1971
Lista de Poemas
MEU BEM, ME PERDOE
Meu bem perdoa se te fiz chorar
Amor não posso mais ficar assim
Ansioso por querer te consolar
Mas triste por ter mágoas de mim
Não leve em consideração
Como tudo pôde acontecer
Foi tudo culpa da emoção
Não tive a intenção de fazê-la sofrer.
Eu estou muito abatido por tudo
E se ainda assim me perdoar
Eu me moldo a você, eu me mudo
Jamais repetirei aquele olhar.
Porque você invadiu o meu mundo
E se apossou do meu coração
E o conquistou em um segundo
Não me deixando outra solução
Senão crer no seu amor
Agora não tenho mais razão
Sinto-me culpado e devedor
E se for um não a sua decisão
Meu amor, como não sofrer a pena com louvor?
Amor não posso mais ficar assim
Ansioso por querer te consolar
Mas triste por ter mágoas de mim
Não leve em consideração
Como tudo pôde acontecer
Foi tudo culpa da emoção
Não tive a intenção de fazê-la sofrer.
Eu estou muito abatido por tudo
E se ainda assim me perdoar
Eu me moldo a você, eu me mudo
Jamais repetirei aquele olhar.
Porque você invadiu o meu mundo
E se apossou do meu coração
E o conquistou em um segundo
Não me deixando outra solução
Senão crer no seu amor
Agora não tenho mais razão
Sinto-me culpado e devedor
E se for um não a sua decisão
Meu amor, como não sofrer a pena com louvor?
207
SE NÃO SEI DE MIM
Se não sei de mim quando penso
Imaginando você em meu coração
Faz pulsá-lo tão intensamente
E o que sinto é pura emoção
Creio que não sei te amar direito
Mas estou te dando toda atenção
Sei que não sou o homem perfeito
Mas me esforço nesta minha paixão
Saber que posso estar contigo
Conforta-me o espírito
Saber que sou mais que um amigo
Dá sentido do por que que eu existo
É imperiosa a tua presença
É gostosa e me faz tanto bem
Ainda agradável a tua lembrança
Que me faz querer-te além
Não quero acordar desta fantasia
Nem me libertar destes eventos
A solidão mandei embora vazia
Por teu grande amor que me traz acalentos
Imaginando você em meu coração
Faz pulsá-lo tão intensamente
E o que sinto é pura emoção
Creio que não sei te amar direito
Mas estou te dando toda atenção
Sei que não sou o homem perfeito
Mas me esforço nesta minha paixão
Saber que posso estar contigo
Conforta-me o espírito
Saber que sou mais que um amigo
Dá sentido do por que que eu existo
É imperiosa a tua presença
É gostosa e me faz tanto bem
Ainda agradável a tua lembrança
Que me faz querer-te além
Não quero acordar desta fantasia
Nem me libertar destes eventos
A solidão mandei embora vazia
Por teu grande amor que me traz acalentos
153
HUMILDEMENTE
Pai celestial a gratidão anda num coração humilde e contrito, numa alma sedenta por perdão. Num arrependimento eficaz. Pai Santo, dai-nos sabedoria suficiente para entendermos que somos falhos, para que estejamos sempre avaliando a nós mesmos, fazendo-nos autocríticas para que percebamos o que precisamos mudar em nós para sermos melhores humanos, e que esqueçamos os nossos semelhantes e olhemos para dentro de nós e façamos uma autocorreção no sentido de mudarmos as nossas atitudes. Não nos deixe ser rudes, soberbos, desonestos, injustos ou infiéis, molda-nos à altura, largura e profundidade de um ser humano agradável ao Senhor, conceda-nos a graça de podermos ser chamados filhos por Sua adoção e herdeiros das Tuas promessas que um dia haverão de se cumprir.
