1971
Lista de Poemas
ASILO INVIOLÁVEL
Comigo já fizeram de tudo,
Levaram até o meu sossego,
Isto me foi tão absurdo,
Agora tenho que pedir arrego.
Fizeram a minha necessidade,
Se tornar uma arma na fronte,
Como um louco sem idoneidade,
Para assaltar ou encarar um gigante.
A falsa ideia de que tudo vai bem,
Na cabeça dos irresponsáveis,
É uma bomba armada num vagão de trem,
Os estragos podem ser irreparáveis.
Não eram inimigos declarados,
Mas devido certas circunstâncias,
Me tornei em braços armados.
Levaram até o meu sossego,
Isto me foi tão absurdo,
Agora tenho que pedir arrego.
Fizeram a minha necessidade,
Se tornar uma arma na fronte,
Como um louco sem idoneidade,
Para assaltar ou encarar um gigante.
A falsa ideia de que tudo vai bem,
Na cabeça dos irresponsáveis,
É uma bomba armada num vagão de trem,
Os estragos podem ser irreparáveis.
Não eram inimigos declarados,
Mas devido certas circunstâncias,
Me tornei em braços armados.
269
PELA LUZ O PERDÃO
Um olhar para o infinito, o que vejo eu acredito, noutro olhar já não repito, pois ficou tudo a quesito. Uma mão com uma vela acesa, um filho, o pai, a mãe, o juiz a tutela e uma mesa. Uma vara para correção, em meus olhos aflição. Nem o pai, nem a mãe sabem o que fazer, o juiz e a lei, não o podem prender, a tutela e a vara de correção, se inclinam ante uma vela acesa na mão. Que chama os pais para a arguição, sob a tutela da vara de correção, fazendo o filho recorrer ao perdão. Quem vos ensinou, antes mostrou o caminho, vos desviou da prisão. Agora deixastes o filho andando na contramão, tenho uma vela acesa na mão, ela é luz e não estará debaixo da mesa, ela traz o perdão, mas também aplica correção. O juiz é justo, a lei é fria, a punição é humana, a condenação é espúria. O perdão é dado, se sobrepõe ao pecado, o filho é resgatado. Outro olhar no infinito, agora vejo o veredito, a vela acesa é um fogo tão descrito, pai e mãe admoestados, por seu filho tutelados, nenhum deles são culpados. O juiz, a lei e a pena, em cima da mesa um processo condena. A vela acesa na mão, a vara de correção, o filho e os pais em questão, não mais se aplica nenhuma punição, pois a luz mostrou a razão, se é dado o perdão, apaga-se a condenação.
175
A MORADA É O CORAÇÃO
Senhor! Ponde luz no caminho dos homens para que eles não tropecem, firmeza em seus pensamentos para que eles não duvidem de Ti. Senhor! Dê alimento aos famintos e água aos sedentos, mas também sacia a fome do Espírito e a sede da Alma daqueles que estão necessitados. Dê mais compreensão, mais tolerância, paciência, e mansidão, a paz que eles não conhecem. Senhor! Revista os homens de humildade, para que descalcem os confortados pés e pisem em pedregulhos, e sintam que os seus pés frágeis não suportam, se ferem. Senhor! Ao homem reto dê honra e sabedoria. No coração dos homens ponde misericórdia e compaixão, o querer amar ao próximo. Senhor! Eis que está à porta batendo, se eles abrirem, entrará e ceará com eles, e eles Contigo, assim como o Senhor disse. Fará morada, e eles conhecerão a verdadeira justiça. Senhor! Nunca desprezaste os homens, são eles que se distanciam de Ti, mas o Teu braço está sempre estendido para que possa salvar, como está escrito na Tua palavra.
Erimar Santos.
Erimar Santos.
922
SEM CULPA E SEM CONDENAÇÃO
Quem te culpa? Quem te condena?
A sua consciência? Seu acusador?
Anda sem paz ou tem vida serena?
