nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Dos montantes do amor em clara lida
ao amor
dê-se a consistência
de conter-se infinito
em suas continências
e que permaneça
nos mínimos detalhes
um amontoado de chamas
nos desvãos dos olhares
consumido em grandes talagadas
deixe-se tanto pela vida
construído assim artesanato
trabalhado em todas as medidas
dê-se a consistência
de conter-se infinito
em suas continências
e que permaneça
nos mínimos detalhes
um amontoado de chamas
nos desvãos dos olhares
consumido em grandes talagadas
deixe-se tanto pela vida
construído assim artesanato
trabalhado em todas as medidas
115
Da intrometida vazão do tempo
a eternidade
é só um disfarce
que o tempo apregoa
nos ombros da vontade
resumido
e inteiramente plástico
brinca de infinito
nos desvãos do fato
o tempo é uma intromissão
em todos nossos laços
é só um disfarce
que o tempo apregoa
nos ombros da vontade
resumido
e inteiramente plástico
brinca de infinito
nos desvãos do fato
o tempo é uma intromissão
em todos nossos laços
117
Dos sinistros gestantes do futuro
o fascismo
em chagas
enche a culatra
dos canalhas
a terra
feita em chamas
inventa um incêndio
como trama
o povo em fagulhas
é o grave discurso
da vitória do mundo
nas planícies do futuro
em chagas
enche a culatra
dos canalhas
a terra
feita em chamas
inventa um incêndio
como trama
o povo em fagulhas
é o grave discurso
da vitória do mundo
nas planícies do futuro
78
Tambor em escala retórica
o tambor
é um coração renitente
esconde-se na lembrança
como um bordão urgente
pulsa trovōes
no vão da alma, em afagos,
como uma passeata real
de todos os passados
o tambor é um manifesto
de ancestrais incontrolados
é um coração renitente
esconde-se na lembrança
como um bordão urgente
pulsa trovōes
no vão da alma, em afagos,
como uma passeata real
de todos os passados
o tambor é um manifesto
de ancestrais incontrolados
46
Obras ensimesmadas
os becos da alma,
vielas escondidas,
entornam as mágoas
nos escaninhos da vida
tê-las arquivadas
como ressurgentes
é só um dispersar
dos risos urgentes
aplainar vielas de si
é um renascer intermitente
vielas escondidas,
entornam as mágoas
nos escaninhos da vida
tê-las arquivadas
como ressurgentes
é só um dispersar
dos risos urgentes
aplainar vielas de si
é um renascer intermitente
80
Infante contemplação do riso libertário
os olhos da menina
como um farol urgente
tecia largas visões
nos olhares da gente
as nesgas de riso
jogadas pela face
inventavam a beleza
como um disfarce
a menina quando ria
gargalhava a liberdade
como um farol urgente
tecia largas visões
nos olhares da gente
as nesgas de riso
jogadas pela face
inventavam a beleza
como um disfarce
a menina quando ria
gargalhava a liberdade
83
Dos reais inversos da vida
a realidade
é um espelho avesso
tudo que a diz deserta
é só um contrassenso
é que no cérebro
a câmera que a enquadra
é só um colar dos desejos
que se tem na alma
nada do que a diz incerta
tem a ver com sua gesta
69
Regramento solfejado em açōes contadas
o mundo
é engenho versátil
de reprimir o nada
de construir-se em atos
como se fora um lampião
de chamas exatas
ou um farol reticente
de luzes engendradas
tudo que lhe encaminha
é uma vontade intensa
adredemente deflagrada
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.