Lista de Poemas

Temporária senda

 

o tempo

consumo humano

diz da matéria

em seus planos

gastá-lo

em medidas

é não tê-lo largo

pela vida

o tempo

como etário rito

nas estradas do homem

é consolo do infinito

6

Das vias do infinito

 

na terra

minúscula nave

como divisar

os infinitos em que cabe?

na terra

transcurso da matéria

como não sentir

os futuros que encerra?

no universo

matéria em seu rito

como não vislumbrar

o destempo do infinito?

16

Dados de mim em tese posta

 

ao estar comigo

assim outro

me definitivo

abraço da matéria

na humana lida

do infinito

os limites do tempo

em que milito

são os pedaços da vida

que infinito

17

poema em humana vaga

 

o tempo

posto na paisagem

dá-se à vida

como madrugada

o homem

posto humano

arquiva o tempo

no seu sono

a matéria e o homem

postos em cena

dão-se ao poeta

no vão do poema

20

Das armações do tempo

 

a madrugada

é um dia incoerente

nesse jeito de aurora

é uma noite cadente

tentando fantasiar

a silhueta do tempo

no trânsito de si

assim impunemente

chega a borrar o sonho

no sono que afugenta

5

Sonífera trova

 

na madrugada

o poema acorda

martelando verbos

na memória

no trânsito do sonho

o sono tremula

palavras embrulhadas

em sua luta

ao poeta resta o levante

da retórica disputa

39

Sonífera trova

na madrugada

poema acorda

martelando verbos

na memória

no trânsito do sonho

o sono tremula

palavras embrulhadas

em sua luta

ao poeta resta o levante

da retórica disputa

5

Reminiscência VI

nas pedras
o mar de Olinda
jogava os sonhos
as ondas do menino
como se fosse marinheiro
das largas forças da vida
o mergulho arquitetado
era precoce investida
dos futuros da luta
adredemente consentida
8

Dialética menage

 

a cada novo tanto

a qualidade tremula

a dialética vazão

da matéria em luta

a qualidade

em cada quanto

adentra a matéria

como nova jornada

ao homem resta militar

cada nova madrugada

as da matéria conhecida

as que permitam inventa-la

5

Palestina via

cada um é palestino

nos solavancos do mundo

na construção do destino

toda Palestina

é uma madrugada

das ruas do povo

das veias, dos risos,

que o futuro desenha

na luta coletiva

5

Comentários (10)

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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.

AurelioAquino

abraço

Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.

Carlos Marques
Carlos Marques

Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.

Pinto
Pinto

Abração !

nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.