Tem coração duro ou se dobra ao amor?
Alguém te confessou agonia plena,
Apegado à tristeza de uma seca vida,
Com um olhar frio nele que encena,
Uma alma sofrida e por vezes abatida.
Anestesiaram-no com mentiras,
Ele tem muito medo da claridade,
As trevas conservaram-no em iras,
Impedindo-o de ver a verdade.
Ainda há a transparência da claridade,
Que penetra nas cavidades do coração,
E na alma sofrida produz capacidade,
Para paz, vistas límpidas, e íntima gratidão.
Não o culpará, e não o condenará,
Te justificará quanto às acusações,
Viverá em paz e a vida serenará,
Ao se entregar ao amor com ações.
A sua consciência? Seu acusador?
Anda sem paz ou tem vida serena?
Tem coração duro ou se dobra ao amor?
Alguém te confessou agonia plena,
Apegado à tristeza de uma seca vida,
Com um olhar frio nele que encena,
Uma alma sofrida e por vezes abatida.
Anestesiaram-no com mentiras,
Ele tem muito medo da claridade,
As trevas conservaram-no em iras,
Impedindo-o de ver a verdade.
Ainda há a transparência da claridade,
Que penetra nas cavidades do coração,
E na alma sofrida produz capacidade,
Para paz, vistas límpidas, e íntima gratidão.
Não o culpará, e não o condenará,
Te justificará quanto às acusações,
Viverá em paz e a vida serenará,
Ao se entregar ao amor com ações.
172
A NOSSA MENTE...
A nossa mente, basta um simples pensamento, e algo se transforma, deixa de existir, é destruído ou preservado. Por uma ideia muitos se convencionam ao suicídio, ao terrorismo, à guerra. Difícil é manter a paz entre os povos. A nossa mente, pensamentos bons e ruins. Uma máquina que produz infinitas coisas, que podem ser ou não concretizadas. A nossa mente, equilíbrio e desequilíbrio ao mesmo tempo, loucura e lucidez, como entendê-la! O que é, às vezes não parece ser o que é, e o que não é e nem parece ser o que é, se transforma no que nunca foi, e tudo se confunde. A nossa mente e os segredos, os medos, quantos vão para o túmulo e de lá já não são mais. A nossa mente, dá vida ou morte ao coração, ela pensa e ele sente, ela insiste e ele resiste, mas nem tudo consiste em ser concretizado para o bem e a vida, morre-se com pensamentos e sentimentos maus. A nossa mente, viaja no infinito, se fecha num campo aberto, mergulha-se num mar de dúvidas. Ela julga e condena em silêncio, ama e sofre, arquiteta e desiste de planos. A nossa mente além, em alguém, em algum lugar, sem voltar, sem respostas. A nossa mente, astuta mente contente, não há limites para o engano prevalecer. A nossa mente, atitudes normais, mas muitos pensamentos de loucura, e que guerra em seu universo, onde o bem e o mal se travam constantemente. A nossa mente, seres humanos normais, mas com instintos animais, e o que dizer do homem com múltiplas aparências, mente-espírito, alma, carne e coração, quantas confusões sentimentais, quantas maldades para se estabelecer um bem se fazem necessárias. A nossa mente...
Erimar Santos.
Erimar Santos.
1 147
ESTEJA COMIGO
Esteja comigo amor até ao ocaso
Te acolho em meus braços e te protejo
Nossas almas não estão juntas por acaso
Põe em mim todo o néctar do desejo.
Quero me esconder em teu regaço
Aconchegar-me com teus carinhos
Prender-me no teu bendito laço
E encontrar-me em teus caminhos.
Estamos em tempo de liberdade
Alegremo-nos neste momento
Nesta sensação de cumplicidade
Amadureça o nosso relacionamento.
Meu amor sejamos cruciais
Façamos tudo que nos convêm
Joguemos fora todos nossos ais
Conservemos o que nos mantêm.
