ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

n. 1971 BR BR

Mil Santas palavras constroem. Ainda há tempo.

n. 1971-05-10, Frei Inocêncio-MG

Perfil
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O SÁBIO HOMEM E O GRANDE RIO

O grande rio corre tenso
Águas ligeiras em seu leito
O sábio homem segue manso
Com sabedoria em seu peito.

O sábio homem também ensina
Como andar bem equilibrado
O grande rio não mostra a sina
De quem é levado em seu reinado.

O grande rio é largo e espaçoso
Tenso, mas suas águas navegáveis
O sábio homem é cauteloso
Adverte quanto a convites favoráveis.

O sábio homem vive e viverá
Vigilante, sóbrio, e prudente 
O grande rio jamais admitirá 
Que as suas águas secarão de repente.

O sábio homem e o grande rio
As influências, descrenças, e incertezas
A mente sã e o desvario
O coração firme e a perdição nas correntezas.

Erimar Lopes.

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Biografia

1971

Poemas

703

PRECONCEITO E ÓDIO

A alma geme, treme o corpo, a dor
Os olhos choram lágrimas quentes
Numa sociedade onde o crime é a cor
Escorrem pela face, banham o peito
Soluços de agonia, gritos estridentes
Amarguras pelo sofrer sem ser aceito.

A vida é vermelho-carmesim nas veias
Em todos os homens não há distinção
Deixe o ódio e o preconceito em cadeias
Ninguém é melhor ou pior sem o sangue
A cor da pele não pode distinguir a razão
Somos socializados e irmãos, não gangue.

Negros, brancos, amarelos, e índios
A história nos conta grandes massacres
As cores e etnias escravas de latifúndios
Todas tiveram e sofreram seus acres.

Mas vermelho é o sangue nos vasos
Uma cor somente, que move as cores
Preconceito e ódio, milênios de atrasos
É a vida do espírito em todas as carnes.
191

ESTÁ TUDO TÃO DIFÍCIL SEM VOCÊ

Está tudo tão difícil sem você, meu bem eu me sinto abandonado será que não vê!

Quando irá perceber a falta que você me faz se ainda é capaz de me fazer sofrer?

Apostei tudo em você, esperava ser correspondido, mas me deixou vendido.

Agora eu vejo quanto tempo perdido esperando aquela que estou amando.

Veio me dizer que não dá mais, que eu sofrendo tanto faz, que eu morra em paz.

Mas eu te digo que o mundo dá voltas, não me vire as costas, isto é castigo.

Se me fechar a porta, esperarei lá fora, nela não baterei, sabe onde me achar.

Pois se um dia mudar e entender que errou, este homem que te ama está a esperar sem drama a dona que sonhou.
253

ONDE ALMA SOU

O que hei de te dar eu nestes dias de solidão em que nada tenho recebido, em que tem sido privado de mim carinhos, tua presença física, afeto, tuas juras, e o amor que me prometeu? O que hei de esperar eu, quando olho o vazio do espaço e vejo como se fosse dentro de mim. Vazio, úmido, frio e silencioso. Quero rasgar as minhas vestes e prantear um choro que estremeça a minha alma. Varrer para fora todos os sentimentos que me ferem. O que te darei eu? A carência tua que me invade, que me faz cidade inabitada. Um homem sem esperanças é uma locomotiva descarrilhando, quem a colocará de volta aos trilhos? Quero te dar tudo que tenho, muito além das minhas forças, estas que levaste quando foste de mim. O amor, o teu amor era o alimento que me saciava a alma, a tua presença era o calor que me aquecia o peito. Ainda lembro daqueles dias em que eu era vida, ser que andava relutante, mas memórias são esquecidas, e onde alma sou, há apenas recordações.
240

VIDA ALÉM DA MORTE

Quem quer paz venha e não chore,
Abrace o amor, segure, não ignore,
Deixa entrar em seu coração, forte,
Verás que é vida e além da morte.

Transforma, conduz em luz, seduz,
Traduz o homem no madeiro da cruz.
             O Senhor é Jesus.
181

MAL DE DALILA

Era no mar, dia de sol, uma alegria no sorriso, era belo como estar no paraíso.

Era cor vermelha, genuína flor, amor que rondou e circundou e deixou centelha.

Era o fogo, picada de abelha, foi carne na grelha, mordiscada e provada num jogo.

Era a fêmea, loba no cio, causando arrepio, num intenso calor, calafrio.

Foi paixão de dilacerar o coração, força de Sansão, por Dalila a enganação.

Era o medo, o segredo, tarde ou cedo, a verdade causa a morte em seu enredo.
203

QUE REINE O AMOR

Em meu coração tem amor,
Puro, verdadeiro, sincero, e fiel,
Meu Deus, somente o Senhor,
Me fez provar desse doce mel.

Eu a quero por toda a minha vida,
Agradeço-a por estar em mim,
Por existir e ser minha querida,
Em declarar me amar até o fim.

Cuidarei de ti sem medir esforços,
Com todo o meu ser te darei favor,
O lobo que segue a matilha aonde for,
O alfa que lidera a caçada por corços.

