1971
Lista de Poemas
DEMAIS PRA MIM
O amor requer trabalho
Muito esforço e dedicação
O amor nunca será falho
Pois sempre estará com razão
O amor é a engrenagem perfeita
Que movimenta os corações
Funcionando de forma estreita
Em todas afetas relações
Ele é um jugo leve e suave
Que suporta muitas cargas
Mas pode voar como uma ave
E pousar em outras ilhargas
O amor nos tira o sono
Quando em nosso coração
Não havia nenhum dono
E ele surge desde então
O amor que não conheço
Mas que me conhece bem
E nem sei se o mereço
Pois não sei se o convém
Muito esforço e dedicação
O amor nunca será falho
Pois sempre estará com razão
O amor é a engrenagem perfeita
Que movimenta os corações
Funcionando de forma estreita
Em todas afetas relações
Ele é um jugo leve e suave
Que suporta muitas cargas
Mas pode voar como uma ave
E pousar em outras ilhargas
O amor nos tira o sono
Quando em nosso coração
Não havia nenhum dono
E ele surge desde então
O amor que não conheço
Mas que me conhece bem
E nem sei se o mereço
Pois não sei se o convém
268
OLHOS VERDES V
Oh que coisa mais linda!
Quanta graça e formosura!
Sonho eu em teus braços, noite infinda
Ó olhos verdes que me inspira doçura.
Eu sou, olhos verdes pedras esmeraldas
Tão contente quando a vejo caminhando
Queria tanto te acompanhar nas caminhadas
Infelizmente me contento te observando.
Tu nem sabes que por ti eu sou
Quero tanto dar-te verdadeiro amor
Mostra-me o caminho que nele vou
Puros olhos verdes cristalinos na cor.
Sei que és real, mas parece fábula
Por te ver e não poder te tocar e sentir
É ficção nesta realidade de mácula
O meu amor insiste olhos verdes por você existir.
Quanta graça e formosura!
Sonho eu em teus braços, noite infinda
Ó olhos verdes que me inspira doçura.
Eu sou, olhos verdes pedras esmeraldas
Tão contente quando a vejo caminhando
Queria tanto te acompanhar nas caminhadas
Infelizmente me contento te observando.
Tu nem sabes que por ti eu sou
Quero tanto dar-te verdadeiro amor
Mostra-me o caminho que nele vou
Puros olhos verdes cristalinos na cor.
Sei que és real, mas parece fábula
Por te ver e não poder te tocar e sentir
É ficção nesta realidade de mácula
O meu amor insiste olhos verdes por você existir.
225
ACEITE SER MINHA SENHORA
Minha razão de estar onde estou
Nada mais é a luta por seu amor
Um lugar que ninguém me reservou
Que eu disputo com todo vigor.
Está aberto em meu coração
Um espaço tão real e imenso
Para abrigá-la melhor que um irmão
Com um desejo certo e pretenso.
Não tenho espanto e nem medo
Sei que posso te convencer
E ter a minha vitória tão cedo
Quando seu coração enternecer.
O seu livre amor o preciso agora
Acredita em mim, eu te imploro
Aceite ser a minha senhora
E te mostrarei o quanto te adoro.
Nada mais é a luta por seu amor
Um lugar que ninguém me reservou
Que eu disputo com todo vigor.
Está aberto em meu coração
Um espaço tão real e imenso
Para abrigá-la melhor que um irmão
Com um desejo certo e pretenso.
Não tenho espanto e nem medo
Sei que posso te convencer
E ter a minha vitória tão cedo
Quando seu coração enternecer.
O seu livre amor o preciso agora
Acredita em mim, eu te imploro
Aceite ser a minha senhora
E te mostrarei o quanto te adoro.
423
NO PROFUNDO DAS ÁGUAS
Atirei uma pedra ao mar
E a esperei tornar à superfície,
Esperei por pura ignorância.
Pequena rocha não flutua, mas esperei.
Porque a comparei aos meus sonhos,
Que a muito desapareceram
Feito imersos no profundo das águas,
Mas vivo ansioso em alcançá-los.
São anseios que há tempos,
Espero com paciência e zelo,
Não desisto em vê-los realizados,
Assim como a pequena rocha
Tornar à superfície, transformada.
A natureza muda de tempos em tempos,
Muitas coisas se transformam,
E os nossos sonhos estão lá tão longe,
Ou às vezes tão ao nosso lado.
Nisto ponderei as águas e ondas do mar,
Elas que suscitam tantas coisas,
Levando e trazendo esperança e vida,
Muitas vezes se limpando da sujeira.
Que quando se embravecem,
Podem destruir tudo pela frente
E lançam fora ou sugam para o fundo,
Pois tem poder para expelir
Tanto quanto para engolir ao irarem-se.
Mas o que diria? Realizar sonhos
Sob a tempestade de águas
Ou aguardá-los lentos
E nunca os trazerem á tona?
As tempestades são as lutas,
A calmaria é o vício do ócio,
O comodismo farto do dia a dia,
A inerte energia que não se desprende.
