Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
a vida
docente voluntária
ministra nos quadros
as cenas da aula
as que finca na carne
as que tatua na alma
as reticências
na humana fala
projetam as dúvidas
no vão de suas salas
a praça, no entanto,
em cada futuro,
constrói pelo tempo
o colégio do mundo
silenciosa
intransitiva
a rua fingia
dormir a vida
cada passo
nos pés gritava
os verbos escritos
onde o muro falava
o jovem
militando o mundo
jogava no tempo
todo seu rumo
essa mania de sonhar
como fora discurso
mesmo ilícito
deixe-se estar
subversivo
nada do que lei
em cada curso
pode ferir de tanto
as veias do futuro
a vida quanto modo
em ter-se coletiva
é gesto combatente
da sanha indivídua
o tempo é argamassa
de vê-la construída
onda pelo mundo
instância híbrida
planta a condição
de fingir a vida
humanos
mão de obra
rasgam a si
quando memória
a ciência
pseudo curso
dá-se inadimplência
do futuro
a história ainda em rito
trava a corrente incauta
tangendo urgentes braços
apontando o infinito
que a madrugada
composta no tempo
dê-se às manhãs
impunemente
tudo do sol esteja
assim atravessado
beliscando de luz
as noites arquivadas
nos arquivos humanos
dormidos nas calçadas
a vida esteja nas ruas
como luta declarada
gestos dos combatentes
da humana caminhada
quando seja a guerra
cena camuflada
tangida pelos neurônios
telas iluminadas
esteja sempre a vida
intensamente guardada
instância ainda crítica
da humana escalada
jogada no vão da luta
como urgente espada
das sinapses construídas
no colo da madrugada
o barro
esculpido pelo chão
pulsava a alegria
na palma das mãos
a matéria
afagando o tempo
gesticulava formas
no pensamento
o menino
engenheiro de tudo
dava-se à vida
inventando o mundo
quando fosse tempo
intentar-se múltiplo
derramar a vida
nas costas do mundo
humana transição
matéria em riste
grávida prontidão
de quem insiste
história declarada
escala pública
das razões de homem
como peça lúdica
cúmulos dos tantos
quando em luta
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.