Enquanto durar esta luz natural
Até ao findar do crepúsculo
Debruçará a noite num belo casal
Extasiado por tanto amor maiúsculo.
Te acolho em meus braços e te protejo
Nossas almas não estão juntas por acaso
Põe em mim todo o néctar do desejo.
Quero me esconder em teu regaço
Aconchegar-me com teus carinhos
Prender-me no teu bendito laço
E encontrar-me em teus caminhos.
Estamos em tempo de liberdade
Alegremo-nos neste momento
Nesta sensação de cumplicidade
Amadureça o nosso relacionamento.
Meu amor sejamos cruciais
Façamos tudo que nos convêm
Joguemos fora todos nossos ais
Conservemos o que nos mantêm.
Enquanto durar esta luz natural
Até ao findar do crepúsculo
Debruçará a noite num belo casal
Extasiado por tanto amor maiúsculo.
188
QUEM ME VÊ ASSIM
Quem me vê assim, não sabe nada de mim. Quem imagina o que sou, de onde venho, para aonde vou, está se confundindo, se iludindo, no meu caminho ninguém nunca andou. Quem não sabe quem sou? Quem nunca perguntou? Não sou precipício, nem fome, nem vício, tampouco tenho um nome derivado do exercício que nos consome, não tenho codinome. Quem me fez assim sabe tudo de mim. Agora, se livre da curiosidade e fique de fora, abra bem os seus olhos para que não tropeces, e vá embora seguindo o seu próprio caminho sem vaidades e desalinho. Não ficaria comigo por favor. Não teria ninguém. Não me levaria para aonde você for, se não me levasse te diria amém! Não tenho bens, não tenho lar, mas também tenho razão para não os dar. Faça-me chorar te implorando para que me queira levar. A minha aparência não testifica a verdade, mas o meu coração está cheio de bondade. Não Prometo que não te daria trabalho, não te seria pesado, não te seria falho. Diga que não me quer contigo, te daria também amor amigo, você poderia receber, eu posso ver e sentir, não seja esnobe, não estou por fingir. Eu corri tanto para chegar até aqui, sei que não me conhece bem e não viveu o que eu vivi. Por isto não insisto se por teus olhos eu sou visto um colibri, tão ágil e tão frágil, sugando o néctar das flores voando aqui e ali.
159
TRAJETÓRIA
Minhas lágrimas são doces, o meu choro é de alegrias, minhas mãos estão vazias, a minha paz e a minha história, são de atitudes simplórias.
O meu passado se apagou, as minhas faltas Deus levou, o meu caminho Ele acertou, todas as guerras que eu lutei, de minh’alma as livrei.
Aqui na terra o Redentor, em mim não falta o Seu amor, meu coração está aberto, a minha vida está coberta pelas bênçãos do meu Senhor.
A luz que me ilumina, em esperanças, em tudo em mim culmina. A cada dia é uma batalha, sem estratégia a luz é falha, mas pela fé a força se espalha, e a coragem surge como uma muralha.
O meu passado se apagou, as minhas faltas Deus levou, o meu caminho Ele acertou, todas as guerras que eu lutei, de minh’alma as livrei.
Aqui na terra o Redentor, em mim não falta o Seu amor, meu coração está aberto, a minha vida está coberta pelas bênçãos do meu Senhor.
A luz que me ilumina, em esperanças, em tudo em mim culmina. A cada dia é uma batalha, sem estratégia a luz é falha, mas pela fé a força se espalha, e a coragem surge como uma muralha.