Enfrentando a braveza das águas
Aguardando-a devolver minha pedra.
Meus sonhos realizados que voltarão,
Transformados na realidade que almejo.
E a esperei tornar à superfície,
Esperei por pura ignorância.
Pequena rocha não flutua, mas esperei.
Porque a comparei aos meus sonhos,
Que a muito desapareceram
Feito imersos no profundo das águas,
Mas vivo ansioso em alcançá-los.
São anseios que há tempos,
Espero com paciência e zelo,
Não desisto em vê-los realizados,
Assim como a pequena rocha
Tornar à superfície, transformada.
A natureza muda de tempos em tempos,
Muitas coisas se transformam,
E os nossos sonhos estão lá tão longe,
Ou às vezes tão ao nosso lado.
Nisto ponderei as águas e ondas do mar,
Elas que suscitam tantas coisas,
Levando e trazendo esperança e vida,
Muitas vezes se limpando da sujeira.
Que quando se embravecem,
Podem destruir tudo pela frente
E lançam fora ou sugam para o fundo,
Pois tem poder para expelir
Tanto quanto para engolir ao irarem-se.
Mas o que diria? Realizar sonhos
Sob a tempestade de águas
Ou aguardá-los lentos
E nunca os trazerem á tona?
As tempestades são as lutas,
A calmaria é o vício do ócio,
O comodismo farto do dia a dia,
A inerte energia que não se desprende.
Enfrentando a braveza das águas
Aguardando-a devolver minha pedra.
Meus sonhos realizados que voltarão,
Transformados na realidade que almejo.
192
ENCAREM A LUZ
Faça calar o dia e a noite grite
Todas as manifestações escusas
Tudo o que ronda a alma triste
Na sombra do medo às escuras.
Escancare os portais, entrem
Todas as criaturas negras
Fechem, tranquem, selem
Para que nunca mais saiam íntegras.
Desfiguradas faces por que fogem?
Encarem a luz, a alva do dia
É nela que se salva do vigia
Da implacável ira dos leões que rugem.
Todas as manifestações escusas
Tudo o que ronda a alma triste
Na sombra do medo às escuras.
Escancare os portais, entrem
Todas as criaturas negras
Fechem, tranquem, selem
Para que nunca mais saiam íntegras.
Desfiguradas faces por que fogem?
Encarem a luz, a alva do dia
É nela que se salva do vigia
Da implacável ira dos leões que rugem.
234
RAZÃO, LUZ QUE ILUMINA
Razão ilumina a minha mente
No que será uma nova caminhada
Para preencher o que está ausente
Dentro da minha alma fragilizada.
Razão seja lá como tenha que ser
Mas guarde os meus pés nos trilhos
Vai além do que os meus olhos podem ver
Porque ela é linda demais e tem brilhos.
Razão não deixe que a emoção
Se ao tê-la em meus braços
Mostre-me de vez uma direção
E eu me perder em seus abraços.
Razão por favor me fortaleça
Caso em sua boca aos beijos
Me deixe levar e me emudeça
Prevalecendo em mim seus desejos.
Razão sabes que sou um fraco, é fato
Que me embriaga sempre a paixão
Para que eu não me entregue no ato
Dê-me paciência com reflexão.
Razão, mas se ela for a que eu busco
Deixe-a, que em tudo me domine
Descubra a transparência sem ofusco
Que com parcimônia me examine.
No que será uma nova caminhada
Para preencher o que está ausente
Dentro da minha alma fragilizada.
Razão seja lá como tenha que ser
Mas guarde os meus pés nos trilhos
Vai além do que os meus olhos podem ver
Porque ela é linda demais e tem brilhos.
Razão não deixe que a emoção
Se ao tê-la em meus braços
Mostre-me de vez uma direção
E eu me perder em seus abraços.
Razão por favor me fortaleça
Caso em sua boca aos beijos
Me deixe levar e me emudeça
Prevalecendo em mim seus desejos.
Razão sabes que sou um fraco, é fato
Que me embriaga sempre a paixão
Para que eu não me entregue no ato
Dê-me paciência com reflexão.
Razão, mas se ela for a que eu busco
Deixe-a, que em tudo me domine
Descubra a transparência sem ofusco
Que com parcimônia me examine.
187
OLHOS VERDES VI
Olhos verdes tão lindos e meigos
Que brilhos em mim reluzem!
Tu és livre e se quisesses aconchegos
Te daria olhos verdes que me seduzem.
Se me aprovasses em teu coração
Faria de tudo para não o magoar
Seria paciente com tanta dedicação
Sereno para poder te acalentar.
Mas como olhos verdes viva flor?
Se não atentas para este pobre admirador
Que na vida seu desejo é dar-te amor
E a esperança é poder ser teu protetor.
Sei que nada te impede de me notar
Talvez eu não seja digno de você
Mas olhos verdes me deixe te provar
Que a tua beleza vai além do que se vê.
Que brilhos em mim reluzem!