237
VIDA CONJUGAL
O que é a arte de amar, senão o padecimento! Mas há sempre contentamento quando se prova a boca. Quando se busca estrelas à luz do dia, e os olhos fechados encontram o calor súbito das mãos entrelaçadas. É quando se vão as diferenças e se esquece das mágoas, e as juras primeiras se fazem presentes promessas. E o tocar dos lábios causa toda prova de cumplicidade, e já não há mais culpados, e os beijos que ardem transformam tudo em paz e harmonia, aí se padece de prazer, até a cruel rotina apresentar a mesma forma casual para o exercício da paciência.
154
CONFISSÃO
Eu confessei Jesus eterno em meu coração,
Ele é a minha luz e a minha eterna salvação.
Ele é a minha luz e a minha eterna salvação.
170
QUAL A CERTEZA DO AMANHÃ?
Quem somos nós? Qual de nós pode determinar os anos de vida de um homem? Como entender este mundo e as coisas que nele acontecem? Quantas explicações científicas e quantas interrogações. Longevidade, difícil alcançá-la sem escurecer as vistas e com vigor, talvez o desejo ardente dos que amam e se beneficiam do poder, mas muitos serão levados antes de tempo se não buscarem ou alcançarem sabedoria. Com os nossos cuidados não podemos acrescentar ou diminuir nada em nós, lutamos para permanecermos como somos e mantermos o que nos resta. Aplicamos o nosso conhecimento que é vão, nas coisas que são vãs, deixamos a vaidade cegar o nosso entendimento. O curso da vida como uma canoa vazia em alto mar, soprada pelos ventos para lá e para cá, quando se enche de água se afunda e não pode mais navegar, vai-se para as profundezas e não pode mais voltar. Quem de nós pode anunciar as coisas que já foram e as que hão de vir? Qual a certeza do amanhã?
167
INFANTE
De início pensei em desistir
Achei que seria impossível
Mas um poder me fez insistir
Acreditar que seria exequível.
Então levantei confiante
E com a cabeça erguida
Pela fé, firme segui adiante
Com coragem adquirida.
Assim eu pude ver ao longe
Desde o início da jornada
Passos lerdos do que tange
O sino lúgubre de emboscada.
Com sono, sede, e com fome
A dor, o calor, o frio, e o cansaço
Honro meu número e meu nome
Blindando o meu espírito em aço.
Trevas densas me cobriram
Tentando me assombrar
Mas meus olhos não dormiram
Com minha alma fui falar.
Duma caveira à luz do sol
Ela sorrindo para mim
Seu distintivo de escol
Armas entalhadas em marfim.
Dois canos largos fumegantes
Metralha para todos os lados
Aniquilando os seres errantes
De assalto e olhos inflamados.
A faca crava em seus crânios
A morte atravessa seus sentidos
A minha alma vê que a milênios
Existiam os guerreiros destemidos.
Trapos dum corpo, alma imortal
Sugando o que é força e energia
Eu vou cantando e espantado todo mal
Bravamente vencendo mais um dia.
Nisto eu resisto, combato e persisto
Vitória, vitória, que brada em meu peito
Por meu manto, sofro, mas não desisto
Sou infante de valor e de respeito.
Achei que seria impossível
Mas um poder me fez insistir
Acreditar que seria exequível.
Então levantei confiante
E com a cabeça erguida
Pela fé, firme segui adiante
Com coragem adquirida.
Assim eu pude ver ao longe
Desde o início da jornada
Passos lerdos do que tange
O sino lúgubre de emboscada.
Com sono, sede, e com fome
A dor, o calor, o frio, e o cansaço
Honro meu número e meu nome
Blindando o meu espírito em aço.
Trevas densas me cobriram
Tentando me assombrar
Mas meus olhos não dormiram
Com minha alma fui falar.
Duma caveira à luz do sol
Ela sorrindo para mim
Seu distintivo de escol
Armas entalhadas em marfim.
Dois canos largos fumegantes
Metralha para todos os lados
Aniquilando os seres errantes
De assalto e olhos inflamados.
A faca crava em seus crânios
A morte atravessa seus sentidos
A minha alma vê que a milênios
Existiam os guerreiros destemidos.