177
LIUZINHA
Ela era toda certinha, cabelos longos, loiros, olhos verdes, andava somente na linha, um metro e setenta e cinco de altura, curvas, tronco, rosto de menininha. Parecia uma escultura, pele clara de jambo, vinte e dois anos, ela era pura. O avesso do mundo, Liuzinha, a garotinha filhinha de um senhor furibundo. Não tinha mãe, nem um irmão, ela era a paz, mas causava confusão. Senhor Atanásio, morador do Vale do Cão, era respeitado pelo seu olhar frio e por ser filho de Gervásio, aquele que lutou, venceu e matou um leão. Pai de Liuzinha a princesinha do não, senhor Atanásio vivia um grande dilema, proteger a filha pura era um grande problema, o Vale era Sodoma, filhos da vadiagem e da perdição, de crimes diversos, e morte, para se protegerem seguramente necessitariam de uma grande redoma. Vivia fugindo dos assédios de homens indesejáveis, o que para ela os tornavam ainda mais detestáveis. Liuzinha também tinha outros atributos, além da beleza, era guerreira, e suas qualidades e frutos eram força, coragem, várias habilidades e tamanha destreza. Saqueadores, injustos e pérfidos, homens de má conduta, no Vale, seu Atanásio e a filha com eles lutam, para a preservação da suas vidas se defendem e não se assustam, se legitimam com as suas espadas, os fere, se livram e fogem de mais uma cilada. _Filha está tudo bem contigo? _Sim pai, difícil é não correr perigo, mas estes mereceram tal castigo, não tentarão mais outra vez se engraçarem comigo. _Certamente não, mas fiquemos atentos, todavia vivemos no Vale do Cão, o mal é sempre iminente e a nossa vigilância constante é a solução. _Sim meu pai, estarei sempre atenta, oxalá consigamos nos livrar de todas as investidas do mal, meu espírito está pronto, pois ele representa todo ideal de justiça neste caos de lugar, e um dia pai, conseguiremos daqui nos livrar. _É filha, talvez eu já seja velho o bastante e não me importe mais em morrer por aqui, mas você é tão linda, jovem e interessante, que eu seu pai lutarei e se necessário for, morrerei por ti. Feliz serei em vê-la um dia partir, mesmo que eu não possa ir, mas você filha, até os últimos esforços irá conseguir. _Não meu pai, eu jamais deixarei o senhor, também lutarei até à morte se preciso for, mas juntos sairemos, nos gloriaremos nos muitos dias de paz que longe daqui encontraremos. Lugar hostil, cheio de armadilhas, cães famintos e suas matilhas, violências desenfreadas por desestruturadas famílias. Terra sem governo constituído, terra de chacais onde o terror foi estabelecido, onde o bem foi destituído. Um lugar de ruínas e escravos sem princípios, onde reina a fome, a miséria e das almas ociosas os vícios, onde os espíritos de homens e animais não encontram paz e a injustiça ferrenha cada dia se refaz.
165
TRAIÇOEIRA
Na fogueira do amor, na cegueira,
Na iminência de se entenebrecer,
Num mergulho sem ver traiçoeira,
Contraindo uma doença para se corroer.
Na palma das mãos, entre os dedos,
O que muito se aperta, desperta,
Ao que detesta lembrar seus medos,
Quando se queima na pele descoberta.
De olhos bem fechados se imagina,
Nudez, beijos, gemidos sem confissão,
Num paraíso perigoso se incrimina,
Na Lâmina afiada do desejo da paixão.
Quando os segredos revelam a morte,
Arrancando um coração pulsante,
Pelo ciúme tão venenoso e forte,
É possesso, controverso, fulminante.
Na iminência de se entenebrecer,
Num mergulho sem ver traiçoeira,
Contraindo uma doença para se corroer.
Na palma das mãos, entre os dedos,
O que muito se aperta, desperta,
Ao que detesta lembrar seus medos,
Quando se queima na pele descoberta.
De olhos bem fechados se imagina,
Nudez, beijos, gemidos sem confissão,
Num paraíso perigoso se incrimina,
Na Lâmina afiada do desejo da paixão.
Quando os segredos revelam a morte,
Arrancando um coração pulsante,
Pelo ciúme tão venenoso e forte,
É possesso, controverso, fulminante.
224
Comentários (3)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
parabéns
amei parabéns
Bárbara Pinardi
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
Belo poema