Tu és livre e se quisesses aconchegos
Te daria olhos verdes que me seduzem.
Se me aprovasses em teu coração
Faria de tudo para não o magoar
Seria paciente com tanta dedicação
Sereno para poder te acalentar.
Mas como olhos verdes viva flor?
Se não atentas para este pobre admirador
Que na vida seu desejo é dar-te amor
E a esperança é poder ser teu protetor.
Sei que nada te impede de me notar
Talvez eu não seja digno de você
Mas olhos verdes me deixe te provar
Que a tua beleza vai além do que se vê.
199
O METAL SOA RETINENTE
O metal soa retinente e agudo
Um som que invade o universo
Que faz milagres no cego e mudo
E com seus olhos e boca faz verso.
São trombetas açacaladas de ouro
Tocadas por uma legião de anjos
Que anunciam um evento vindouro
Com os mais perfeitos arranjos.
As bocas cantam sons orquestrados
Pelas vozes de selvagens criaturas
Com ouvidos íntimos e apurados
O ex-cego e mudo faz acuradas leituras.
São notas de canções mais puras
Que tocam e fazem vibrar a alma
Com teus sentidos lê as estruturas
O ex-cego e mudo com toda calma.
Entende que cantam essas criaturas
Com suas vozes louvores nobres
Em seus instintos adoram as Escrituras
Diferentes de nós humanos pobres
De ânimos dobres com nossas loucuras.
Um som que invade o universo
Que faz milagres no cego e mudo
E com seus olhos e boca faz verso.
São trombetas açacaladas de ouro
Tocadas por uma legião de anjos
Que anunciam um evento vindouro
Com os mais perfeitos arranjos.
As bocas cantam sons orquestrados
Pelas vozes de selvagens criaturas
Com ouvidos íntimos e apurados
O ex-cego e mudo faz acuradas leituras.
São notas de canções mais puras
Que tocam e fazem vibrar a alma
Com teus sentidos lê as estruturas
O ex-cego e mudo com toda calma.
Entende que cantam essas criaturas
Com suas vozes louvores nobres
Em seus instintos adoram as Escrituras
Diferentes de nós humanos pobres
De ânimos dobres com nossas loucuras.
259
ATÉ QUANDO
Até quando terei que esperar
O amor de mim se lembrar
Em meus braços tomar lugar
E em meu coração aterrissar.
Até quando terei que chorar
Pela falta das carícias da Camila
Se fazendo dificil de se amar
Ainda me ignora e me humilha.
Até quando ela vai se sobressair
Sem ouvir as minhas lamúrias
E de mim conseguir se eximir
Sem acreditar nas minhas penúrias.
Até quando! Me fará sofrer...
Maltratando o meu coração
Sem se importar ou se condoer
Com o meu estado de extrema paixão.
Ipatinga, 29/12/2018
Erimar santos.
O amor de mim se lembrar
Em meus braços tomar lugar
E em meu coração aterrissar.
Até quando terei que chorar
Pela falta das carícias da Camila
Se fazendo dificil de se amar
Ainda me ignora e me humilha.
Até quando ela vai se sobressair
Sem ouvir as minhas lamúrias
E de mim conseguir se eximir
Sem acreditar nas minhas penúrias.
Até quando! Me fará sofrer...
Maltratando o meu coração
Sem se importar ou se condoer
Com o meu estado de extrema paixão.
Ipatinga, 29/12/2018
Erimar santos.
702
SINTO FALTA DE UMA BELA
Quanta saudade sinto de uma bela
Estou sozinho e desconsolado
Dos beijos que ainda não provei dela
Se os tivesse estaria confortado.
À medida que me embriago de paixão
Sinto exaurir os meus pesares
A solidão é um estado que tem solução
Quando se é achado junto aos mares.
Recobro os últimos instantes
Do semblante de quem me amou
Dos olhos vivos e interessantes
Que o destino de mim os levou.
Estou em paz na minha guerra
Por ser eu o meu próprio inimigo
Numa batalha que não se encerra
Como se eu corresse iminente perigo.
Sem um amparo, quanta saudade
Tanta falta de um amor sabido
Sem a sorte de alguém na realidade
Quanta tristeza eu tenho sofrido.
Estou sozinho e desconsolado
Dos beijos que ainda não provei dela
Se os tivesse estaria confortado.
À medida que me embriago de paixão
Sinto exaurir os meus pesares
A solidão é um estado que tem solução
Quando se é achado junto aos mares.
Recobro os últimos instantes
Do semblante de quem me amou
Dos olhos vivos e interessantes
Que o destino de mim os levou.
Estou em paz na minha guerra
Por ser eu o meu próprio inimigo
Numa batalha que não se encerra
Como se eu corresse iminente perigo.
Sem um amparo, quanta saudade
Tanta falta de um amor sabido
Sem a sorte de alguém na realidade
Quanta tristeza eu tenho sofrido.
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parabéns
amei parabéns
Bárbara Pinardi
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
Belo poema