jornada humana em fila recorrente
meus filhos tem a compleição exata de todos os infinitos em que me instalam trazem de mim na jornada humana todos os antepassados a que se irmanam como é bom ser corrente das cachoeiras que se ama
Tristeza em vagar de alegre gesta
a tristeza vaga no tempo quando a vida descompleta e assim como uma fração no inteiro em que se meça naufraga no peito da gente os risos que sonega a tristeza é só um lapso dos risos que se carregue
Do acaso e suas complacências
o acaso é só um jeito do fato derramar-se pelo sujeito a vida, nem sempre, transcorre em si como repente viver é um acaso gerido adredemente
Pachamama em viés corrente
Pachamama, assim escorreita, cospe os crimes em que se deita ilesa a pátrias adormece una mãe descomunal de todas as lutas Pachamama, tão passada, é o futuro em disparada
Dos relatos e da lembrança em resumida pugna
e na lembrança para reviver o fato a memória debruça mansa em nosso relato e caminha, complacente, na sensação dos atos é que o relato da vida nunca é um retrato mas a ilusão sentimental daquilo que nos marca a vida real, por coletiva, nunca nos abarca é só um abraço simples nos infinitos em que se marcha
Matutina reflexão em descambado tempo
faltaram-me as manhãs vividas sem curso que não contivessem as noites em que estava o futuro no armazém do tempo nas prateleiras que tive consumi todos os inventos em que me soube livre a sofreguidão pela vida é uma parcimônia possível
Do futuro como fato dizente
o futuro não é só um tempo é o fato desenrolado desde a luta do presente. Assim moído, nas esperanças, deixa-se pensar como lembrança o futuro é um tempo que às vezes cansa
De quem viver verá e etc
haverá o povo e a insistência da vontade de trafegar a vida nos ombros da liberdade haverá o jovem e o velho embutidos no tempo e irmanados nas horas da igualdade intensa haverá o homem e a mulher nas confluências do ser e a permanência exata em tudo que se viver haverá o futuro só como medida de prolongar as léguas dos encantos da vida
Poeminha em dialética estante
nada do que me seja tanto que permita a si a vida deixe-se só como somente um resto em que se gastou a medida a quantidade é início de uma qualidade reptícia que chega a mudar seu quantum pela simples adição do mesmo indício o qualidade é apenas o resultado das quantidades que consigo
Dos digitais amassos da vida
inverídica e digital a vida consente todo insight que o algoritmo apresente a emoção é só um detalhe dos pixels da tela que nos invade resta a labuta e a infinita tentativa de, na praça da luta, desamassar a vida
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.