O teu terno amor me transformou
Tornando os meus sonhos capazes,
Me entreguei a ti o todo que sou,
Por nossas almas testemunhas verazes.

Sejam lindos os nossos dias,
Na luta, na labuta, ou na dor,
Suportando-nos com alegrias,
Ou tristezas, que reine o amor.
187

MÍSEROS CARACTERES

As razões que nos levam a fecharmos os nossos olhos para as injustas justiças, seriam as premissas na descrença no conjunto de valores humanos, dos bons ou maus caracteres a todos os compostos de ideologias morais ou costumes mundanos, valoração do indivíduo como o ser mais importante do universo das criaturas de Deus, sem a implicação do meio reverso. No reino das riquezas para poucos, o que importa é o que materialmente se tem, umas vidas têm preço estipulado, outras de valor nenhum provém. Na selva abundante de desejos ambiciosos pelo poder, as inofensivas aparências, palavras macias que destilam encantos nas mentes que se prendem e se deixam levar, que se escravizam sem pensar e, não conseguem se libertar dessas prisões que matam milhões e mais milhões irão matar por invenções agradáveis, que produzem sensações inefáveis. As vidas miseráveis são a base dessas injustiças, são barradas desde o ventre ou nascidas desprovidas de valores aceitáveis, que as tornam tão notáveis criaturas abomináveis, que enchem as prisões com seus pervertidos corações, miseráveis com poderes, que devastam pobres seres. Nas nações abastadas com suas descobertas desinteressadas, o que se gasta é muito para revelar-se quase nada. Quem dera uma pirâmide invertida, o topo sustentando a base, efeito kamikaze. O Caráter não tem cor, raça, ou sexo, nem classe social, o ser é bom ou mal, abastado ou na desgraça, a miséria é uma fase sem dom, onde a dor não tem tom, mas os gemidos tem som, e a ilusão do mundo disfarça esses seres programados, todos numerados, vivendo bons ou maus bocados, ilhados em seus pecados.

237

A GUERRA

A desilusão que nasce à espera de um coração que não bate, se é a morte que ronda à parte, a boca que espera por um beijo sofrido entre línguas e dentes, movendo a carne no que o coração sente, a cegueira de olhos abertos, o abismo adiante, a catástrofe por perto. Os pés descalços trilhando o caminho, sem sorte, sem rumo, vadio sem prumo, as gargalhadas da hiena, o cheiro de sangue, o abutre sondando, o corvo mal agourando, é a morte chegando, no deserto aberto, ferida aberta, por espada ou flecha, sede no cio, boca seca no rio é sequidão de estio. A palavra maldita no disco gravada já foi fita dada, causou alma penada, parolou língua malvada. A luz no eirado, o pavio apagado, a escuridão! Coitado de olhos vendados, na lâmina afiada, a carne retalhada é vida ceifada. A trincheira à frente, soldado valente enfrenta o inimigo correndo perigo, o medo, a fúria, o ódio, na guerra se erra, também morre amigo. A causa sem dono, o abandono, se perde o sono, o deus da terra, fomentada a discórdia, a colheita, foices, não trigo é joio, os cortes, as cabeças, o fogo, a queima, a fumaça, e a cinza, sem misericórdia! Um oceano imenso, um trauma intenso, tudo que a mente não esqueça. Matar, matar, matar, matar, ceifar, ceifar, ceifar, vidas, um lamaçal de mangue, todas, várias, o mundo, um mar de sangue.

Ipatinga, 23/01/2019
Erimar Lopes.

2 776

MINHA MADURA ADOLESCENTE

Eu vejo em teus olhos o brilho e a alegria
A simplicidade que te faz especial
Como minha melhor companhia
Na verdade uma mulher sensacional.

Suas atitudes de uma ingênua menina
Desarmam o meu coração austero
E com sábias palavras me domina
Desfazendo todo o meu jeito sério.

Tu és humilde e deveras singela
Meu amor, minha vida, consolo, e paz
A mulher com brilho de uma estrela
Minha adolescente madura e sagaz.
202

SEM PENSAR, POR QUERER

Foi sem pensar, que nos teus beijos
As minhas tímidas mãos te tocaram
E a cintura do teu corpo circundaram
Nas tuas curvas viajaram em ensejos.

Foi por querer, que as tuas mãos
Em comunhão com as minhas
Entrelaçaram nossos corpos sãos
E nos acariciaram tão bobinhas.

Foi no sabor dos teus doces lábios
Que eu senti os nossos corações
Pulsando muito mais que sábios
Nos proporcionando puras emoções.

Você me almejando por completo
Confessando-me os teus segredos
Ouvindo as tuas juras de amor quieto
Encorajava-te vencer teus medos.

Pela ânsia de ser esposa e senhora
O tempo certo de Deus obedecendo
Na imaginação e esperança d'aurora
Um enlace matrimonial enternecendo.
188

Comentários (2)

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Bárbara Pinardi
Bárbara Pinardi

Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio

Lagaz

Belo poema