Trapos dum corpo, alma imortal
Sugando o que é força e energia
Eu vou cantando e espantado todo mal
Bravamente vencendo mais um dia.
Nisto eu resisto, combato e persisto
Vitória, vitória, que brada em meu peito
Por meu manto, sofro, mas não desisto
Sou infante de valor e de respeito.
165
MATA-NOS A SEDE
Mata-nos a sede ó refrescante gota d'água, a nossa boca está seca, os nossos olhos fartos de mágoa, queima-nos adentro um fogo que não se apaga, fervendo o nosso sangue, dilatando artérias e veias, ó intrigante gota d'água refrigério que nos permeia. Inunda-nos a alma infinda, ó cristalina e mineral, escassa gota d'água, suaviza e umidifica nosso íntimo abissal. Faça-nos jorrar em fontes, impetuosas cachoeiras, assalte nosso calor ardente, na chuva torrente, correntes ribeiras. No corpo da nossa língua, ó fresca gota d'água, num beijo de vida, nestas bocas unidas, lábios juntos sem despedidas, repõe-nos agora nossos sais perdidos em tantas lágrimas ocultas, hidratando os nossos corpos nestes dias de lutas, ó gota tremenda líquida restauradora, faze-nos de novo corpo-a-corpo em seu estado que não se evapora, e de dentro de nós nunca mais vá-se embora.
175
NÃO SOMENTE A ESPADA, MAS TAMBÉM A FÉ
Soam as cornetas, soam os clarins, preparem-se para a batalha, soldados valentes lutem até à morte, enfrentem o inimigo, não recuem jamais, marchem adiante, honrem a vossa pátria, se revistam de coragem e força, estejam os seus espíritos preparados para a guerra. Os fracos tremem, eles recuam, fogem e se dispersam, se acovardam, eles nunca sentirão a glória da vitória e nem ouvirão os seus gritos ecoarem vibrantes dentro dos seus peitos, pois não sabem o valor da abnegação e nunca se sacrificarão por alguma causa justa, preferem aceitar a tirania. Vós sois valorosos soldados, vós sois a legítima coroa, o orgulho de um povo oprimido, a esperança de uma nova geração. Vão e vençam o inimigo, dê-lhe a paga, destitua-o do trono, tomem-lhe o poder e o devolva ao povo, para que proclamem um governo justo. Vão e varram também os covardes que se alimentam do suor e sangue daqueles que produzem. Não importa se todos forem abatidos, mas que também o inimigo seja sucumbido e a sua memória apagada para todo o sempre de debaixo do sol. _ Senhor! O que acontecerá se perdermos a guerra? Digo soldado, que a iniquidade triplicará, seus opressores dominarão sem piedade, seus filhos crescerão na escravidão do corpo e da alma, vocês que restarem vivos das batalhas serão engolidos vivos pela fúria, suas mulheres serão violadas diante dos vossos olhos. _ Senhor! Nem que morramos, mas haverá um, um de nós restará para exibir a cabeça do nosso principal inimigo, um de nós que seja, sobre o sangue de tantos outros guerreiros, nos fará ser lembrados por toda a eternidade.
171
A CURA QUE PERDI
Teus olhos são santos, tu és a cura que perdi, e a doença incurável que me acometeu, teu coração é puro, teus seios são dois montes fortes que o protegem. O teu amor é o remédio que eu nunca poderei comprar. Teus passos são firmes e sempre endireitavam os meus caminhos. Tuas palavras são doces, pois teus lábios destilavam favos de mel, minhas amarguras, elas nunca prevaleceram. Teu sorriso é um sol nascente em dias de algidez humana. Me vejo sem tudo isto agora, me procuro em cantos de desolados, e me encontro preso sem direção. Agora não me suporto, pois covardemente desprezei a sorte, para viver e morrer num deserto castelo de areia, sedento e doente de amor.
Erimar Santos.
Erimar Santos.
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Comentários (3)
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parabéns
amei parabéns
Bárbara Pinardi
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
Belo poema