta
dentro do povo
estar culpado
é viver doloso
a inocência exata
de quem vive todo
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.